Ofício das Leituras de Quinta-feira da 28ª Semana do Tempo Comum

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V. Vinde, ó Deus, em meu aulio.
R. Socorrei-me sem demora.
Glória ao Pai e ao Filho e ao Esrito Santo. *
Como era no prinpio, agora e sempre. Amém. Aleluia.

Hino

I. Quando se diz o Ofício das Leituras durante a noite ou de madrugada:

Do dia o núncio alado
já canta a luz nascida.
O Cristo nos desperta,
chamando-nos à vida.

Ó fracos, ele exclama,
do sono estai despertos
e, castos, justos, sóbrios,
velai: estou já perto!

E quando a luz da aurora
enche o céu de cor,
confirme na esperança
quem é trabalhador.

Chamemos por Jesus
com prantos e orações.
A súplica não deixe
dormir os corações.

Tirai o sono, ó Cristo,
rompei da noite os laços,
da culpa libertai-nos,
guiai os nossos passos.

A vós a glória, ó Cristo,
louvor ao Pai também,
com vosso Santo Espírito,
agora e sempre. Amém.

II. Quando se diz o Ofício das Leituras durante o dia:

Para vós, doador do perdão,
elevai os afetos do amor,
tornai puro o profundo das almas,
sede o nosso fiel Salvador.

Para cá, estrangeiros, viemos,
exilados da pátria querida.
Sois o porto e também sois o barco,
conduzi-nos aos átrios da vida!

É feliz quem tem sede de vós,
fonte eterna de vida e verdade.
São felizes os olhos do povo
que se fixam em tal claridade.

Grandiosa é, Senhor, vossa glória,
na lembrança do vosso louvor,
que os fiéis comemoram na terra,
elevando-se a vós pelo amor.

Este amor concedei-nos, ó Pai,
e vós, Filho do Pai, Sumo Bem,
com o Espírito Santo reinando
pelos séculos dos séculos. Amém.

Salmodia

Ant. 1 Foi vossa mão e a luz de vossa face,
que no passado salvaram nossos pais.

Salmo 43(44)

Calamidades do povo

Em tudo isso, somos mais que vencedores, graças àquele que nos amou (Rm 8,37).

I

2 Ó Deus, nossos ouvidos escutaram, *
e contaram para nós, os nossos pais,
– as obras que operastes em seus dias, *
em seus dias e nos tempos de outrora:

=3 Expulsastes as nações com vossa mão, †
e plantastes nossos pais em seu lugar; *
para aumen-los, abatestes outros povos.
4 Não conquistaram essa terra pela espada, *
nem foi seu braço que lhes deu a salvação;

– foi, porém, a vossa mão e vosso braço *
e o esplendor de vossa face e o vosso amor.
5 Sois vós, o meu Senhor e o meu Rei, *
que destes as vitórias a Jacó;
6 com vossa ajuda é que vencemos o inimigo, *
por vosso nome é que pisamos o agressor.

7 Eu não pus a confiança no meu arco, *
a minha espada não me pôde libertar;
8 mas fostes vós que nos livrastes do inimigo, *
e cobristes de vergonha o opressor.
9 Em vós, ó Deus, nos gloriamos todo dia, *
celebrando o vosso nome sem cessar.

Ant. Foi vossa mão e a luz de vossa face,
que no passado salvaram nossos pais.

Ant. 2 O Senhor não afasta de vós a sua face,
se a ele voltardes de todo coração.

II

10 Porém, agora nos deixastes e humilhastes, *
já não saís com nossas tropas para a guerra!
11 Vós nos fizestes recuar ante o inimigo, *
os adverrios nos pilharam à vontade.

12 Como ovelhas nos levastes para o corte, *
e no meio das nações nos dispersastes.
13 Vendestes vosso povo a preço baixo, *
e não lucrastes muita coisa com a venda!

14 De nós fizestes o escárnio dos vizinhos, *
zombaria e gozação dos que nos cercam;
15 para os pagãos somos motivo de anedotas, *
zombam de nós a sacudir sua cabeça.

16 À minha frente trago sempre esta desonra, *
e a vergonha se espalha no meu rosto,
17 ante os gritos de insultos e blasfêmias *
do inimigo sequioso de vingança.

Ant. O Senhor não afasta de vós a sua face,
se a ele voltardes de todo coração.

Ant. 3 Levantai-vos, ó Senhor,
não nos deixeis eternamente!

III

18 E tudo isso, sem vos termos esquecido *
e sem termos violado a Aliança;
19 sem que o nosso coração voltasse atrás, *
nem se afastassem nossos pés de vossa estrada!
20 Mas à cova dos chacais nos entregastes *
e com trevas pavorosas nos cobristes!

21 Se tivéssemos esquecido o nosso Deus *
e estendido nossas mãos a um Deus estranho,
22 Deus não teria, por acaso, percebido, *
ele que  o interior dos corações?
23 Por vossa causa nos massacram cada dia *
e nos levam como ovelha ao matadouro!

24 Levantai-vos, ó Senhor, por que dormis? *
Despertai! Não nos deixeis eternamente!
25 Por que nos escondeis a vossa face *
e esqueceis nossa opressão, nossa miséria?

26 Pois arrasada até o pó está noss’alma *
e ao chão está colado o nosso ventre.
– Levantai-vos, vinde logo em nosso auxílio, *
libertai-nos pela vossa compaixão!

Ant. Levantai-vos, ó Senhor, não nos deixeis eternamente!

V. Fazei brilhar vosso semblante ao vosso servo.

Primeira leitura

Do Livro do Profeta Zacarias 8,1-17.20-23

Promessas de salvação em Sião

1 A palavra do Senhor dos exércitos foi manifestada nos seguintes termos:

2 “Isto diz o Senhor dos exércitos:

Tomei-me de forte ciúme por Sião,

consumo-me de zelo ciumento por ela.

3 Isto diz o Senhor: Voltei a Sião e habitarei no meio de Jerusalém; Jerusalém será chamada Cidade Fiel, e o monte do Senhor dos exércitos, Monte Santo.

4 Isto diz o Senhor dos exércitos: Velhos e velhas ainda se sentarão nas praças de Jerusalém, cada qual com seu bastão na mão, devido à idade avançada; 5as praças da cidade se encherão de meninos e meninas a brincar em suas praças.

6 Isto diz o Senhor dos exércitos: Se tais cenas parecerem difíceis aos olhos do resto do povo, naqueles dias, acaso serão também difíceis aos meus olhos? – diz o Senhor dos

exércitos.

7 Isto diz o Senhor dos exércitos:

Eis que eu vou salvar o meu povo da terra do oriente e da terra do pôr-do-sol:

8 eu os conduzirei,

e eles habitarão no meio de Jerusalém;

serão meu povo

e eu serei seu Deus,

em verdade e com justiça.

9 Assim diz o Senhor dos exércitos: Que vossas mãos se fortaleçam, ó vós que escutais por esses dias estas palavras da boca dos profetas, quando foram lançados os alicerces da casa do Senhor dos exércitos, para a construção do templo.

10 Se antes desses dias

não havia paga para o trabalhador

nem ração para os animais,

nem tranqüilidade para os viajantes,

por causa da aflição geral,

é que eu abandonei os homens ao seu destino,

cada qual contra o seu próximo.

11 Já agora não serei mais

para os remanescentes do povo,

como fui naqueles dias de outrora,

diz o Senhor dos exércitos;

12 haverá, pois, a semente da paz,

a videira dará seu fruto,

e a terra, seus produtos,

e farei que os sobreviventes do povo

tomem posse disso tudo.

13 Acontecerá, ó casa de Judá e casa de Israel, que, assim como éreis objeto de maldição entre os povos, assim eu vos salvarei e sereis uma bênção para eles. Não temais; que vossas mãos se fortaleçam. 14Pois assim fala o Senhor dos exércitos: Assim como decidi castigar-vos, quando os vossos pais me provocaram, diz o Senhor dos exércitos, 15e não tive piedade, assim resolvi nesses dias tratar bem a Jerusalém, e a casa de Judá; não temais.

16 Cumpri, portanto, estas ordens: Falar a verdade uns aos outros e praticar a paz nos vossos tribunais 17e não guardar a maldade em vossos corações, uns contra os outros, nem recorrer ao juramento falso: são todas coisas que odeio”, diz o Senhor.

20 Isto diz o Senhor dos exércitos: Virão ainda povos e habitantes de cidades grandes, 21dizendo os habitantes de uma para os de outra cidade: “Vamos orar na presença do Senhor, vamos visitar o Senhor dos exércitos; eu irei também”. 22Virão muitos povos e nações fortes visitar o Senhor dos exércitos e orar na presença do Senhor.

23 Isto diz o Senhor dos exércitos: Naqueles dias, dez homens de todas as línguas faladas entre as nações vão segurar pelas bordas da roupa um homem de Judá, dizendo: “Nós iremos convosco; porque ouvimos dizer que Deus está convosco”.

Responsório Zc 8,7.9a; At 3,25a

R. Assim fala o Senhor: O meu povo eu salvarei
da terra do oriente e da terra do ocidente.
* Fortalecei as vossas mãos, vós que agora estais ouvindo
as palavras dos profetas.
V. Sois filhos dos profetas e filhos da Aliança
que Deus nos tempos idos firmou com vossos pais.
* Fortalecei.

Segunda leitura

Dos Tratados sobre João, de Santo Agostinho, bispo

(Tract.26,4-6:CCL36,261-263)        (Séc.V)

Eis que eu salvarei meu povo

Ninguém vem a mim a não ser que o Pai o atraia (Jo 6,44). Não penses ser atraído contra a

vontade. A alma humana é atraída também pelo amor. Nem devemos temer que os homens

que pesam as palavras e que estão muito longe da compreensão das coisas divinas nos

venham talvez censurar por causa desta palavra evangélica da Escritura, e nos dizer: “Como

é que creio por livre vontade, se sou atraído?” Respondo eu: “Por livre vontade é pouco; és

atraído também pelo prazer”.

Que significa ser atraído pelo prazer? Busca tuas delícias no Senhor e ele atenderá aos

pedidos de teu coração (Sl 36,4). Há um gozo do coração, seu pão delicioso é o celeste.

Contudo se foi possível ao poeta dizer: “Cada ums e deixa atrair por seu prazer”, não pelo

constrangimento, mas pelo prazer, não por obrigação, mas pelo deleite, com quanto mais

força temos de dizer que o homem é atraído para Cristo. O homem que se deleita com a

verdade, se deleita com a felicidade, se deleita com a justiça, se deleita com a vida

sempiterna, com tudo isso que é Cristo.

Se têm os sentidos do corpo sua satisfação, estará o espírito privado de suas alegrias? Se o

espírito não conhece delícias, como se disse então: Os filhos dos homens abrigam-se à

sombra de tuas asas, inebriam-se com as riquezas de tua casa e tu lhes darás de beber da

torrente de tuas delícias, porque em ti está a fonte da vida e à tua luz veremos a luz? (Sl

35,8-10)

Apresenta-me alguém que ame e entenderá o que falo. Mostra um desejoso, um faminto,

um sedento peregrino deste deserto que suspira pela fonte da pátria eterna, mostra alguém

assim e saberá de que falo. Se, porém, falo a um indiferente, não compreenderá o que digo.

Estendes um ramo verde a uma ovelha e a atrais. Mostram-se nozes a um menino, e é

atraído. E corre para onde é atraído, amando, é atraído, é atraído sem violência corporal, é

atraído pelo laço do coração. Se, entre as delícias e prazeres terrenos, aqueles que se

apresentam aos seus apaixonados exercem forte atração sobre eles, pois é bem verdade que

“cada um se deixa atrair por seu prazer”, não atrairá o Cristo revelado pelo Pai? Que deseja

a alma com mais veemência do que a verdade? Por isso, deve-se ter uma boca faminta. Para

que deseja ele ter um paladar espiritual são, senão para discernir as coisas verdadeiras, para

comer e beber a sabedoria, a justiça, a verdade, a eternidade?

Diz o Senhor: Bem-aventurados os que têm fome e sede de justiça, cá na terra, porque

serão saciados (Mt 5,6), lá no céu. Eu lhe entregarei o que ama, entregarei o que espera.

Verá aquilo em que acreditou ainda sem ver. Comerá aquilo de que tem fome, será saciado

por aquilo de que tem sede. Quando? Na ressurreição dos mortos porque eu o ressuscitarei

no último dia (Jo 6,54).

Responsório Jo 6,44.45

R. Ninguém poderá vir até mim
se o meu Pai que me enviou não o atrair.
* Quem escuta a palavra do meu Pai
e aprende com ele, vem a mim.
V. Nos profetas assim está escrito:
serão todos por Deus ensinados. * Quem escuta.

Oração

Ó Deus, sempre nos preceda e acompanhe a vossa graça para que estejamos sempre atentos ao bem que devemos fazer. Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, na unidade do Espírito Santo.

Conclusão da Hora

V. Bendigamos ao Senhor.
R. Graças a Deus.

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