Ofício das Leituras de Sexta-feira da 23ª Semana do Tempo Comum

V. Vinde, ó Deus, em meu aulio.
R. Socorrei-me sem demora.
Glória ao Pai e ao Filho e ao Esrito Santo. *
Como era no prinpio, agora e sempre. Amém. Aleluia.

Hino

I. Quando se diz o Ofício das Leituras durante a noite ou de madrugada:

Reinais no mundo inteiro,
Jesus, ó sol divino;
deixamos nossos leitos,
cantando este hino.

Da noite na quietude,
do sono levantamos:
mostrando as nossas chagas,
remédio suplicamos.

Oh! quanto mal fizemos,
por Lúcifer levados:
que a glória da manhã
apague esses pecados!

E assim o vosso povo,
por vós iluminado,
jamais venha a tombar
nos laços do Malvado.

A glória seja ao Pai,
ao Filho seu também;
ao Espírito igualmente,
agora e sempre. Amém.

II. Quando se diz o Ofício das Leituras durante o dia:

Cristo, em nossos corações
infundi a caridade.
Nossos olhos chorem lágrimas
de ternura e piedade.

Para vós, Jesus piedoso,
nossa ardente prece erguemos.
Perdoai-nos, compassivo,
todo o mal que cometemos.

Pelo vosso santo corpo,
pela cruz, vosso sinal,
vosso povo, em toda parte,
defendei de todo o mal.

A vós, Cristo, Rei clemente,
e a Deus Pai, eterno Bem,
com o vosso Santo Espírito
honra e glória sempre. Amém.

Salmodia

Ant. 1 Estou cansado de gritar e de esperar pelo meu Deus.

Salmo 68(69), 2-22.30-37

O zelo pela vossa casa me devora

Deram vinho misturado com fel para Jesus beber (Mt 27,34).

I

2 Salvai-me, ó meu Deus, porque as águas *
a o meu pescoço já chegaram!
3 Na lama do abismo eu me afundo *
e não encontro um apoio para os pés.
– Nestas águas muito fundas vim cair, *
e as ondas já começam a cobrir-me!

4 À força de gritar, estou cansado; *
minha garganta já ficou enrouquecida.
– Os meus olhos já perderam sua luz, *
de tanto esperar pelo meu Deus!

5 Mais numerosos que os cabelos da cabeça, *
são aqueles que me odeiam sem motivo;
– meus inimigos são mais fortes do que eu; *
contra mim eles se voltam com mentiras!

– Por acaso poderei restituir *
alguma coisa que de outros não roubei?
6 Ó Senhor, vós conheceis minhas loucuras, *
e minha falta não se esconde a vossos olhos.

7 Por minha causa não deixeis desiludidos *
os que esperam sempre em vós, Deus do universo!
– Que eu não seja a decepção e a vergonha *
dos que vos buscam, Senhor Deus de Israel!

8 Por vossa causa é que sofri tantos insultos, *
e o meu rosto se cobriu de confusão;
9 eu me tornei como um estranho a meus irmãos, *
como estrangeiro para os filhos de minha mãe.

10 Pois meu zelo e meu amor por vossa casa *
me devoram como fogo abrasador;
– e os insultos de infiéis que vos ultrajam *
recaíram todos eles sobre mim!

11 Se aflijo a minha alma com jejuns, *
fazem disso uma razão para insultar-me;
12 se me visto com sinais de penitência, *
eles fazem zombaria e me escarnecem!
13 Falam de mim os que se assentam junto às portas, *
sou motivo de canções, até de bêbados!

Ant. Estou cansado de gritar e de esperar pelo meu Deus.

Ant. 2 Deram-me fel como se fosse um alimento,
em minha sede ofereceram-me vinagre.

II

14 Por isso elevo para vós minha oração, *
neste tempo favorável, Senhor Deus!
– Respondei-me pelo vosso imenso amor, *
pela vossa salvação que nunca falha!

=15 Retirai-me deste lodo, pois me afundo! †
Libertai-me, ó Senhor, dos que me odeiam, *
e salvai-me destas águas tão profundas!
=16 Que as águas turbulentas não me arrastem, †
não me devorem violentos turbilhões, *
nem a cova feche a boca sobre mim!

17 Senhor, ouvi-me, pois suave é vossa graça, *
ponde os olhos sobre mim com grande amor!
18 Não oculteis a vossa face ao vosso servo! *
Como eu sofro! Respondei-me bem depressa!
19 Aproximai-vos de minh’alma e libertai-me, *
apesar da multidão dos inimigos!

=20 Vós conheceis minha vergonha e meu opróbrio, †
minhas inrias, minha grande humilhação; *
os que me afligem estão todos ante vós!
21 O insulto me partiu o coração; *
não suportei, desfaleci de tanta dor!

= Eu esperei que alguém de mim tivesse pena, †
mas foi em vão, pois a ninguém pude encontrar; *
procurei quem me aliviasse e não achei!
22 Deram-me fel como se fosse um alimento, *
em minha sede ofereceram-me vinagre!

Ant. Deram-me fel como se fosse um alimento,
em minha sede ofereceram-me vinagre.

Ant. 3 Procurai o Senhor continuamente,
e o vosso coração revive.

III

30 Pobre de mim, sou infeliz e sofredor! *
Que vosso aulio me levante, Senhor Deus!
31 Cantando eu louvarei o vosso nome *
e agradecido exultarei de alegria!
32 Isto se mais agradável ao Senhor, *
que o sacricio de novilhos e de touros.

=33 Humildes, vede isto e alegrai-vos: †
vosso coração reviverá, *
se procurardes o Senhor continuamente!

34 Pois nosso Deus atende à prece dos seus pobres, *
e não despreza o clamor de seus cativos.
35 Que céus e terra glorifiquem o Senhor *
com o mar e todo ser que neles vive!

=36 Sim, Deus vi e salvará Jerusalém, †
reconstruindo as cidades de Judá, *
onde os pobres morarão, sendo seus donos.
=37 A descendência de seus servos há de herdá-las, †
e os que amam o santo nome do Senhor *
dentro delas fixarão sua morada!

Ant. Procurai o Senhor continuamente,
e o vosso coração revive.

V. O Senhor há de ensinar-nos seus caminhos.
R. E trilharemos, todos nós, suas veredas.

Primeira leitura

Do Livro das Lamentações             3,1-33

Lamentação e esperança 

1 Sou um homem que vejo a minha miséria,
como punição da ira de Deus.
2 Ele me levou a caminhar
nas trevas, e não na luz.
3 Somente contra mim
não cessa de levantar a mão
o dia inteiro.
4 Destruiu minha pele e minha carne,
quebrou os meus ossos.
5 Ocupou minha vizinhança
e rodeou-me de fel e de aflição.
6 Fez-me habitar na escuridão,
como fez aos que estão mortos para sempre.
7 Cercou-me de muros para eu não escapar,
reforçou minhas algemas.
8 Mesmo que eu clame e rogue,
ele rejeita minha oração.
 Fechou meu caminho com pedras,
obstruiu minha passagem.
10 Tornou-se para mim um urso de tocaia,
um leão escondido.
11 Obstruiu, sim, meu caminho e me abateu,
deixou-me arrasado.
12 Retesou o arco e me pôs
como alvo de suas flechas.
13 Cravou-me nos rins
as flechas de sua aljava.
14 Tornei-me o gracejo de todo o povo,
sua cantiga de todo dia.
15 Encheu-me de amargura,
embriagou-me com absinto.
16 Quebrou-me os dentes com cascalho,
cobriu-me de cinza.
17 Minha vida distanciou-se da paz,
estou esquecido de seus bens.
18 Disse para mim mesmo:
“Acabou-se o meu vigor,
minha esperança ausentou-se do Senhor”.
19 Lembra-te de minha miséria e de meus extravios,
amargos como fel e absinto.
20 Remorde-me a memória,
vai-se consumindo a minh’alma.
21 Revolverei essas coisas no espírito,
por isso continuo esperando.
22 É pela bondade do Senhor que não fomos destruídos,
não se esgotou a sua misericórdia;
23 cada manhã ela se renova;
grande é tua fidelidade, Senhor.
24 Diz minh’alma: “O Senhor é minha herança,
por isso, espero por ele”.
25 O Senhor é bondoso para quem nele confia,
para a alma que o procura.
26 É bom aguardar em silêncio
a salvação que vem de Deus.
27 É bom para o homem sofrer o jugo
na sua mocidade.
28 Quando isto lhe é imposto,
queda-se em solidão e em silêncio.
29 Deita-se com o rosto no chão,
implorando a esperança.
30 Oferece o rosto a quem o espanca,
sacia-se de opróbrios.
31 É certo que o Senhor a ninguém
repele para sempre.
32 Se ele aflige, também se compadece
com infinitos gestos de misericórdia.
33Humilhar e afligir os homens
não procede do seu coração.

Responsório             Lm 3,52.54b.56a.57b.58; At 21,13b

R. Os que são meus inimigos me prenderam sem motivo;
e eu disse a mim mesmo: Estou perdido, ó Senhor!
Mas ouvistes minha voz
* E dissestes: Não receies!
Defendestes minha causa, Redentor da minha vida.
V. Estou pronto não apenas para ser encarcerado,
mas também para morrer pelo nome de Jesus.
* E dissestes.

Segunda leitura

Dos Sermões do Bem-aventurado Isaac, Abade do Mosteiro de Stela

(Sermo 11: PL 194, 1728-1729)          (Séc. XII)

Cristo não quer perdoar nada sem a Igreja  

Duas são as coisas que só a Deus convêm: a honra do louvor e o poder de perdoar. O louvor somos nós que lhe damos; o perdão, dele nós esperamos. Pertence somente a Deus perdoar os pecados; por isso deve ser louvado. Mas, tendo desposado o onipotente a fraqueza, o excelso, a humildade, da escrava fez uma rainha; aquela que estava atrás, a seus pés, colocou-a a seu lado. Pois de seu lado saiu, de onde a tomou para si como penhor. Tudo quanto é do Pai é do Filho, e o que é do Filho é do Pai, por serem um só por natureza. De modo semelhante, tudo quanto era seu deu o esposo à esposa, e tudo da esposa o esposo tomou para si; e dela, unida a si, e do Pai fez também um só. Quero, disse o Filho ao Pai, intercedendo pela esposa, que, assim como eu e tu somos um, também estes sejam um conosco (cf. Jo 17,21). Por conseguinte, o esposo com o Pai são um só, com a esposa é um. Rejeitou quanto de contrário encontrou na esposa, pregando-o na cruz, e aí carregou seus pecados no madeiro e pelo madeiro o destruiu. O que era conforme à natureza e próprio dela, assumiu, e dele se revestiu. O que lhe era próprio e divino, isto lhe concedeu. Expeliu o diabólico, assumiu o humano, concedeu o divino, para que tudo o que era da esposa fosse do esposo. É a razão por que aquele, que não cometeu pecado nem se encontrou engano em sua boca, pode dizer: Tem piedade de mim, Senhor, porque estou enfermo (Sl 6, 3). E quem tem a enfermidade da esposa, tenha também o pranto, e seja tudo do esposo e da esposa. Donde, a honra do louvor e o poder do perdão; por isto devia dizer: Vai, mostra-te ao sacerdote (Mt 8, 4).

Portanto, sem Cristo nada pode a Igreja perdoar; nada quer Cristo perdoar sem a Igreja. A Igreja não pode perdoar a não ser ao penitente, isto é, àquele a quem Cristo tocou. Cristo não quer ter por perdoado aquele que despreza a Igreja. O que Deus uniu, o homem não separe. Digo eu, é grande este sacramento no Cristo e na Igreja (Mt 19, 6; Ef 5, 32).

Não queiras, pois tirar do corpo a cabeça, de forma que em parte alguma haja o Cristo total: nem em parte alguma, o Cristo total sem a Igreja nem a Igreja toda sem Cristo em parte alguma. Pois Cristo completo e íntegro, entende-se cabeça e corpo, por isto diz: Ninguém subiu ao céu a não ser o Filho do homem que está no céu (Jo 3,13). É este o único homem que perdoa os pecados.

Responsório             Jo 17, 20b.21a. 22.18

R. Eu te peço por aqueles, que por eles hão de crer,
para que todos sejam um,
como tu estás em mim e eu estou em ti.
* Para que eles sejam um como nós o somos, Pai.
V. Como ao mundo me enviaste, também eu os enviei.
* Para que eles.

Oração

Ó Deus, pai de bondade, que nos redimistes e adotastes como filhos e filhas, concedei aos que creem no Cristo a verdadeira liberdade e a herança eterna. Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, na unidade do Espírito Santo.

Conclusão da Hora

V. Bendigamos ao Senhor.
R. Graças a Deus.


Comments

Uma resposta para “Ofício das Leituras de Sexta-feira da 23ª Semana do Tempo Comum”

  1. Avatar de Geraldo Corrêa Filho
    Geraldo Corrêa Filho

    Guia cego?

    Vós sois justo, Senhor, e justa é a vossa sentença; tratai o vosso servo segundo a vossa misericórdia (Sl 118,137.124).

    Oração do dia
    Ó Deus, Pai de bondade, que nos redimistes e adotastes como filhos, concedei aos que creem em Cristo a verdadeira liberdade e a herança eterna. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, Vosso Filho, na unidade do Espírito Santo.

    ‘ Hipócrita! Tira primeiro a trave do teu olho e então… ‘

    https://padrepauloricardo.org/episodios/como-curar-a-nossa-cegueira

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