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Cânticos para o 1º Domingo da Quaresma


Canções executadas por Helber Clayton, Teixeira de Freitas/BA, Brasil


Antífona de Entrada

Letra: Missal Romano

Melodia: Abadia da Ressurreição

Quando meu servo chamar, hei de atendê-lo, estarei com ele na tribulação. Hei de livrá-lo e glorificá-lo e lhe darei longos dias (Sl 90,15s).


Kyrie

Kyrie XVII (Kyrie salve), Graduale Romanum p. 764

Kyrie, eléison. Christe, eléison. Kyrie, eléison

Salmo Responsorial

Salmo 50,3-4.5-6a.12-13.14.17 (R.Cf.3a)

Melodia: Abadia da Ressurreição

R. Piedade, ó Senhor, tende piedade,
pois pecamos contra vós.

3Tende piedade, ó meu Deus, misericórdia! *
Na imensidão de vosso amor, purificai-me!
4Lavai-me todo inteiro do pecado, *
e apagai completamente a minha culpa! R.

5Eu reconheço toda a minha iniqüidade,*
o meu pecado está sempre à minha frente.
6Foi contra vós, só contra vós, que eu pequei,*
e pratiquei o que é mau aos vossos olhos! R.

12Criai em mim um coração que seja puro,*
dai-me de novo um espírito decidido.
13Ó Senhor, não me afasteis de vossa face,*
nem retireis de mim o vosso Santo Espírito! R.

14Dai-me de novo a alegria de ser salvo*
e confirmai-me com espírito generoso!
17Abri meus lábios, ó Senhor, para cantar,*
e minha boca anunciará vosso louvor! R.


Aclamação ao Evangelho

Letra: Missal Romano

Melodia: Abadia da Ressurreição

Louvor e glória a vós, Senhor, Cristo, Palavra de Deus
O homem não vive somente de pão, mas de toda a palavra da boca de Deus (Mt 4,4)


Apresentação das Oferendas

Letra: Conforme sugerido pelo Gradual Romano

Melodia: Abadia da Ressurreição

Jesus foi conduzido  pelo Espírito ao deserto para ser tentado pelo demônio. Jejuou quarenta dias e quarenta noites, e por fim teve fome.

Salmo 90

Quem habita ao abrigo do Altíssimo
e vive à sombra do Senhor onipotente,
diz ao Senhor: “Sois me refúgio e proteção,
sois o meu Deus, no qual confio inteiramente”.

Do caçador e do seu laço ele te livra.
Ele te salva da palavra que destrói.
Com suas asas haverá de proteger-te,
com seu escudo e suas armas, defender-te.

Nenhum mal há de chegar perto de ti,
nem a desgraça baterá à tua porta;
pois o Senhor deu uma ordem a seus anjos
para em todos os caminhos te guardarem.

Haverão de te levar em suas mãos,
para o teu pé não se ferir nalguma pedra.
Passarás por sobre cobras e serpentes,
pisarás sobre leões e outras feras.

“Porque a mim se confiou, hei de livrá-lo
e protegê-lo, pois meu nome ele conhece.
Ao invocar-me hei de ouvi-lo e atendê-lo,
e a seu lado eu estarei em suas dores.

Hei de livrá-lo e de glória coroá-lo, +
vou conceder-lhe vida longa e dias plenos,
e vou mostrar-lhe minha graça e salvação”.


Sanctus

Sanctus XVII, Graduale Romanum p. 765

Sanctus, Sanctus, Sanctus, Dominus Deus Sabaoth!
Pleni sunt Cæli et Terra gloria Tua.
Hosanna in excelsis!
Benedictus, qui venit in Nomine Domini.
Hosanna in excelsis
!


Agnus Dei

Agnus Dei XVII, Graduale Romanum p. 766

Agnus Dei, qui tollis peccata mundi, miserere nobis.
Agnus Dei, qui tollis peccata mundi, miserere nobis.
Agnus Dei, qui tollis peccata mundi, dona nobis pacem.


Canto para Comunhão

Letra: Conforme sugerido pelo Gradual Romano

Melodia: Abadia da Ressurreição

Ele te cobrirá com sua sombra, encontrarás abrigo em suas asas.

Salmo 90

Quem habita ao abrigo do Altíssimo
e vive à sombra do Senhor onipotente,
diz ao Senhor: “Sois meu refúgio e proteção,
sois o meu Deus, no qual confio inteiramente”.

Do caçador e do seu laço ele te livra.
Ele te salva da palavra que destrói.
Com suas asas haverá de proteger-te,
com seu escudo e suas armas, defender-te.

Não temerás terror algum durante a noite,
nem a flecha disparada em pleno dia;
nem a peste que caminha pelo escuro,
nem a desgraça que devasta ao meio-dia.

Nenhum mal há de chegar perto de ti,
nem a desgraça baterá à tua porta;
pois o Senhor deu uma ordem a seus anjos
para em todos os caminhos te guardarem.

Haverão de te levar em suas mãos,
para o teu pé não se ferir nalguma pedra.
Passarás por sobre cobras e serpentes,
pisarás sobre leões e outras feras.

“Porque a mim se confiou, hei de livrá-lo
e protegê-lo, pois meu nome ele conhece.
Ao invocar-me hei de ouvi-lo e atendê-lo,
e a seu lado eu estarei em suas dores.

Cântico de Judite – Deus, Criador do mundo e protetor do seu povo

São João Paulo II, papa*

Entoaram um cântico novo (Ap 5,9).

1 Cantai ao Senhor com pandeiros, *
entoai seu louvor com tambores! 
– Elevai-lhe um salmo festivo, *
invocai o seu nome e exaltai-o! 

2 É o Senhor que põe fim às batalhas, *
o seu nome glorioso é “Senhor”! 
13 Cantemos louvores a Deus, *
novo hino ao Senhor entoemos!

– Vós sois grande, Senhor-Adonai, *
admivel, de força invencível! 
14 Toda a vossa criatura vos sirva, *
pois mandastes e tudo foi feito!

– Vosso sopro de vida enviastes, *
e eis que tudo passou a existir; 
– não existe uma coisa ou pessoa, *
que resista à vossa palavra!

15 Desde as bases, os montes se abalam, *
e as águas também estremecem; 
– como cera, derretem-se as pedras *
diante da vossa presença.

– Mas aqueles que a vós obedecem *
junto a vós serão grandes em tudo.

(Jt 16, 1-2.13-15)

Queridos irmãos e irmãs,

1. O Cântico de louvor que acabamos de proclamar (cf. Jdt 16, 1-17) é atribuído a Judite, uma heroína que se tornou o orgulho de todas as mulheres de Israel, porque a ela coube exprimir o poder libertador de Deus num momento dramático da vida do seu povo. Deste seu cântico, a liturgia das Laudes faz-nos recitar apenas alguns versículos. Eles convidam a fazer festa, cantando em sintonia de vozes, tocando timbales e címbalos, para louvar o Senhor que “põe fim às guerras” (v. 2).

Esta última expressão, que define o verdadeiro rosto de Deus que ama a paz, introduz-nos no contexto em que nasceu o hino. Trata-se de uma vitória alcançada pelos Israelitas de maneira totalmente surpreendente, por obra de Deus que intervém para os subtrair à perspectiva de uma derrota iminente e total.

2. O Autor sagrado reconstrói este acontecimento alguns séculos mais tarde, a fim de oferecer aos irmãos e irmãs na fé, tentados pelo desencorajamento numa situação difícil, um exemplo que os possa animar. Desta forma, recorre ao que acontecera em Israel quando Nabucodonosor, irritado com a indisponibilidade deste povo perante os seus projetos de expansão e as suas pretensões idolátricas, enviara o general Holofernes com a tarefa bem definida de o dominar e aniquilar. Ninguém devia resistir a ele, que reivindicava as honras de um deus. E o seu general, compartilhando a sua presunção, desprezara a admoestação, que também ele recebera, de não atacar Israel, porque seria como ofender o próprio Deus.

Em última análise, o Autor sagrado deseja recordar precisamente este princípio, para confirmar os crentes do seu tempo na fidelidade ao Deus da Aliança:  é preciso ter confiança em Deus. O verdadeiro inimigo que Israel deve temer não são os poderosos desta terra, mas a infidelidade ao Senhor. Ela priva-o da proteção de Deus e torna-o vulnerável. Ao contrário, quando é fiel o povo pode contar com a própria força de Deus, “magnífico no seu poder e invencível” (cf. v. 13).

3. Este princípio é maravilhosamente ilustrado por toda a história de Judite. O cenário é o da terra de Israel já invadida pelos inimigos. Do cântico emerge a dramaticidade deste momento:  “O assírio veio das montanhas do norte com a multidão dos seus guerreiros. A sua multidão secava as torrentes, e a sua cavalaria cobria os vales” (v. 5). A arrogância efémera do inimigo é realçada com sarcasmo:  “Ele jurara incendiar o meu país, e passar ao fio de espada a minha juventude, e roubar os meus filhos, e levar as minhas filhas para o cativeiro” (v. 6).

A situação descrita pelas palavras de Judite é parecida com outras vividas por Israel, nas quais a salvação chegara quando parecia que já não havia caminhos de salvação. Não acontecera assim também a salvação do Êxodo, na passagem prodigiosa através do Mar Vermelho? Também agora o assédio por parte de um exército numeroso e poderoso tira qualquer esperança. Mas tudo isto só evidencia o poder de Deus, que se manifesta como um protector invencível do seu povo.

4. A obra de Deus é muito mais luminosa, porque Ele não recorre a um guerreiro ou a um exército. Como outrora, no tempo de Débora, eliminara o general cananeu Sísera por meio de Jael, uma mulher (cf. Jz 4, 17-21), agora serve-se de novo de uma mulher inerme para ajudar o povo que se encontra em dificuldade. Firme na sua fé, Judite aventura-se até ao acampamento inimigo, seduz com a sua beleza o comandante e executa-o de maneira humilhante. O Cântico põe em grande evidência este fato:  “O Senhor Todo Poderoso feriu-o, e entregou-o nas mãos de uma mulher que lhe cortou a cabeça. O seu chefe não caiu diante de jovens, nem foram heróis nem gigantes corpulentos que se lhe opuseram, mas foi Judite, filha de Merari, que o perdeu com a formosura do seu rosto” (Jdt 16, 5-6).

A figura de Judite tornar-se-á depois o arquétipo que permitirá não só à tradição hebraica, mas também à cristã, realçar a predileção de Deus por tudo o que é considerado frágil e débil, mas que precisamente por isso é escolhido para manifestar o poder divino. Ela é uma figura exemplar também para exprimir a vocação e a missão da mulher, chamada à igualdade com o homem, de acordo com as suas características específicas, a desempenhar um papel significativo no desígnio de Deus. Algumas expressões do livro de Judite serão adotadas, de modo mais ou menos integral, pela tradição cristã, que verá na heroína hebraica uma das prefigurações de Maria. Não se sente talvez um eco dos tons de Judite quando, no Magnificat, Maria canta:  “Derrubou os poderosos dos seus tronos e exaltou os humildes” (Lc 1, 52)? Por conseguinte, compreende-se como a tradição litúrgica, familiar aos cristãos quer do Oriente quer do Ocidente, gosta de atribuir à Mãe de Jesus expressões que se referem a Judite, como as seguintes:  “Tu és a glória de Jerusalém, tu és a alegria de Israel, tu és a honra do nosso povo” (Jdt 15, 9).

5. Partindo da experiência da vitória, o cântico de Judite concluiu-se com um convite a elevar a Deus um cântico novo, reconhecendo-o “grande e glorioso”. Ao mesmo tempo, admoestam-se todas as criaturas a permanecerem submetidas Àquele que com a sua palavra fez todas as coisas e as plasmou com o seu espírito. Quem pode resistir à voz de Deus? Judite recorda-o com grande ênfase:  perante o Criador e Senhor da história, os fundamentos dos montes serão abalados e as rochas derreter-se-ão como a cera (cf. Jdt 16, 15). São metáforas eficazes para recordar que todas as coisas são “nada”, face ao poder de Deus. E contudo este cântico de vitória não quer amedrontar, mas confortar. De fato, Deus oferece o seu poder invencível em apoio de quantos lhe são fiéis:  “Aqueles que Vos temem serão verdadeiramente grandes aos vossos olhos” (ibid.).

 *Audiência Geral de 29 de agosto de 2001, publicado originalmente em  
http://w2.vatican.va/content/john-paul-ii/pt/audiences/2001/documents/hf_jp-ii_aud_20010829.html

Benedictus

São João Paulo II, papa*

68 Bendito seja o Senhor Deus de Israel, * 
porque a seu povo visitou e libertou
69 e fez surgir um poderoso Salvador *
na casa de Davi, seu servidor
70 como falara pela boca de seus santos, * 
os profetas desde os tempos mais antigos, 
71 para salvar-nos do poder dos inimigos * 
e da mão de todos quantos nos odeiam. 
72 Assim mostrou misericórdia a nossos pais, * 
recordando a sua santa Aliança 
73 e o juramento a Abraão, o nosso pai, * 
de conceder-nos 74 que, libertos do inimigo, 
= a ele nós sirvamos sem temor † 
75 em santidade e em justiça diante dele, * 
enquanto perdurarem nossos dias. 
=76 Serás profeta do Alssimo, ó menino, † 
pois irás andando à frente do Senhor * 
para aplainar e preparar os seus caminhos, 
77 anunciando ao seu povo a salvação, *
que está na remissão de seus pecados; 
78 pela bondade e compaixão de nosso Deus, * 
que sobre nós fará brilhar o Sol nascente, 
79 para iluminar a quantos jazem entre as trevas *
e na sombra da morte estão sentados 
– e para dirigir os nossos passos, * 
guiando-os no caminho da paz

1. Tendo chegado ao fim do longo itinerário no âmbito dos Salmos e dos Cânticos da Liturgia das Laudes, queremos meditar sobre aquela oração que, todas as manhãs, marca o momento orante das Laudes. Trata-se do Benedictus, o Cântico entoado pelo pai de João Batista, Zacarias, quando o nascimento daquele filho tinha mudado a sua vida, afastando a dúvida que o tinha tornado mudo, uma significativa punição pela sua falta de fé e de louvor.

Mas agora, Zacarias pode celebrar Deus que salva e fá-lo com este hino, narrado pelo evangelista Lucas de uma forma que, sem dúvida, reflete o uso litúrgico no âmbito das primeiras comunidades cristãs (cf. Lc 1, 68-79).

O mesmo evangelista define-o como um cântico profético, que se abre através do sopro do Espírito Santo (cf. 1, 67). De fato, encontramo-nos diante de uma bênção que proclama as ações salvíficas e a libertação oferecida pelo Senhor ao seu povo. Por conseguinte, a leitura “profética” da história, isto é, a descoberta do sentido íntimo e profundo de toda a vicissitude humana, orientada pela mão escondida mas laboriosa do Senhor, que se entrelaça com a mais frágil e incerta do homem.

2. O texto é solene e, no original grego, compõe-se unicamente por duas frases (cf. vv. 68-75; 76-79). Depois da introdução, marcada pela bênção de louvor, podemos identificar no corpo do Cântico quase três estrofes, que exaltam igual número de temas, destinados a marcar toda a história da salvação:  a aliança davídica (cf. vv. 68-71), a aliança abraâmica (cf. vv. 72-75), e o Batista que  nos  introduz  na  nova  aliança  em Cristo  (cf.  vv.  76-79).  De  fato,  toda a  oração  tende  para  aquela  meta  que David  e  Abraão  indicam  com  a  sua presença.

O vértice encontra-se precisamente numa frase quase conclusiva:  “Visitar-nos-á a luz do alto” (cf. v. 78). A expressão, à primeira vista paradoxal com o fato de unir “o alto” e o “surgir”, na realidade é significativa.

3. Com efeito, no original grego o “sol que surge” é anatolè, uma palavra que em si significa tanto a luz solar que brilha no nosso planeta, como o rebento que nasce. As duas imagens na tradição bíblica têm um valor messiânico.

Por um lado, Isaías recorda-nos, falando do Emanuel, que “o povo que andava nas trevas viu uma grande luz; habitavam numa terra de sombras, mas uma luz brilhou” (9, 1). Por outro lado, referindo-se ainda ao rei Emanuel, representa-o como “um rebento que brotou do tronco de Jessé”, isto é, da dinastia davídica, um rebento envolvido pelo Espírito de Deus (cf. Is 11, 1-2). 
Por conseguinte, com Cristo surge a luz  que  ilumina  todas  as  criaturas (cf. Jo 1, 9)  e  floresce  a  vida,  como  dirá o  evangelista  João  unindo  precisamente  estas  duas  realidades:   “N’Ele  estava  a  Vida  e  a  Vida  era  a  luz  dos homens” (1, 4).

4. A humanidade que está envolvida “nas trevas e na sombra da morte” é iluminada por este esplendor de revelação (cf. Lc 1, 79). Como anunciara o profeta Malaquias, “para vós que temeis o Meu nome brilhará o sol de justiça” (3, 20). Este sol “guiará os nossos passos no caminho da paz” (Lc 1, 79).

Movamo-nos então, tendo como ponto de referência aquela luz; e os nossos passos incertos, que durante o dia muitas vezes se desviam por caminhos obscuros e perigosos, são amparados pela luz da verdade que Cristo difunde no mundo e na história.

A este ponto, queremos citar as palavras de um mestre da Igreja, um dos seus Doutores, o britânico Beda, o Venerável ( séc. VII-VIII ) que na sua Homilia para o nascimento de São João Batista, comentava assim o Cântico de Zacarias:  “O Senhor… visitou-nos como um médico visita os doentes, porque para curar a enfermidade arreigada da nossa soberba, ofereceu-nos o novo exemplo da sua humildade; redimiu o seu povo, porque nos libertou com o preço do nosso sangue a nós que nos tínhamos tornado servos do pecado e escravos do antigo inimigo… Cristo encontrou-nos quando jazíamos “nas trevas e na sombra da morte”, ou seja, oprimidos pela longa cegueira do pecado e da ignorância… Trouxe-nos a luz verdadeira do seu conhecimento e, afastou as trevas do erro, mostrou-nos o caminho seguro para a pátria celeste. Dirigiu os passos das nossas obras para fazer com que andássemos pelo caminho da verdade, que nos mostrou, e para nos fazer entrar na casa da paz eterna, que nos prometeu”.

5. Por fim, inspirando-se noutros textos bíblicos, o Venerável Beda concluía da seguinte forma, dando graças pelos dons recebidos:  “Dado que possuímos estes dons da bondade eterna, irmãos caríssimos…, bendizemos também nós o Senhor em todos os tempos (cf. Sl 33, 2), porque “visitou e redimiu o seu povo”. Esteja sempre nos nossos lábios o seu louvor, conservemos a sua recordação e, por nosso lado, proclamamos a virtude daquele que “nos chamou das trevas para a Sua luz admirável” (1 Pd 2, 9). Pedimos continuamente a sua ajuda, para que conserve em nós a luz do conhecimento que nos trouxe, e nos conduza até ao dia da perfeição” (Homilias sobre o Evangelho, Roma 1990, págs. 464-465).

*Audiência geral de 1 de outubro de 2003

Publicado originalmente em: http://w2.vatican.va/content/john-paul-ii/pt/audiences/2003/documents/hf_jp-ii_aud_20031001.html

Magnificat

Magnificat anima mea Dominum
Et exultavit spiritus meus in Deo salutari meo.
Quia respexit humilitatem ancillæ suæ: ecce enim ex hoc beatam me dicent omnes generationes.
Quia fecit mihi magna qui potens est, et sanctum nomen eius.
Et misericordia eius a progenie in progenies timentibus eum.
Fecit potentiam in brachio suo, dispersit superbos mente cordis sui.
Deposuit potentes de sede et exaltavit humiles.
Esurientes implevit bonis et divites dimisit inanes,
Suscepit Israel puerum suum recordatus misericordiæ suæ,
Sicut locutus est ad patres nostros, Abraham et semini eius in sæcula.

Gloria Patri, et Filio, et Spiritui Sancto
Sicut erat in principio, et nunc, et semper, et in saecula saeculorum.
Amen.