V. Vinde, ó Deus, em meu auxílio.
R. Socorrei-me sem demora.
Glória ao Pai e ao Filho e ao Espírito Santo. *
Como era no princípio, agora e sempre. Amém. Aleluia.
Hino
Do Apóstolo companheiro,
grande auxílio em seu labor,
sobe a ti, do mundo inteiro,
nossa súplica e louvor.
Boa-nova anunciaram
os arautos do Senhor:
pela terra ressoaram
a verdade, a paz, o amor.
Com São Paulo em Antioquia,
recebendo igual missão,
tu levaste a ele Marcos
tendo a Lucas por irmão.
Que as palavras esparzidas,
dando seus frutos de luz,
sejam todas recolhidas,
nos celeiros de Jesus.
Com os Apóstolos sentado,
julgarás todo mortal;
cubra então nosso pecado
teu clarão celestial.
À Trindade celebremos,
e peçamos que nos céus
com os Apóstolos cantemos
o louvor do único Deus.
Salmodia
Ant. 1 Nós sofremos no mais íntimo de nós,
esperando a redenção de nosso corpo.
Salmo 38(39)
Prece de um enfermo
A criação ficou sujeita à vaidade… por sua dependência daquele que a sujeitou; esperando ser libertada (Rm 8,20).
I
–2 Disse comigo: “Vigiarei minhas palavras, *
a fim de não pecar com minha língua;
– haverei de pôr um freio em minha boca *
enquanto o ímpio estiver em minha frente”.
=3 Eu fiquei silencioso como um mudo, †
mas de nada me valeu o meu silêncio, *
pois minha dor recrudesceu ainda mais.
=4 Meu coração se abrasou dentro de mim, †
um fogo se ateou ao pensar nisso, *
5 e minha língua então falou desabafando:
= “Revelai-me, ó Senhor, qual o meu fim, †
qual é o número e a medida dos meus dias, *
para que eu veja quanto é frágil minha vida!
–6 De poucos palmos vós fizestes os meus dias; *
perante vós a minha vida é quase nada.
–7 O homem, mesmo em pé, é como um sopro, *
ele passa como a sombra que se esvai;
– ele se agita e se preocupa inutilmente, *
junta riquezas sem saber quem vai usá-las”.
Ant. Nós sofremos no mais íntimo de nós,
esperando a redenção de nosso corpo.
Ant. 2 Ó Senhor, prestai ouvidos à minha prece,
não fiqueis surdo aos lamentos do meu pranto!
II
–8 E agora, meu Senhor, que mais espero? *
Só em vós eu coloquei minha esperança!
–9 De todo meu pecado libertai-me; *
não me entregueis às zombarias dos estultos!
–10 Eu me calei e já não abro mais a boca, *
porque vós mesmo, ó Senhor, assim agistes.
–11 Afastai longe de mim vossos flagelos; *
desfaleço ao rigor de vossa mão!
=12 Punis o homem, corrigindo as suas faltas; †
como a traça, destruís sua beleza: *
todo homem não é mais do que um sopro.
=13 Ó Senhor, prestai ouvido à minha prece, †
escutai-me quando grito por socorro, *
não fiqueis surdo aos lamentos do meu pranto!
– Sou um hóspede somente em vossa casa, *
um peregrino como todos os meus pais.
–14 Desviai o vosso olhar, que eu tome alento, *
antes que parta e que deixe de existir!
Ant. Ó Senhor, prestai ouvidos à minha prece,
não fiqueis surdo aos lamentos do meu pranto!
Ant. 3 Eu confio na clemência do Senhor
agora e para sempre.
Salmo 51(52)
Contra a maldade do caluniador
Quem se gloria, glorie-se no Senhor (1Cor 1,31).
–3 Por que é que te glorias da maldade, *
ó injusto prepotente?
=4 Tu planejas emboscadas todo dia, †
tua língua é qual navalha afiada, *
fabricante de mentiras!
–5 Tu amas mais o mal do que o bem, *
mais a mentira que a verdade!
–6 Só gostas das palavras que destroem, *
ó língua enganadora!
–7 Por isso Deus vai destruir-te para sempre *
e expulsar-te de sua tenda;
– vai extirpar-te e arrancar tuas raízes *
da terra dos viventes!
–8 Os justos hão de vê-lo e temerão, *
e rindo dele vão dizer:
–9 “Eis o homem que não pôs no Senhor Deus *
seu refúgio e sua força,
– mas confiou na multidão de suas riquezas, *
subiu na vida por seus crimes!”
–10 Eu, porém, como oliveira verdejante *
na casa do Senhor,
– confio na clemência do meu Deus *
agora e para sempre!
–11 Louvarei a vossa graça eternamente, *
porque vós assim agistes;
– espero em vosso nome, porque é bom, *
perante os vossos santos!
Ant. Eu confio na clemência do Senhor
agora e para sempre.
V. No Senhor ponho a minha esperança,
R. Espero em sua palavra.
Primeira leitura
Do Livro de Josué 3,1-17; 4,14-19; 5,10-12
O povo atravessa o Jordão e celebra a Páscoa
Naqueles dias: 3,1 Josué levantou-se de madrugada e desfez o acampamento. Saindo de Setim, chegaram ao Jordão, ele e os filhos de Israel, e ali se detiveram antes de atravessar. 2Ao cabo de três dias os oficiais passaram pelo acampamento, 3dando esta ordem ao povo: “Quando virdes a arca da aliança do Senhor vosso Deus e os sacerdotes-levitas que a levam, deixareis o lugar em que estais e a seguireis. 4Todavia, que haja uma distância de uns mil metros entre vós e ela; não vos aproximeis dela. Assim sabereis qual o caminho que devereis seguir, uma vez que nunca passastes por este caminho”. 5Josué disse ao povo: “Purificai-vos, porque amanhã o Senhor realizará maravilhas em vosso meio”. 6Aos sacerdotes Josué ordenou : “Tomai a arca da aliança e passai à frente do povo”. Eles tomaram a arca da aliança e caminharam adiante do povo.
7O Senhor disse a Josué: “Hoje começarei a exaltar-te diante de todo Israel, para que saibas que estou contigo assim como estive com Moisés. 8Tu, ordena aos sacerdotes que levam a arca da aliança, dizendo-lhes: Quando chegardes à beira das águas do Jordão, ficai parados ali”. 9Depois Josué disse aos filhos de Israel: “Aproximai-vos para ouvir as palavras do Senhor vosso Deus”. 10E acrescentou: “Nisto sabereis que o Deus vivo está no meio de vós e que ele expulsará da vossa presença os cananeus, os hititas, os heveus, os fereseus, os gergeseus, os amorreus e os jebuseus. 11Eis que a arca da aliança do Senhor de toda a terra vai atravessar o Jordão adiante de vós. 12Preparai doze homens das tribos de Israel, um de cada tribo. 13E logo que os sacerdotes, que levam a arca do Senhor de toda a terra, tocarem com a planta dos pés as águas do Jordão, elas se dividirão: as águas da parte de baixo continuarão a correr, mas as que vêm de cima pararão, formando uma barragem”.
14Quando o povo levantou acampamento para passar o rio Jordão, os sacerdotes que levavam a arca da aliança puseram-se à frente de todo o povo. 15Quando chegaram ao rio Jordão e os pés dos sacerdotes se molharam nas águas da margem – pois o Jordão transborda e inunda suas margens durante todo o tempo da colheita –, 16então as águas, que vinham de cima, pararam, formando uma grande barragem até Adam, cidade que fica ao lado de Sartã, e as que estavam na parte de baixo desceram para o mar da Arabá, o mar Salgado, até secarem completamente.Então o povo atravessou, frente a Jericó. 17E os sacerdotes que levavam a arca da aliança do Senhor conservaram-se firmes sobre a terra seca, no meio do rio, e ali permaneceram até que todo Israel acabasse de atravessar o rio Jordão a pé enxuto.
4,14 Naquele dia o Senhor engrandeceu Josué à vista de todo Israel, para que o respeitassem todos os dias de sua vida, assim como haviam respeitado Moisés. 15O Senhor disse então a Josué: 16“Ordena aos sacerdotes, que levam a arca do testemunho, que subam do Jordão”. 17E Josué ordenou aos sacerdotes: “Subi do Jordão”. 18Assim que os sacerdotes, que levavam a arca da aliança do Senhor, subiram e começaram a pisar a terra seca, as águas do Jordão voltaram para o seu leito e correram como antes, cobrindo inteiramente as margens.
19O povo subiu do Jordão no décimo dia do primeiro mês e acampou em Guilgal, na extremidade oriental de Jericó.
5,10 Os israelitas ficaram acampados em Guilgal e celebraram a Páscoa no dia catorze do mês, à tarde, na planície de Jericó. 11No dia seguinte à Páscoa, comeram dos produtos da terra, pães sem fermento e grãos tostados, nesse mesmo dia. 12O maná cessou no dia seguinte, quando comeram dos produtos da terra. Os israelitas não mais tiveram o maná. Naquele ano comeram dos frutos da terra de Canaã.
Responsório Js 4,22-25; Sl 113(114),5
R. Israel atravessou o rio Jordão,
pois Deus tinha secado suas águas,
como antes tinha feito ao mar Vermelho;
* Para que todas as nações do universo
conheçam a mão forte do Senhor.
V. Ó mar, o que tens tu, para fugir?
E tu, Jordão, por que recuas deste modo?
* Para que todas.asa.
* Como o corpo.
Segunda leitura
Dos Tratados sobre o Evangelho de São Mateus, de São Cromácio, bispo
(Tract. 5,1.3-4: CCL 9,405-407) (Séc. IV)
Vós sois a luz do mundo
Vós sois a luz do mundo. Não pode ficar escondida uma cidade construída sobre um monte. Ninguém acende uma lâmpada e a coloca debaixo de uma vasilha, mas sim num candeeiro, onde ela brilha para todos os que estão em casa (Mt 5,14-15). O Senhor chamou seus discípulos de sal da terra, porque eles deviam dar um novo sabor, por meio da sabedoria celeste, aos corações dos homens que o demônio tornara insensatos. E também os chamou de luz do mundo porque, iluminados por ele, verdadeira e eterna luz, tornaram-se também eles luz que brilha nas trevas.
O Senhor é o sol da justiça; é, por conseguinte, com toda razão que chama seus discípulos luz do mundo; pois é por meio deles que irradia sobre o mundo inteiro a luz do seu próprio conhecimento. Com efeito, eles afugentaram dos corações dos homens as trevas do erro, manifestando a luz da verdade.
Iluminados por eles, também nós passamos das trevas para a luz, como afirma o Apóstolo: Outrora éreis trevas, mas agora sois luz no Senhor. Vivei como filhos da luz (Ef 5,8). E noutra passagem: Todos vós sois filhos da luz e filhos do dia. Não somos da noite nem das trevas (1Ts 5,5).
Com razão diz também São João numa epístola sua: Deus é luz (1Jo 1,5); e quem permanece em Deus está na luz, da mesma forma como ele próprio está na luz. Portanto, uma vez que temos a felicidade de estar libertos das trevas do erro, devemos caminhar sempre na luz, como filhos da luz. A esse propósito, diz ainda o Apóstolo: Vós brilhais como astros no universo. Conservai com firmeza a palavra da vida (Fl 1,15-16). Se não procedemos assim, ocultaremos e obscureceremos com o véu da nossa infidelidade, para prejuízo tanto nosso como dos outros, uma luz tão útil e necessária.
Eis o motivo por que incorreu em merecido castigo aquele servo que, recebendo o talento para dar juros no céu, preferiu escondê-lo a depositá-lo no banco.
Assim, aquela lâmpada resplandecente, que foi acesa para nossa salvação, deve sempre brilhar em nós. Pois temos a lâmpada dos mandamentos de Deus e da graça espiritual a que se refere Davi: Vosso mandamento é uma luz para os meus passos, é uma lâmpada em meu caminho (cf. Sl 118,105). E Salomão também diz acerca dela: O preceito da lei é uma lâmpada (cf. Pr 6,23).
Por isso, não devemos ocultar esta lâmpada da lei e da fé, mas colocá-la sempre no candelabro da Igreja para a salvação de todos. Então gozaremos da luz da própria verdade e serão iluminados todos os que creem.
Responsório At 11,23-24
R. Chegando Barnabé a Antioquia,
e vendo a graça do Senhor, ficou alegre,
* Pois era um homem bom, cheio de fé,
cheio do Espírito Divino.
V. A todos exortava que ficassem fiéis
ao Senhor com lealdade. * Pois era.
Oração
Ó Deus, que designastes São Barnabé, cheio de fé e do Espírito Santo, para converter as nações, fazei que a vossa Igreja anuncie por palavras e atos o Evangelho de Cristo que ele proclamou intrepidamente. Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, na unidade do Espírito Santo.
Conclusão da Hora
V. Bendigamos ao Senhor.
R. Graças a Deus.


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