V. Vinde, ó Deus, em meu auxílio.
R. Socorrei-me sem demora.
Glória ao Pai e ao Filho e ao Espírito Santo. *
Como era no princípio, agora e sempre. Amém. Aleluia.
Hino
Do Apóstolo companheiro,
grande auxílio em seu labor,
sobe a ti, do mundo inteiro,
nossa súplica e louvor.
Boa-nova anunciaram
os arautos do Senhor:
pela terra ressoaram
a verdade, a paz, o amor.
Com São Paulo em Antioquia,
recebendo igual missão,
tu levaste a ele Marcos
tendo a Lucas por irmão.
Que as palavras esparzidas,
dando seus frutos de luz,
sejam todas recolhidas,
nos celeiros de Jesus.
Com os Apóstolos sentado,
julgarás todo mortal;
cubra então nosso pecado
teu clarão celestial.
À Trindade celebremos,
e peçamos que nos céus
com os Apóstolos cantemos
o louvor do único Deus.
Salmodia
Ant. 1 Fostes vós que nos salvastes, ó Senhor!
Para sempre louvaremos vosso nome.
Salmo 43(44)
Calamidades do povo
Em tudo isso, somos mais que vencedores, graças àquele que nos amou! (Rm 8,37).
I
–2 Ó Deus, nossos ouvidos escutaram, *
e contaram para nós, os nossos pais,
– as obras que operastes em seus dias, *
em seus dias e nos tempos de outrora:
=3 Expulsastes as nações com vossa mão, †
e plantastes nossos pais em seu lugar; *
para aumentá-los, abatestes outros povos.
–4 Não conquistaram essa terra pela espada, *
nem foi seu braço que lhes deu a salvação;
– foi, porém, a vossa mão e vosso braço *
e o esplendor de vossa face e o vosso amor.
–5 Sois vós, o meu Senhor e o meu Rei, *
que destes as vitórias a Jacó;
–6 com vossa ajuda é que vencemos o inimigo, *
por vosso nome é que pisamos o agressor.
–7 Eu não pus a confiança no meu arco, *
a minha espada não me pôde libertar;
–8 mas fostes vós que nos livrastes do inimigo, *
e cobristes de vergonha o opressor.
–9 Em vós, ó Deus, nos gloriamos todo dia, *
celebrando o vosso nome sem cessar.
Ant. Fostes vós que nos salvastes, ó Senhor!
Para sempre louvaremos vosso nome.
Ant. 2 Perdoai, ó Senhor, o vosso povo,
não entregueis à vergonha a vossa herança!
II
–10 Porém, agora nos deixastes e humilhastes, *
já não saís com nossas tropas para a guerra!
–11 Vós nos fizestes recuar ante o inimigo, *
os adversários nos pilharam à vontade.
–12 Como ovelhas nos levastes para o corte, *
e no meio das nações nos dispersastes.
–13 Vendestes vosso povo a preço baixo, *
e não lucrastes muita coisa com a venda!
–14 De nós fizestes o escárnio dos vizinhos, *
zombaria e gozação dos que nos cercam;
–15 para os pagãos somos motivo de anedotas, *
zombam de nós a sacudir sua cabeça.
–16 À minha frente trago sempre esta desonra, *
e a vergonha se espalha no meu rosto,
–17 ante os gritos de insultos e blasfêmias *
do inimigo sequioso de vingança.
Ant. Perdoai, ó Senhor, o vosso povo,
não entregueis à vergonha a vossa herança!
Ant. 3 Levantai-vos, ó Senhor, e socorrei-nos,
libertai-nos pela vossa compaixão!
III
–18 E tudo isso, sem vos termos esquecido *
e sem termos violado a Aliança;
–19 sem que o nosso coração voltasse atrás, *
nem se afastassem nossos pés de vossa estrada!
–20 Mas à cova dos chacais nos entregastes *
e com trevas pavorosas nos cobristes!
–21 Se tivéssemos esquecido o nosso Deus *
e estendido nossas mãos a um Deus estranho,
–22 Deus não teria, por acaso, percebido, *
ele que vê o interior dos corações?
–23 Por vossa causa nos massacram cada dia *
e nos levam como ovelha ao matadouro!
–24 Levantai-vos, ó Senhor, por que dormis? *
Despertai! Não nos deixeis eternamente!
–25 Por que nos escondeis a vossa face *
e esqueceis nossa opressão, nossa miséria?
–26 Pois arrasada até o pó está noss’alma *
e ao chão está colado o nosso ventre.
– Levantai-vos, vinde logo em nosso auxílio, *
libertai-nos pela vossa compaixão!
Ant. Levantai-vos, ó Senhor, e socorrei-nos,
libertai-nos pela vossa compaixão!
V. A quem nós iremos, Senhor Jesus Cristo?
R. Só tu tens palavras de vida eterna.
Primeira leitura
Do Livro de Josué 5,13—6,21
Conquista da cidade fortificada dos inimigos
Naqueles dias: 5,13 Estando Josué nos arredores da cidade de Jericó, levantou os olhos e viu diante de si um homem de pé, com uma espada desembainhada na mão. Josué foi até ele e perguntou: “Tu és dos nossos ou dos inimigos?” 14Ele respondeu: “Não. Sou o chefe do exército do Senhor, e acabo de chegar”. Então Josué prostrou-se com o rosto por terra e o adorou. Depois perguntou-lhe: “O que diz o meu Senhor ao seu servo?” 15O chefe do exército do Senhor respondeu a Josué: “Tira as sandálias dos pés, pois o lugar que pisas é sagrado”. E Josué fez o que lhe foi ordenado.
6,1 Jericó estava fechada e fortificada por causa dos filhos de Israel, e ninguém ousava sair nem entrar.
2O Senhor disse então a Josué: “Vê. Eu entreguei à tua mão Jericó, com seu rei e todos os seus homens valentes. 3Vós, todos os homens de guerra, dai a volta em redor da cidade, uma vez por dia. Assim fareis durante seis dias. 4Sete sacerdotes levarão sete trombetas de chifre de carneiro diante da arca. No sétimo dia dareis sete voltas à cidade, e os sacerdotes tocarão as trombetas. 5E, quando o som das trombetas se fizer mais demorado e penetrante, e vos ferir os ouvidos, todo o povo levantará numa só voz um grande clamor, e cairão os muros da cidade até aos fundamentos, e cada um entrará pelo lugar que estiver à sua frente”.
6Então Josué, filho de Nun, chamou os sacerdotes e lhes disse: “Tomai a arca da aliança, e que sete sacerdotes tomem sete trombetas e vão adiante da arca do Senhor”. 7E disse ao povo: “Ide e rodeai a cidade, e quem estiver armado passe à frente da arca do Senhor”.
8Logo que Josué acabou de falar, os sete sacerdotes tocaram as sete trombetas diante da arca da aliança do Senhor. 9Todo o exército armado marchava à frente dos sacerdotes que tocavam as trombetas, e o resto da multidão seguia atrás da arca, e o som das trombetas retumbava por toda a parte. 10Josué tinha ordenado ao povo, dizendo: “Não griteis nem façais ouvir a vossa voz e nenhuma palavra saia de vossa boca, até ao dia em que eu vos disser: ‘Gritai!’ Então gritareis”. 11Assim, a arca do Senhor deu, naquele dia, uma volta à cidade e, retornando ao acampamento, pernoitou ali.
12No dia seguinte, Josué levantou-se ainda de noite, os sacerdotes tomaram a arca do Senhor, e sete deles 13tomaram as sete trombetas de chifre de carneiro e marcharam diante da arca do Senhor, andando e tocando; e o povo armado ia adiante deles, e o resto da multidão seguia a arca, e as trombetas ressoavam. 14E rodearam uma vez a cidade, no segundo dia, e voltaram para o acampamento. Assim fizeram durante seis dias.
15Mas, no sétimo dia, levantando-se de madrugada, deram sete voltas à cidade, conforme o mesmo cerimonial; somente naquele dia rodearam a cidade sete vezes. 16Quando os sacerdotes tocaram as trombetas na sétima volta, Josué disse ao povo: “Gritai, porque o Senhor vos entregou a cidade. 17E a cidade, com tudo o que nela houver, seja condenada ao extermínio, em honra do Senhor. Somente Raab, a prostituta, será conservada com vida, bem como todos os que estiverem com ela em sua casa, porque escondeu os mensageiros que enviamos. 18Quanto a vós, guardai-vos de tocar alguma daquelas coisas consagradas ao extermínio, para que não sejais culpados de um grande pecado, pois tornaríeis o acampamento de Israel condenado ao extermínio, levando-o à desordem.19Mas tudo o que se encontrar de ouro e prata, de utensílios de cobre e de ferro, seja consagrado ao Senhor e depositado no seu tesouro”.
20O povo lançou então um grande grito e as trombetas ressoaram. E, logo que a voz e o som chegaram aos ouvidos da multidão, desabaram de repente as muralhas, e cada um entrou pelo lugar que estava à sua frente, e tomaram a cidade. 21E mataram tudo o que nela havia, homens e mulheres, crianças e velhos, bois, ovelhas e jumentos, tudo foi passado ao fio da espada.
Responsório Cf. Is 25,1ab.2ad; Hb 11,30
R. Ó Senhor, vós sois meu Deus,
quero exaltar o vosso nome;
* Pois reduzistes a cidade a um sepulcro
e nunca mais ela será reconstruída.
V. Foi pela fé que as muralhas de Jericó desmorona
* Como o corpo.
Segunda leitura
Dos Tratados sobre o Evangelho de São Mateus, de São Cromácio, bispo
(Tract. 5,1.3-4: CCL 9,405-407) (Séc. IV)
Vós sois a luz do mundo
Vós sois a luz do mundo. Não pode ficar escondida uma cidade construída sobre um monte. Ninguém acende uma lâmpada e a coloca debaixo de uma vasilha, mas sim num candeeiro, onde ela brilha para todos os que estão em casa (Mt 5,14-15). O Senhor chamou seus discípulos de sal da terra, porque eles deviam dar um novo sabor, por meio da sabedoria celeste, aos corações dos homens que o demônio tornara insensatos. E também os chamou de luz do mundo porque, iluminados por ele, verdadeira e eterna luz, tornaram-se também eles luz que brilha nas trevas.
O Senhor é o sol da justiça; é, por conseguinte, com toda razão que chama seus discípulos luz do mundo; pois é por meio deles que irradia sobre o mundo inteiro a luz do seu próprio conhecimento. Com efeito, eles afugentaram dos corações dos homens as trevas do erro, manifestando a luz da verdade.
Iluminados por eles, também nós passamos das trevas para a luz, como afirma o Apóstolo: Outrora éreis trevas, mas agora sois luz no Senhor. Vivei como filhos da luz (Ef 5,8). E noutra passagem: Todos vós sois filhos da luz e filhos do dia. Não somos da noite nem das trevas (1Ts 5,5).
Com razão diz também São João numa epístola sua: Deus é luz (1Jo 1,5); e quem permanece em Deus está na luz, da mesma forma como ele próprio está na luz. Portanto, uma vez que temos a felicidade de estar libertos das trevas do erro, devemos caminhar sempre na luz, como filhos da luz. A esse propósito, diz ainda o Apóstolo: Vós brilhais como astros no universo. Conservai com firmeza a palavra da vida (Fl 1,15-16). Se não procedemos assim, ocultaremos e obscureceremos com o véu da nossa infidelidade, para prejuízo tanto nosso como dos outros, uma luz tão útil e necessária.
Eis o motivo por que incorreu em merecido castigo aquele servo que, recebendo o talento para dar juros no céu, preferiu escondê-lo a depositá-lo no banco.
Assim, aquela lâmpada resplandecente, que foi acesa para nossa salvação, deve sempre brilhar em nós. Pois temos a lâmpada dos mandamentos de Deus e da graça espiritual a que se refere Davi: Vosso mandamento é uma luz para os meus passos, é uma lâmpada em meu caminho (cf. Sl 118,105). E Salomão também diz acerca dela: O preceito da lei é uma lâmpada (cf. Pr 6,23).
Por isso, não devemos ocultar esta lâmpada da lei e da fé, mas colocá-la sempre no candelabro da Igreja para a salvação de todos. Então gozaremos da luz da própria verdade e serão iluminados todos os que creem.
Responsório At 11,23-24
R. Chegando Barnabé a Antioquia,
e vendo a graça do Senhor, ficou alegre,
* Pois era um homem bom, cheio de fé,
cheio do Espírito Divino.
V. A todos exortava que ficassem fiéis
ao Senhor com lealdade. * Pois era.
Oração
Ó Deus, que designastes São Barnabé, cheio de fé e do Espírito Santo, para converter as nações, fazei que a vossa Igreja anuncie por palavras e atos o Evangelho de Cristo que ele proclamou intrepidamente. Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, na unidade do Espírito Santo.
Conclusão da Hora
V. Bendigamos ao Senhor.
R. Graças a Deus.


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