Ofício das Leituras de Sexta-feira da 21ª Semana do Tempo Comum




V. Vinde, ó Deus, em meu aulio.
R. Socorrei-me sem demora.
Glória ao Pai e ao Filho e ao Esrito Santo. *
Como era no prinpio, agora e sempre. Amém. Aleluia.

Hino

I. Quando se diz o Ofício das Leituras durante a noite ou de madrugada:

Reinais no mundo inteiro,
Jesus, ó sol divino;
deixamos nossos leitos,
cantando este hino.

Da noite na quietude,
do sono levantamos:
mostrando as nossas chagas,
remédio suplicamos.

Oh! quanto mal fizemos,
por Lúcifer levados:
que a glória da manhã
apague esses pecados!

E assim o vosso povo,
por vós iluminado,
jamais venha a tombar
nos laços do Malvado.

A glória seja ao Pai,
ao Filho seu também;
ao Espírito igualmente,
agora e sempre. Amém.

II. Quando se diz o Ofício das Leituras durante o dia:

Cristo, em nossos corações
infundi a caridade.
Nossos olhos chorem lágrimas
de ternura e piedade.

Para vós, Jesus piedoso,
nossa ardente prece erguemos.
Perdoai-nos, compassivo,
todo o mal que cometemos.

Pelo vosso santo corpo,
pela cruz, vosso sinal,
vosso povo, em toda parte,
defendei de todo o mal.

A vós, Cristo, Rei clemente,
e a Deus Pai, eterno Bem,
com o vosso Santo Espírito
honra e glória sempre. Amém.

Salmodia

Ant. 1 Levantai-vos, ó Senhor, vinde logo em meu socorro!

Salmo 34(35),1-2.3c.9-19.22-23.27.28

O Senhor salva nas perseguições

Reuniram-se… e resolveram prender Jesus por um ardil para o matar (Mt 26,3.4).

I

1 Acusai os que me acusam, ó Senhor, *
combatei os que combatem contra mim!
=2 Empunhai o vosso escudo e armadura; †
levantai-vos, vinde logo em meu socorro *
3c e dizei-me: “Sou a tua salvação!”

9 Então minh’alma no Senhor se alegrará *
e exulta de alegria em seu auxílio.
10 Direi ao meu Senhor com todo o ser: *
“Senhor, quem pode a vós se assemelhar,
– pois livrais o infeliz do prepotente *
e libertais o miserável do opressor?”

11 Surgiram testemunhas mentirosas, *
acusando-me de coisas que não sei.
12 Pagaram com o mal o bem que fiz, *
e a minh’alma está agora desolada!

Ant. Levantai-vos, ó Senhor, vinde logo em meu socorro!

Ant. 2 Defendei minha causa, Senhor poderoso!

II

=13 Quando eram eles que sofriam na doença, †
eu me humilhava com cilício e com jejum *
e revolvia minhas preces no meu peito;
14 eu sofria e caminhava angustiado *
como alguém que chora a morte de sua mãe.

=15 Mas apenas tropecei, eles se riram; †
como feras se juntaram contra mim *
e me morderam, sem que eu saiba seus motivos;
16 eles me tentam com blasfêmias e sarcasmos *
e se voltam contra mim rangendo os dentes.

Ant. Defendei minha causa, Senhor poderoso!

Ant. 3 Minha língua anuncia vossa justiça eternamente.

III

=17 Até quando, ó Senhor, podeis ver isso? †
Libertai a minha alma destas feras *
e salvai a minha vida dos leões!
18 Então, em meio à multidão, vos louvarei *
e na grande assembléia darei graças.

19 Que não possam nunca mais rir-se de mim *
meus inimigos mentirosos e injustos!
– Nem acenem os seus olhos com maldade *
aqueles que me odeiam sem motivo!

22 Vós bem vistes, ó Senhor, não vos caleis! *
Não fiqueis longe de mim, ó meu Senhor!
23 Levantai-vos, acordai, fazei justiça! *
Minha causa defendei, Senhor, meu Deus!

27 Rejubile de alegria todo aquele *
que se faz o defensor da minha causa
– e possa dizer sempre: “Deus é grande, *
ele deseja todo o bem para o seu servo!”
28 Minha língua anunciará vossa justiça *
e cantarei vosso louvor eternamente!

Ant. Minha língua anuncia vossa justiça eternamente.

V. Meu filho, observa as minhas palavras.
R. Conserva a doutrina e haverás de viver.

Primeira leitura

Do Livro do Profeta Jeremias                 4,5-8.13-28

O devastador há de vir do Norte

Assim fala o Senhor:
5 “Anunciai em Judá
e fazei ouvir em Jerusalém,
falai em público e tocai trombeta pelo país,
gritai com força estas palavras:
‘Vamos juntar-nos e entrar em nossos baluartes’.
6 Levantai bandeira para Sião,
ponde-vos a salvo, não fiqueis parados,
pois estou para trazer do Norte o mal,
uma calamidade enorme.
7 Já se levantou do covil o leão,
levantou-se o predador das nações;
saiu de sua terra
para transformar a tua terra em deserto;
as cidades serão devastadas
e ficarão sem habitantes.
8 Por isso, vesti sacos,
chorai e gritai,
pois não se afastou de nós a cólera do Senhor.
13 Eis que ele vem como uma nuvem
e seus carros correm como a tempestade;
seus cavalos são mais velozes que águias.
Pobres de nós, estamos arrasados!
14 Lava a maldade do teu coração
para salvar-te, Jerusalém;
até quando abrigarás em ti
pensamentos malvados?
15 Vem de Dã uma voz que anuncia
e revela, desde o monte Efraim, a calamidade.
16 Anunciai aos povos. Eles acorrem ao apelo!
Fazei ouvir tudo isto a Jerusalém:
“Estão chegando de terras distantes
tropas de vanguarda
e começaram a dar ordens à cidade de Judá;
17 agem como cães de guarda ao redor dela
– ela que tanto se obstinava contra mim”,
diz o Senhor.
18 Tua conduta e tuas obras
atraíram estes males sobre ti;
é este o fruto amargo de tua maldade
e que se faz sentir no teu coração.
19 Ai as minhas vísceras, as minhas vísceras!
De dor me contorço!
E o íntimo do meu coração?
Treme o coração dentro de mim:
não posso calar,
minh’alma ouviu a voz da trombeta
e o fragor da batalha.
20 Sucede um desastre a outro desastre,
toda a terra foi devastada,
minhas barracas e minhas tendas
foram derrubadas num momento.
21 Até quando verei ainda a nossa bandeira
e ouvirei o som das trombetas?
22 “Meu povo, porque é estulto,
não me conheceu;
seus filhos são insensatos e maus;
são espertos para fazer o mal,
mas não sabem praticar o bem”.
23 Olhei para a terra, achei-a vazia e deserta;
para os céus, estavam sem luz.
24 Olhei para os montes, e eles se moviam
e todas as colinas estremeciam.
25 Olhei, e notei que não havia seres humanos
e as aves do céu tinham fugido.
26 Olhei, e vi o jardim feito deserto
e todas as cidades que foram destruídas
na presença do Senhor, diante de sua ira.
27 Isto diz o Senhor:
“O país ficará deserto,
mas não lhe darei fim.
28 A terra há de chorar esse destino
e lá em cima os céus se enlutarão,
porque falei,
decretei e não me arrependo
nem voltarei atrás”.

Responsório                 Cf. Jr 4,24.26.27; Sl 84(85),5

R. Ante o furor de vossa ira, toda a terra se abalou.
* Mas, Senhor, tende piedade
e não chegueis ao extermínio.
V. Renovai-nos, nosso Deus e Salvador,
esquecei a vossa mágoa contra nós! * Mas, Senhor.

Segunda leitura

Do comentário sobre o profeta Joel, de São Jerônimo, presbítero

(PL25, 967-968)                       (Séc.V)

Convertei-vos a mim

Convertei-vos a mim de todo o vosso coração (Jl 2,12) e mostrai o arrependimento do espírito por jejuns, lágrimas e gemidos. Para que, jejuando agora, vos sacieis mais tarde; chorando agora, riais depois; gemendo agora, sejais depois consolados.É costume nas tristezas e adversidades rasgar as vestes. Isso fez o Sumo Pontífice para aumentar a acusação contra o Senhor Salvador, segundo conta o Evangelho e fizeram Paulo e Barnabé ao ouvir as palavras de blasfêmia. Assim eu vos ordeno, não rasgueis as vestimentas,mas os corações que estão cheios de pecados, porque quais odres, se não forem rasgados, se romperão por si mesmos. Tendo assim agido,voltai ao Senhor nosso Deus, a quem vossos pecados anteriores vos fizeram afastar-vos. Não desespereis do perdão pela gravidade das culpas, pois grande misericórdia apagará grandes pecados.  

Pois ele é benigno e misericordioso, preferindo a penitência dos pecadores à morte; paciente, de imensa misericórdia, que não imita a impaciência humana, mas espera por longo tempo nossa conversão condescendente ou arrependido do mal que intentara. Se fizermos penitência dos pecados, ele se arrependerá de suas ameaças e não nos fará vir os males que prometeu. Com a mudança de nosso intento, também ele mudará. Não devemos entender aqui “mal” como contrário à virtude e sim como aflição, conforme lemos em outro passo: Basta a cada dia seu mal. E: Se houver na cidade mal que o Senhor não tenha enviado.  

Da mesma forma, por ter dito acima ser benigno e misericordioso, paciente e de imensa misericórdia, condescendente ou arrependido do mal, para que talvez a grande clemência não nos torne negligentes, acrescenta por intermédio do Profeta: Quem sabe se não voltará atrás e perdoará, e deixará após si uma bênção? (Jl 2,13-14). Eu, diz ele, exorto à penitência, pois é o meu dever, e sei que Deus é indizivelmente clemente. Testemunha é Davi: Tem piedade de mim, ó Deus, segundo a tua grande misericórdia e segundo a multidão de tua compaixão apaga minha iniquidade (Sl 50,1.3). Como, porém, não podemos conhecer a profundidade das riquezas, da sabedoria e da ciência de Deus, amenizo a afirmação e prefiro desejar a presumir, dizendo: Quem sabe se não voltará atrás e perdoará? Dizendo quem sabe, quer significar ser impossível ou difícil.  

Sacrifício e libação ao Senhor nosso Deus (cf. Jl 2,14). Depois de ter-nos dado a bênção e perdoado nossos pecados, somos capazes de oferecer hóstias ao Senhor.

Responsório Cf. Sl 23(24),4; 2Cor 6,6; cf. Cl 2,14; Jl 2,13

R. Convertei-vos ao Senhor todos juntos com mãos puras,
com inocente coração e com amor sem fingimento,
* Para que seja anulado o título de dívida
que havia contra vós.
V. Rasgai os vossos corações, não as vossas vestimentas,
convertei-vos ao Senhor, ao Senhor, o vosso Deus.
* Para que.

Oração

Ó Deus, que unis os corações dos vossos fiéis num só desejo, dai ao vosso povo amar o que ordenais e esperar o que prometeis, para que, na instabilidade deste mundo, fixemos os nossos corações onde se encontram as verdadeiras alegrias. Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, na unidade do Espírito Santo.

Conclusão da Hora

V. Bendigamos ao Senhor.
R. Graças a Deus.

3 comentários em “Ofício das Leituras de Sexta-feira da 21ª Semana do Tempo Comum”

  1. Vocês inseriram o hino errado no Ofício das Leituras de hoje, 26/08, do Tempo Pascal. (E estamos no Tempo Comum!) Olhem aí!!!

  2. Rezo diariamente com o Ofício das Leituras è alimento espiritual substancioso pois é todo colocado a nossa disposição pela mãe igreja que nos oferece orações inspiradas por Deus e comentários dos Padres da Igreja que garantam doutrina sadia

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