André, irmão de Simão Pedro

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Neste último dia de novembro celebramos o Apóstolo Santo André que, a exemplo do seu Mestre, morreu crucificado por volta do ano 60, na cidade de Patras, hoje localizada na Grécia.

A celebração dos santos na Liturgia da Igreja está intimamente ligada a sua história. Basta lembrar que os túmulos dos santos estão entre os primeiros locais de reunião da Igreja primitiva e, até hoje, seguindo essa tradição, as relíquias dos santos são depositados sob o altar, onde celebramos a Eucaristia. As relíquias de Santo André repousam hoje na mesma cidade grega onde foi crucificado. A elas se juntaram recentemente, por ordem do Papa, partes dos ossos de seu irmão, São Pedro, reunindo-os assim, como no início.

Santo André é conhecido por ser “o protocletos”, ou seja, “o primeiro a escutar o apelo”, como cantamos hoje no hino das Laudes. Foi o primeiro a seguir Jesus, junto com João. Mas André é mais conhecido ainda por ser irmão de Simão Pedro, o príncipe dos apóstolos e chefe da Igreja. A Liturgia das Horas hoje nos lembra desse parentesco diversas vezes no hino e nas antífonas. Mas não é simplesmente pelo fato de ser irmão de Simão Pedro que isso nos é lembrado insistentemente e sim pelo fato de ser André o responsável por levar seu irmão a encontrar-se com Jesus. 

João, que tinha seguido Jesus junto com André, relata em seu Evangelho que André, assim que conheceu Jesus, foi logo, foi depressa, foi sem hesitar, à procura de seu irmão e disse-lhe, sem tanta eloquência, mas com a convicção da fé: “Encontramos o Messias!” E mais: conduziu o seu irmão a Jesus, que transformou Simão em Cefas (que quer dizer Pedra), e naquela pedra edificou sua Igreja.

Santo André, embora tenha sido o primeiro não foi o príncipe, mas levou aquele que seria até o Mestre. André não multiplicou os pães, mas foi ele que convenceu um menino que possuía 5 pães e dois peixes a dividir o que tinha e o levou até aquele que podia multiplicá-los. E o milagre aconteceu.

O dia de Santo André nos leva, portanto, a refletir: quantos como Simão estão esperando que os levemos até Jesus, não tanto com a persuasão das nossas palavras, mas com o testemunho da nossa fé? Quantos milagres pode ainda fazer o Senhor se no meio da multidão pudermos convencer aqueles que tem “pães e peixes” a partilhar com os demais?

Santo André, com sua disposição em anunciar o Messias ajudou a edificar a Igreja de Cristo. Que a oração neste dia em que celebramos a sua festa possa nos dar a mesma disposição e coragem de anunciar o Reino de Deus. Como Santo André, não nos alegremos por nossos cargos ou funções, mas por fazer o nome de cristo conhecido, amado e adorado por toda a terra. Que o mesmo Espírito que moveu Santo André, faça que pela nossa pregação floresçam príncipes e chefes que governem com a sabedoria do alto e que o pão se multiplique onde haja fome.

Santo André, interceda por nós! Amém!

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Helber Clayton é leigo católico, servidor público, escritor, casado, formado em Letras, com licenciatura em Língua Portuguesa, Língua Inglesa e respectivas literaturas, Especialista em Língua Latina e Filologia Românica.
Mora em Teixeira de Freitas na Bahia

Comments

  1. Maria das Graças L.Barbosa disse:

    Que bênção termos você, que nos mostra todo santo dia a iturgia das horas. E mais ainda cantada. Muito obrigada e, que o ESPIRITO SANTO SEJA TUA LUZ.

      1. Diácono Everaldo. disse:

        Louvado seja Deus pela riqueza espiritual contida no Católico Orante.Amado irmão Helber,
        Você é um dom de Deus pra nós.
        Conte sempre com a minha humilde bênção,além de orações cotidianas…

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