Ofício das Leituras de Quinta-feira da 18ª Semana do Tempo Comum

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V. Vinde, ó Deus, em meu aulio.
R. Socorrei-me sem demora.
Glória ao Pai e ao Filho e ao Esrito Santo. *
Como era no prinpio, agora e sempre. Amém. Aleluia.

Hino

I. Quando se diz o Ofício das Leituras durante a noite ou de madrugada:

Do dia o núncio alado
já canta a luz nascida.
O Cristo nos desperta,
chamando-nos à vida.

Ó fracos, ele exclama,
do sono estai despertos
e, castos, justos, sóbrios,
velai: estou já perto!

E quando a luz da aurora
enche o céu de cor,
confirme na esperança
quem é trabalhador.

Chamemos por Jesus
com prantos e orações.
A súplica não deixe
dormir os corações.

Tirai o sono, ó Cristo,
rompei da noite os laços,
da culpa libertai-nos,
guiai os nossos passos.

A vós a glória, ó Cristo,
louvor ao Pai também,
com vosso Santo Espírito,
agora e sempre. Amém.

II. Quando se diz o Ofício das Leituras durante o dia:

Para vós, doador do perdão,
elevai os afetos do amor,
tornai puro o profundo das almas,
sede o nosso fiel Salvador.

Para cá, estrangeiros, viemos,
exilados da pátria querida.
Sois o porto e também sois o barco,
conduzi-nos aos átrios da vida!

É feliz quem tem sede de vós,
fonte eterna de vida e verdade.
São felizes os olhos do povo
que se fixam em tal claridade.

Grandiosa é, Senhor, vossa glória,
na lembrança do vosso louvor,
que os fiéis comemoram na terra,
elevando-se a vós pelo amor.

Este amor concedei-nos, ó Pai,
e vós, Filho do Pai, Sumo Bem,
com o Espírito Santo reinando
pelos séculos dos séculos. Amém.

Salmodia

Ant. 1 Fostes vós que nos salvastes, ó Senhor!
Para sempre louvaremos vosso nome.

Salmo 43(44)

Calamidades do povo

Em tudo isso, somos mais que vencedores, graças àquele que nos amou! (Rm 8,37).

I

2 Ó Deus, nossos ouvidos escutaram, *
e contaram para nós, os nossos pais,
– as obras que operastes em seus dias, *
em seus dias e nos tempos de outrora:

=3 Expulsastes as nações com vossa mão, †
e plantastes nossos pais em seu lugar; *
para aumen-los, abatestes outros povos.
4 Não conquistaram essa terra pela espada, *
nem foi seu braço que lhes deu a salvação;

– foi, porém, a vossa mão e vosso braço *
e o esplendor de vossa face e o vosso amor.
5 Sois vós, o meu Senhor e o meu Rei, *
que destes as vitórias a Jacó;
6 com vossa ajuda é que vencemos o inimigo, *
por vosso nome é que pisamos o agressor.

7 Eu não pus a confiança no meu arco, *
a minha espada não me pôde libertar;

8 mas fostes vós que nos livrastes do inimigo, *
e cobristes de vergonha o opressor.
9 Em vós, ó Deus, nos gloriamos todo dia, *
celebrando o vosso nome sem cessar.

Ant. Fostes vós que nos salvastes, ó Senhor!
Para sempre louvaremos vosso nome.

Ant. 2 Perdoai, ó Senhor, o vosso povo,
não entregueis à vergonha a vossa herança!

II

10 Porém, agora nos deixastes e humilhastes, *
já não saís com nossas tropas para a guerra!
11 Vós nos fizestes recuar ante o inimigo, *
os adverrios nos pilharam à vontade.

12 Como ovelhas nos levastes para o corte, *
e no meio das nações nos dispersastes.
13 Vendestes vosso povo a preço baixo, *
e não lucrastes muita coisa com a venda!

14 De nós fizestes o escárnio dos vizinhos, *
zombaria e gozação dos que nos cercam;
15 para os pagãos somos motivo de anedotas, *
zombam de nós a sacudir sua cabeça.

16 À minha frente trago sempre esta desonra, *
e a vergonha se espalha no meu rosto,
17 ante os gritos de insultos e blasfêmias *
do inimigo sequioso de vingança.

Ant. Perdoai, ó Senhor, o vosso povo,
não entregueis à vergonha a vossa herança!

Ant. 3 Levantai-vos, ó Senhor, e socorrei-nos,
libertai-nos pela vossa compaixão!

III

18 E tudo isso, sem vos termos esquecido *
e sem termos violado a Aliança;
19 sem que o nosso coração voltasse atrás, *
nem se afastassem nossos pés de vossa estrada!
20 Mas à cova dos chacais nos entregastes *
e com trevas pavorosas nos cobristes!

21 Se tivéssemos esquecido o nosso Deus *
e estendido nossas mãos a um Deus estranho,
22 Deus não teria, por acaso, percebido, *
ele que  o interior dos corações?
23 Por vossa causa nos massacram cada dia *
e nos levam como ovelha ao matadouro!

24 Levantai-vos, ó Senhor, por que dormis? *
Despertai! Não nos deixeis eternamente!
25 Por que nos escondeis a vossa face *
e esqueceis nossa opressão, nossa miséria?

26 Pois arrasada até o pó está noss’alma *
e ao chão está colado o nosso ventre.
– Levantai-vos, vinde logo em nosso auxílio, *
libertai-nos pela vossa compaixão!

Ant. Levantai-vos, ó Senhor, e socorrei-nos,
libertai-nos pela vossa compaixão!

V. quem nós iremos, Senhor Jesus Cristo?
R. Só tu tens palavras de vida eterna.

Primeira leitura

Início do Livro do Profeta Oséias 1,1-9; 3,1-5

O profeta é para o povo um sinal do amor de Deus

1,1 Palavra do Senhor, como foi dita a Oséias, filho de Beeri, nos dias de Ozias, Joatão, Acaz e Ezequias, reis de Judá, e nos dias de Jeroboão, filho de Joás, rei de Israel.

Início da palavra do Senhor, por meio de Oséias. Disse o Senhor a Oséias:

“Vai, casa-te com uma meretriz e gera filhos adulterinos, porque a terra pratica o adultério contra o Senhor”.

Saiu e tomou por mulher Gomer, filha de Deblaim, que concebeu e deu à luz um filho. 4E disse-lhe o Senhor: “Põe-lhe o nome de ‘Jezrael’, pois em breve vingarei o sangue de Jezrael, derramado na casa de Jeul, e farei cessar o reino da casa de Israel; 5naquele dia, quebrarei o arco de Israel no vale de Jezrael”.

A mulher novamente concebeu e deu à luz uma filha; disse-lhe o Senhor: “Põe-lhe o nome de ‘Não-Piedade’, pois não tornarei mais a ter piedade da casa de Israel para lhes perdoar. 7Terei piedade dos da casa de Judá e os salvarei pelo Senhor seu Deus; não os salvarei pelo arco e pela espada nem pela guerra, com seus cavalos e cavaleiros”. 8Depois que desmamou a filha chamada ‘Não-Piedade’, a mãe concebeu e deu à luz um filho. 9E disse o Senhor: “Põe-lhe o nome de ‘Não-Povo-meu’, porque vós não sois meu povo,e eu sou para vós um ‘Não-sou.’

3,1 E disse-me o Senhor: “Vai ainda, ama uma mulher ligada a um amante e adúltera, como o Senhor ama os filhos de Israel, que se voltam para os deuses estrangeiros e gostam de bolos sagrados de uvas”.

Comprei a mulher por quinze moedas de prata e uma medida e meia de cevada. 3Disse a ela:

“Por muitos dias ficarás à minha espera; não fornicarás nem te entregarás a homem nenhum, eu também não te procurarei”. 4Assim os filhos de Israel também passarão muitos dias sem rei nem governo, sem sacrifício nem altar, sem efod nem terafins. 5Depois desses fatos, os filhos de Israel tornarão a procurar o Senhor, seu Deus, e Davi, seu rei, temerão o Senhor e honrarão seus bens até ao fim dos dias.

Responsório 1Pd 2,9a.10a; Rm9,26

R. Sois a raça escolhida, sacerdócio régio;
* Vós, outrora, não-povo, sois agora, deveras,
o povo de Deus.
V. No lugar onde foi dito: Vós não sois o povo meu,
mesmo ali serão chamados de filhos do Deus vivo.
* Vós, outrora.

Segunda leitura

Dos Tratados de Balduíno de Cantuária, bispo

(Tract. 10:PL204,513-514.516)

(Séc.XII)

O amor é forte como a morte

Forte é o amor, que tem poder para privar-nos do dom da vida. Forte é o amor que tem poder para restituir-nos o gozo de uma vida melhor.

Forte é a morte, poderosa para despojar-nos do revestimento deste corpo. Forte é o amor, poderoso para roubar os despojos da morte e no-los entregar de novo.

Forte é a morte; a ela o homem não pode resistir. Forte é o amor que pode vencê-la, embotar-lhe o aguilhão, travar-lhe o ímpeto, quebrantar-lhe a vitória. Assim será quando for insultada e ouvir: Onde está, ó morte, teu aguilhão? Onde está, ó morte, a tua vitória? (cf. Os 13,14; 1Cor15,55).

O amor é forte como a morte (cf. Ct 8,6), porque é a morte da morte o amor de Cristo. Por isto diz: Eu serei tua morte, ó morte; serei tua mordedura, ó inferno (cf. Os 13,14). Também o amor com que amamos a Cristo é forte como a morte, é uma espécie de morte pela extinção da vida antiga, a destruição dos vícios e a rejeição das obras mortas.

Este nosso amor para com Cristo é uma espécie de intercâmbio, embora o seu amor por nós seja incomparável, e o nosso, uma semelhança à sua imagem. Pois ele nos amou primeiro (cf. 1Jo4,10) e pelo exemplo de amor que nos propôs, fez-se para nós um sinete que nos torna conformes à sua imagem. Depusemos a imagem terrena e nos revestimos da celeste; da forma

como somos amados, assim amamos. Nisto deixou-nos o exemplo para que sigamos suas

pegadas (cf. 1Pd 2,21).

Por isso ele diz: Põe-me como um selo sobre teu coração (Ct 8,6). Como se dissesse: “Ama-me

como eu te amo. Conserva-me em tua mente e em tua memória; em tua vontade, em teu

suspiro; no gemido e no soluço. Lembra-te, homem, de que forma te fiz, quando te pus acima

das outras criaturas, com que dignidade te enobreci, como te coroei de glória e de honra,

coloquei-te pouco abaixo dos anjos, como tudo submeti a teus pés. Lembra-te não apenas de

quanto fiz por ti, mas quantas crueldades e afrontas por ti suportei. Reconhece que ages mal

contra mim quando não me amas. Quem assim te ama, senão eu? quem te criou senão eu? quem

te remiu senão eu?”

Arranca de mim, Senhor, o coração de pedra. Tira o coração de pedra, tira o coração

incircunciso; dá-me um coração novo, coração de carne, coração puro! Tu, purificador dos

corações e amante dos corações puros, apossa-te de meu coração e nele habita, envolvendo-o e

enchendo-o. Tu, superior ao que tenho de mais alto, interior ao que tenho de mais íntimo! Tu,

forma da beleza e selo da santidade, marca meu coração com tua imagem. Sela meu coração

sob tua misericórdia, Deus de meu coração e meu quinhão, Deus para sempre (cf. Sl 72,26).

Amém.

Responsório Ct 8,6b.c.7a; Jo 15,13

R. O amor é tão forte, como forte é a morte.
Seus raios luzentes são chamas de fogo.
* As torrentes não podem apagar o amor.
V. Não há maior prova de amor, que dar a vida pelo amigo.
* As torrentes.

Oração

Manifestai, ó Deus, vossa inesgotável bondade para com os filhos e filhas que vos imploram e se gloriam de vos ter como criador e guia, restaurando para eles a vossa criação, e conservando-a renovada. Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, na unidade do Espírito Santo.

Conclusão da Hora

V. Bendigamos ao Senhor.
R. Graças a Deus.

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