Ofício das Leituras de Sábado da 31ª Semana do Tempo Comum

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V. Vinde, ó Deus, em meu aulio.
R. Socorrei-me sem demora.
Glória ao Pai e ao Filho e ao Esrito Santo. *
Como era no prinpio, agora e sempre. Amém. Aleluia.

Hino

I. Quando se diz o Ofício das Leituras durante a noite ou de madrugada:

Um Deus em três pessoas,
o mundo governais:
dos homens que criastes
as faltas perdoais.

Ouvi, pois, nosso canto
e o pranto que vertemos:
de coração sem mancha,
melhor vos contemplemos.

Por vosso amor tenhamos
a alma iluminada,
e alegres aguardemos,
Senhor, vossa chegada.

Rompendo agora a noite,
do sono despertados,
com os bens da pátria eterna
sejamos cumulados!

A glória seja ao Pai,
ao Filho seu também;
ao Espírito igualmente,
agora e sempre. Amém.

II. Quando se diz o Ofício das Leituras durante o dia:

Autor da glória eterna,
que ao povo santo dais
a graça septiforme
do Espírito, escutai:

Tirai ao corpo e à mente
do mal as opressões;
cortai os maus instintos,
curai os corações.

Tornai as mentes calmas,
as obras completai,
ouvi do orante as preces,
a vida eterna dai.

Do tempo, em sete dias,
o curso conduzis.
No dia oitavo e último
vireis como juiz.

E nele, ó Redentor,
da ira nos poupai,
tirai-nos da esquerda,
à destra nos guardai.

Ouvi a prece humilde
do povo reverente,
e a vós daremos glória,
Deus Trino, eternamente.

Salmodia

Ant. 1 Agradeçamos ao Senhor o seu amor
e as suas maravilhas entre os homens.

Salmo 106(107)

Ação de graças pela libertação

Deus enviou sua palavra aos israelitas e lhes anunciou a boa-nova da paz, por meio de Jesus Cristo (At 10,36).

I

1 Dai graças ao Senhor, porque ele é bom, *
porque eterna é a sua misericórdia!

2 Que o digam os libertos do Senhor, *
que da mão dos opressores os salvou
3 e de todas as nações os reuniu, *
do Oriente, Ocidente, Norte e Sul.

4 Uns vagavam, no deserto, extraviados, *
sem acharem o caminho da cidade.
5 Sofriam fome e também sofriam sede, *
e sua vida ia aos poucos definhando.

6 Mas gritaram ao Senhor na aflição, *
ele os libertou daquela angústia.
7 Pelo caminho bem seguro os conduziu *
para chegarem à cidade onde morar.

8 Agradeçam ao Senhor o seu amor *
e as suas maravilhas entre os homens!
9 Deu de beber aos que sofriam tanta sede *
e os famintos saciou com muitos bens!

10 Alguns jaziam em meio a trevas pavorosas, *
prisioneiros da miséria e das correntes,
11 por se terem revoltado contra Deus *
e desprezado os conselhos do Altíssimo.
12 Ele quebrou seus corações com o sofrimento; *
eles tombaram, e ninguém veio ajudá-los!

13 Mas gritaram ao Senhor na aflição, *
ele os libertou daquela angústia.
14 E os retirou daquelas trevas pavorosas, *
despedaçou suas correntes, seus grilhões.

15 Agradeçam ao Senhor o seu amor *
e as suas maravilhas entre os homens!
16 Porque ele arrombou portas de bronze *
e quebrou trancas de ferro das prisões!

Ant. Agradeçamos ao Senhor o seu amor
e as suas maravilhas entre os homens.

Ant. 2 Nós vimos seus progios e suas maravilhas.

II

17 Uns deliravam no caminho do pecado, *
sofrendo a conseqüência de seus crimes;
18 todo alimento era por eles rejeitado, *
e da morte junto às portas se encontravam.

19 Mas gritaram ao Senhor na aflição, *
ele os libertou daquela angústia.
20 Enviou sua palavra e os curou, *
e arrancou as suas vidas do sepulcro.

21 Agradeçam ao Senhor o seu amor *
e as suas maravilhas entre os homens!
22 Ofereçam sacrifícios de louvor, *
e proclamem na alegria suas obras!

23 Os que sulcam o alto-mar com seus navios, *
para ir comerciar nas grandes águas,
24 testemunharam os prodígios do Senhor *
e as suas maravilhas no alto-mar.

25 Ele ordenou, e levantou-se o furacão, *
arremessando grandes ondas para o alto;
26 aos céus subiam e desciam aos abismos, *
seus corações desfaleciam de pavor.

27 Cambaleavam e caíam como bêbados, *
toda a sua perícia deu em nada.
28 Mas gritaram ao Senhor na aflição, *
ele os libertou daquela angústia.

29 Transformou a tempestade em bonança, *
e as ondas do oceano se calaram.
30 Alegraram-se ao ver o mar tranqüilo, *
e ao porto desejado os conduziu.

31 Agradeçam ao Senhor o seu amor *
e as suas maravilhas entre os homens!
32 Na assembléia do seu povo o engrandeçam *
e o louvem no conselho de anciãos!

Ant. Nós vimos seus progios e suas maravilhas.

Ant. 3 Que os justos, vendo as obras do Senhor,
compreendam como é grande o seu amor!

III

33 Ele mudou águas correntes em deserto, *
e fontes de água borbulhante em terra seca;
34 transformou as terras férteis em salinas, *
pela macia dos que nelas habitavam.

35 Converteu em grandes lagos os desertos *
e a terra árida em fontes abundantes;
36 e ali fez habitarem os famintos, *
que fundaram sua cidade onde morar.

37 Plantaram vinhas, semearam os seus campos, *
que deram frutos e colheitas abundantes.
38 Abençoou-os e cresceram grandemente, *
e não deixou diminuir o seu rebanho.

39 Mas depois ficaram poucos e abatidos, *
oprimidos por desgraças e aflições;
40 porém Aquele que confunde os poderosos *
e os fez errar por um deserto sem saída,
41 retirou da indigência os seus pobres, *
e qual rebanho aumentou suas famílias.

42 Que os justos vejam isto e rejubilem, *
e os maus fechem de vez a sua boca!
43 Quem é bio, que observe essas coisas *
e compreenda a bondade do Senhor!

Ant. Que os justos, vendo as obras do Senhor,
compreendam como é grande o seu amor!

V. Chega às nuvens a vossa verdade, Senhor,
R. E aos abismos dos mares, os vossos juízos.

Primeira leitura

Do Primeiro Livro dos Macabeus             9,1-22

Morte de Judas Macabeu no combate

Quando soube que Nicanor e seu exército haviam sucumbido no combate, Demétrio enviou de novo Báquides e Alcimo ao território de Judá, coma ala direita do seu exército. 2Empreenderam a marcha pelo caminho de Guilgal, tomaram de assalto Mesalot, no território de Arbelas, apoderaram-se da cidade e mataram grande número de habitantes. 3No primeiro mês do ano cento e cinqüenta e dois, acamparam em frente de Jerusalém. 4Mas, depois, partiram dali e dirigiram-se para a Beréia, com vinte mil homens e dois mil cavaleiros. 5Judas estava acampado em Elasa, tendo consigo três mil homens escolhidos, 6os quais, ao verem o número considerável de inimigos, ficaram aterrorizados. Muitos fugiram então do acampamento, e não ficaram mais de oitocentos homens. 7Judas viu que seu exército debandava, precisamente quando era iminente a batalha, e seu coração abateu-se, porque não tinha tempo de reagrupá-los. 8Embora deprimido, disse aos que ficaram: “Avante! Marchemos contra nossos inimigos. Talvez posamos enfrentá-los!” 9Eles, porém, tentavam dissuadi-lo, dizendo: “Não conseguiremos! Salvemos, agora, nossas vidas. Voltaremos depois com nossos irmãos, para combatê-los. Agora somos muito poucos”. 10Judas retrucou: “Longe de mim fazer isso, fugir diante do inimigo! Se chegou a nossa hora, morramos corajosamente por nossos irmãos, e não deixemos que se manche a nossa glória!” 11O exército inimigo saiu do acampamento e tomou posição diante deles. A cavalaria estava dividida em dois esquadrões, os atiradores de funda e os flecheiros marchavam à frente do exército, os mais aguerridos na primeira fila. Báquides estava na ala direita. 12A falange avançou dos dois lados ao som das trombetas. Os de Judas também tocaram as trombetas 13e a terra tremeu com o ruído dos exércitos. Travou-se a batalha pela manhã e durou até a tarde. 

14 Judas viu que Báquides e o mais forte do seu exército estavam à direita. Então reuniu em torno de si todos os homens intrépidos, 15abateu com eles a ala direita e perseguiu-os até ao monte Azoto. 16Mas quando os da ala esquerda perceberam que a ala direita estava sendo desbaratada, voltaram-se e atiraram-se atrás de Judas e seus companheiros. 17Tornou-se renhida a luta. De ambos os lados, muitos foram feridos e caíram. 18Judas também sucumbiu e os demais fugiram. 19Jônatas e Simeão levaram Judas, seu irmão, e enterraram-no no sepulcro de seus pais, em Modin. 20Todo o povo de Israel manifestou grande desolação, chorou-o e guardou luto durante vários dias, 21 dizendo: “Como sucumbiu o valente, salvador de Israel!” 22 As restantes façanhas de Judas, seus combates, seus feitos heróicos e atos gloriosos não se escreveram, por serem numerosos demais.

Responsório             Cf. 1Mc 4,8b.9a.10a.9

R. A fúria do inimigo não temais;
lembrai-vos como outrora vossos pais
foram salvos ao passar o mar Vermelho.
* Clamemos para o céu neste momento,
e de nós terá piedade o nosso Deus.
V. Recordai as maravilhas que ele fez,
o que fez ao Faraó e seu exército. * Clamemos.

Segunda leitura

Do Tratado sobre o benefício da morte, de Santo Ambrósio, bispo

(Cap.3,9; 4,15: CSEL 32,710.716-717)             (Séc.IV)

Levemos sempre em nós a morte de Cristo

Disse o Apóstolo: Para mim o mundo está crucificado, e eu, para o mundo (Gl 6,14). Para que saibamos, por fim, que nesta vida há morte e boa morte, exorta-nos a que levemos a morte de Jesus em nosso corpo (cf. 2Cor 4,10). 

Pois quem tiver em si a morte de Jesus, precisa também ter em seu corpo a vida do Senhor Jesus. Atue, portanto, a morte em nós, para que também possa agir a vida. Vida excelente depois da morte, isto é, vida excelente depois da vitória, vida excelente, terminado o combate. Nela a lei da carne já não luta contra a lei do espírito, não há mais em nós peleja da morte contra o corpo, mas no corpo, a vitória sobre a morte. E francamente não sei qual tem maior força, esta morte ou a vida. É claro que atendo à autoridade do Apóstolo que diz: Portanto a morte age em nós, mas a vida, em vós (2Cor 4,12). A morte de um só a quanta gente faz crescer a vida! Por isto ensina ser desejável esta morte aos que ainda estão nesta vida, para que refulja em nossos corpos a morte de Cristo, aquela ditosa pela qual se destrói o ser exterior, a fim de ser renovado nosso homem interior (cf. 2Cor 2,16) e se desfaça nossa habitação terrena (cf. 2Cor 5,1), abrindo-se assim para nós a habitação celeste. 

Imita, portanto, a morte, que se separa da união com esta carne e desata os laços de que fala o Senhor mediante Isaías: Desata as cadeias iníquas, solta os laços das altercações violentas, deixa livres os oprimidos, rompe todo limite injusto (Is 58,6). O Senhor aceitou sujeitar-se à morte para que a culpa desaparecesse. Mas, para não ser de novo a morte o fim da natureza humana, foi-lhe dada a ressurreição dos mortos, para que pela morte se apagasse a culpa, pela ressurreição se perpetuasse a natureza. 

Por isso, a morte é a passagem de tudo. É preciso que passes continuamente; passagem da corrupção para a incorrupção, da condição mortal à imortalidade, das perturbações para a tranqüilidade. Por isto não te assuste a palavra morte, mas os benefícios da boa passagem te alegrem. Pois, que é a morte a não ser a sepultura dos vícios, o despertar das virtudes? Por isto disse ele: Morra minha alma nas almas dos justos (Nm 23,10), quer dizer, seja consepultada para depor seus vícios, assumir a graça dos justos, que trazem no corpo e na alma a morte de Cristo.

Responsório             2Tm 2,11-12a; Eclo 1,29

R. É fiel esta palavra:
Se com Cristo nós morremos, com Cristo viveremos;
* Se com ele nós sofremos, com ele reinaremos.
V. Espera paciente até o tempo oportuno,
e então a alegria será recompensa. * Se com ele.

Oração

Ó Deus de poder e misericórdia, que concedeis a vossos filhos e filhas a graça de vos servir como devem, fazei que coramos livremente ao encontro das vossas promessas. Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, na unidade do Espírito Santo.

Conclusão da Hora

V. Bendigamos ao Senhor.

R. Graças a Deus.

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