Ofício das Leituras de Quarta-feira na Oitava da Páscoa

0 comentário

V. Vinde, ó Deus, em meu aulio.
R. Socorrei-me sem demora.
Glória ao Pai e ao Filho e ao Esrito Santo. *
Como era no prinpio, agora e sempre. Amém. Aleluia.

Hino

Eis o dia de Deus verdadeiro,
no clarão de luz santa banhado.
Nele, o sangue do novo Cordeiro
apagou deste mundo o pecado.

Deu a fé novamente aos perdidos,
deu aos cegos de novo a visão.
Quem não há de perder todo o medo,
vendo o céu ser aberto ao ladrão?

Eis o fato que aos anjos assombra:
ver o Cristo na cruz como réu,
e o ladrão que com ele padece,
conquistar a coroa do céu.

Admirável, profundo mistério:
lava a carne da carne a fraqueza
e, tirando os pecados do mundo,
restitui-lhe a antiga nobreza.

O que pode existir mais sublime
que o pecado à procura da graça?
Que da morte nascer vida nova
e um amor que aos temores desfaça?

Ó Jesus, dos fiéis corações
sede eterna alegria pascal;
congregai os nascidos da graça
pelo vosso triunfo imortal.

Glória a vós que vencestes a morte
e brilhais, com o Pai, Sumo Bem,
no esplendor coruscante do Espírito
pelos séculos eternos. Amém.

Salmodia

Ant. 1 Ó meu Deus e meu Senhor, como sois grande! Aleluia.

Salmo 103(104)

I

– 1Bendize, ó minha alma, ao Senhor! *
Ó meu Deus e meu Senhor, como sois grande!
– 2De majestade e esplendor vos revestis *
e de luz vos envolveis como num manto.

 3Estendeis qual uma tenda o firmamento, *
construís vosso palácio sobre as águas;
– das nuvens vós fazeis o vosso carro, *
do vento caminhais por sobre as asas;
– 4dos ventos fazeis vossos mensageiros, *
do fogo e chama fazeis vossos servidores.

– 5A terra vós firmastes em suas bases, *
ficará firme pelos séculos sem fim;
– 6os mares a cobriam como um manto, *
e as águas envolviam as montanhas.

– 7Ante a vossa ameaça elas fugiram, *
e tremeram ao ouvir vosso trovão;
– 8saltaram montes e desceram pelos vales *
ao lugar que destinastes para elas;
– 9elas não passam dos limites que fixastes, *
e não voltam a cobrir de novo a terra.

– 10Fazeis brotar em meio aos vales as nascentes *
que passam serpeando entre as montanhas;
– 11dão de beber aos animais todos do campo, *
e os da selva nelas matam sua sede;
– 12às suas margens vêm morar os passarinhos, *
entre os ramos eles erguem o seu canto.

Glória ao Pai e ao Filho e ao Espírito Santo.
Como era no princípio, agora e sempre. Amém. Aleluia.

Ant. Ó meu Deus e meu Senhor, como sois grande!
Aleluia.


Ant. 2 Com vossos frutos saciais a terra inteira. Aleluia.

II

 13De vossa casa as montanhas irrigais, *
com vossos frutos saciais a terra inteira;
– 14fazeis crescer os verdes pastos para o gado *
e as plantas que são úteis para o homem;

– 15para da terra extrair o seu sustento *
e o vinho que alegra o coração,
– o óleo que ilumina a sua face *
e o pão que revigora suas forças.

– 16As árvores do Senhor são bem viçosas *
e os cedros que no Líbano plantou;
– 17as aves ali fazem os seus ninhos *
e a cegonha faz a casa em suas copas;
– 18os altos montes são refúgio dos cabritos, *
os rochedos são abrigo das marmotas.

– 19Para o tempo assinalar destes a lua,*
e o sol conhece a hora de se pôr;
– 20estendeis a escuridão e vem a noite, *
logo as feras andam soltas na floresta;
– 21eis que rugem os leões, buscando a presa, *
e de Deus eles reclamam seu sustento.

– 22Quando o sol vai despontando, se retiram, *
e de novo vão deitar-se em suas tocas.
– 23Então o homem sai para o trabalho, *
para a labuta que se estende até à tarde.

Glória ao Pai e ao Filho e ao Espírito Santo.
Como era no princípio, agora e sempre. Amém. Aleluia.

Ant. Com vossos frutos saciais a terra inteira. Aleluia.

Ant. 3 Que a glória do Senhor perdure sempre. Aleluia.

III

=24Quão numerosas, ó Senhor, são vossas obras, ?
e que sabedoria em todas elas! *
Encheu-se a terra com as vossas criaturas!

=25Eis o mar tão espaçoso e tão imenso, ?
no qual se movem seres incontáveis, *
gigantescos animais e pequeninos;
=26nele os navios vão seguindo as suas rotas, ?
e o monstro do oceano que criastes *
nele vive e dentro dele se diverte.

– 27Todos eles, ó Senhor, de vós esperam *
que a seu tempo vós lhes deis o alimento;
– 28vós lhes dais o que comer e eles recolhem, *
vós abris a vossa mão e eles se fartam.

=29Se escondeis a vossa face, se apavoram, ?
se tirais o seu respiro, eles perecem *
e voltam para o pó de onde vieram;
– 30enviais o vosso espírito e renascem *
e da terra toda a face renovais.

– 31Que a glória do Senhor perdure sempre, *
e alegre-se o Senhor em suas obras!
– 32Ele olha para a terra, ela estremece; *
quando toca as montanhas, lançam fogo.

– 33Vou cantar ao Senhor Deus por toda a vida, *
salmodiar para o meu Deus enquanto existo.
– 34Hoje seja-lhe agradável o meu canto, *
pois o Senhor é a minha grande alegria!

=35Desapareçam desta terra os pecadores, ?
e pereçam os perversos para sempre! *
Bendize, ó minha alma, ao Senhor!

Glória ao Pai e ao Filho e ao Espírito Santo.
Como era no princípio, agora e sempre. Amém. Aleluia.

Ant. Que a glória do Senhor perdure sempre. Aleluia.

V. Deus, o Pai, que a Jesus
nosso Senhor ressuscitou. Aleluia,
R. Nos fará também a nós
ressuscitar por seu poder. Aleluia.


Primeira leitura


Da Primeira Carta de São Pedro             2,11-25

Os cristãos são estrangeiros no mundo

        11Amados, eu vos exorto como a estrangeiros e migrantes: afastai-vos das humanas paixões, que fazem guerra contra vós mesmos. 12Tende bom procedimento no meio dos gentios. Deste modo, mesmo caluniando-vos, como se fôsseis malfeitores, eles poderão observar a vossa boa atuação e glorificar a Deus, no dia de sua visitação.
        13Sede submissos a toda autoridade humana, por amor ao Senhor, quer ao imperador, como soberano, 14quer aos governadores, que por ordem de Deus castigam os malfeitores e premiam os que fazem o bem. 15Pois a vontade de Deus é precisamente esta: que, fazendo o bem, caleis a ignorância dos insensatos. 16Conduzi-vos como pessoas livres, mas sem usar a liberdade como pretexto para o mal. Pelo contrário, sede servidores de Deus.
        17Honrai a todos, e amai os irmãos. Tende temor de Deus, e honrai o rei.
        18Vós, servos da família, submetei-vos aos patrões com todo o respeito, e não só aos que são bons e afáveis, como também aos que são difíceis. 19De fato, se suportais sofrimento injusto com o pensamento em Deus, isso lhe agrada. 20Pois que glória há em sofrer, se sois castigados por vossos pecados? Mas, se suportais com paciência aquilo que sofreis por ter feito o bem, isto vos torna agradáveis diante de Deus. 21De fato, para isto fostes chamados.
Também Cristo sofreu por vós
deixando-vos um exemplo,
a fim de que sigais os seus passos.
22Ele não cometeu pecado algum,
mentira nenhuma foi encontrada em sua boca.
23Quando injuriado, não retribuía as injúrias;
atormentado, não ameaçava;
antes, colocava a sua causa nas mãos daquele
que julga com justiça.
24Sobre a cruz, carregou nossos pecados
em seu próprio corpo,
a fim de que, mortos para os pecados,
vivamos para a justiça.
Por suas feridas fostes curados.
        25 Andáveis como ovelhas desgarradas, mas agora voltastes ao pastor e guarda de vossas vidas.

Responsório 1Pd 2,21.24

V. O Cristo por vós padeceu,
deixou-vos o exemplo a seguir:
* Sigamos, portanto, seus passos! Aleluia.
V. Carregou sobre si nossas culpas
em seu corpo, no lenho da cruz,
para que mortos aos nossos pecados,
na justiça de Deus nós vivamos. * Sigamos.


Segunda leitura

Da Homilia pascal de um Autor antigo
(Sermo 35, 6-9:PL17 [ed. 1879],696-697)

Cristo, autor da ressurreição e da vida

        Lembrando a felicidade da salvação recuperada, Paulo exclama: assim como por Adão entrou a morte neste mundo, da mesma forma por Cristo foi restituída a salvação ao mundo. (cf. Rm 5,12). E ainda: O primeiro homem, tirado da terra, é terrestre; o segundo homem, que vem do céu, é celeste (1Cor 15,47).
        E prossegue, dizendo: Como já refletimos a imagem do homem terreno, isto é, envelhecido pelo pecado, assim também refletimos a imagem do celeste (1Cor 15,49), ou seja, conservaremos a salvação do homem recuperado, redimido, renovado e purificado em Cristo. Segundo o mesmo Apóstolo, Cristo é o princípio, quer dizer, é o autor da ressurreição e da vida; em seguida, vêm os que são de Cristo, isto é, os que vivendo na imitação da sua santidade, podem considerar-se sempre seguros na esperança da sua ressurreição e receber com ele a glória da promessa celeste. É o próprio Senhor quem afirma no Evangelho: Quem me segue não perecerá, mas passará da morte para a vida (cf. Jo 5,24).
        Deste modo, a paixão do Salvador é a salvação da vida humana. Precisamente para isso ele quis morrer por nós, a fim de que, acreditando nele, vivamos para sempre. Ele quis, por algum tempo, tornar-se o que somos, para que, alcançando a sua promessa de eternidade, vivamos com ele para sempre.
        É esta a imensa graça dos mistérios celestes, é este o dom da Páscoa, é esta a grande festa anual tão esperada, é este o princípio da nova criação.
        Nesta solenidade, os novos filhos que são gerados nas águas vivificantes da santa Igreja, com a simplicidade de crianças recém-nascidas, fazem ouvir o balbuciar da sua consciência inocente. Nesta solenidade, os pais e mães cristãos obtêm, por meio da fé, uma nova e inumerável descendência.
        Nesta solenidade, à sombra da árvore da fé, brilha o esplendor dos círios com o fulgor que irradia da pura fonte batismal. Nesta solenidade, desce do céu o dom da graça que santifica os recém-nascidos e o sacramento espiritual do admirável mistério que os alimenta.
        Nesta solenidade, a assembleia dos fiéis, alimentada no regaço materno da santa Igreja, formando um só povo e uma só família, adorando a Unidade da natureza divina e o nome da Trindade, canta com o Profeta o salmo da grande festa anual: Este é o dia que o Senhor fez para nós, alegremo-nos e nele exultemos (Sl 117,24).
        Mas, pergunto, que dia é este? Precisamente, aquele que nos trouxe o princípio da vida, a origem e o autor da luz, o próprio Senhor Jesus Cristo que de si mesmo afirma: Eu sou a luz. Se alguém caminha de dia, não tropeça (Jo 8,12; 11,9), quer dizer, aquele que em todas as coisas segue a Cristo, chegará, seguindo os seus passos, ao trono da eterna luz. Assim pedia ele ao Pai em nosso favor, quando ainda vivia em seu corpo mortal, ao dizer: Pai, quero que onde eu estou, aí estejam também os que acreditaram em mim; para que assim como tu estás em mim e eu em ti, assim também eles estejam em nós (cf. Jo 17,20s).

Responsório 1Cor 15,47.49.48

R. 
O homem primeiro é terrestre porque é tirado da terra;
o segundo, porém, é celeste porque é do céu sua origem.
* Assim como em nós carregamos
a imagem do homem terrestre,
carreguemos em nós, igualmente,
a imagem do homem celeste. Aleluia.
V. Os terrestres são como o terrestre;
os celestes são como o celeste. * Assim como.



 HINO TE DEUM (A VÓS, Ó DEUS, LOUVAMOS)

A vós, ó Deus, louvamos,
a vós, Senhor, cantamos.
A vós, Eterno Pai,
adora toda a terra.

A vós cantam os anjos,
os céus e seus poderes:
Sois Santo, Santo, Santo,
Senhor, Deus do universo!

Proclamam céus e terra
a vossa imensa glória.
A vós celebra o coro
glorioso dos Apóstolos,

Vos louva dos Profetas
a nobre multidão
e o luminoso exército
dos vossos santos Mártires.

A vós por toda a terra
proclama a Santa Igreja,
ó Pai onipotente,
de imensa majestade,

e adora juntamente
o vosso Filho único,
Deus vivo e verdadeiro,
e ao vosso Santo Espírito.

Ó Cristo, Rei da glória,
do Pai eterno Filho,
nascestes duma Virgem,
a fim de nos salvar.

Sofrendo vós a morte,
da morte triunfastes
abrindo aos que têm fé
dos céus o reino eterno.

Sentastes à direita
de Deus, do Pai na glória.
Nós cremos que de nov
vireis como juiz.

Portanto, vos pedimos:
salvai os vossos servos,
que vós, Senhor, remistes
com sangue precioso.

Fazei-nos ser contados,
Senhor, vos suplicamos,
em meio a vossos santos
na vossa eterna glória.

(A parte que se segue pode ser omitida, se for oportuno).

Salvai o vosso povo.
Senhor, abençoai-o.
Regei-nos e guardai-nos
até a vida eterna.

Senhor, em cada dia,
fiéis, vos bendizemos,
louvamos vosso nome
agora e pelos séculos.

Dignai-vos, neste dia,
guardar-nos do pecado.
Senhor, tende piedade
de nós, que a vós clamamos.

Que desça sobre nós,
Senhor, a vossa graça,
porque em vós pusemos
a nossa confiança.

Fazei que eu, para sempre,
não seja envergonhado:
Em vós, Senhor, confio,
sois vós minha esperança!

Oração

Ó Deus, que nos alegrais todos os anos com a solenidade da ressurreição do Senhor, concedei-nos, pelas festas que celebramos nesta vida, chegar às eternas alegrias. Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, na unidade do Espírito Santo.

Conclusão da Hora

V. Bendigamos ao Senhor.
R. Graças a Deus.

Categorias

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *