Ofício das Leituras da Memória de São Martinho, bispo

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V. Vinde, ó Deus, em meu aulio.
R. Socorrei-me sem demora.
Glória ao Pai e ao Filho e ao Esrito Santo. *
Como era no prinpio, agora e sempre. Amém. Aleluia.

Hino

Ao fiel confessor do Senhor
canta a terra com grande alegria.
Mereceu penetrar, glorioso,
nas alturas do céu, neste dia.

Piedoso, prudente e humilde,
casto e sóbrio, constante na paz,
foi até o momento supremo,
que do corpo a morada desfaz.

Vão, por isso, ao sepulcro do santo
implorar a saúde os doentes
e, invocando o Senhor em seu nome,
são curados e voltam contentes.

Nós, agora, cantamos um hino
ao seu nome, em alegre coral.
Seu convívio possamos um dia
partilhar no festim eternal.

Salvação e poder à Trindade
que as alturas celestes habita,
e governa e dirige este mundo
com ciência e bondade infinita.

Salmodia

Ant. 1 Foi vossa mão e a luz de vossa face,
que no passado salvaram nossos pais.

Salmo 43(44)

Calamidades do povo

Em tudo isso, somos mais que vencedores, graças àquele que nos amou (Rm 8,37).

I

2 Ó Deus, nossos ouvidos escutaram, *
e contaram para nós, os nossos pais,
– as obras que operastes em seus dias, *
em seus dias e nos tempos de outrora:

=3 Expulsastes as nações com vossa mão, †
e plantastes nossos pais em seu lugar; *
para aumen-los, abatestes outros povos.
4 Não conquistaram essa terra pela espada, *
nem foi seu braço que lhes deu a salvação;

– foi, porém, a vossa mão e vosso braço *
e o esplendor de vossa face e o vosso amor.
5 Sois vós, o meu Senhor e o meu Rei, *
que destes as vitórias a Jacó;
6 com vossa ajuda é que vencemos o inimigo, *
por vosso nome é que pisamos o agressor.

7 Eu não pus a confiança no meu arco, *
a minha espada não me pôde libertar;
8 mas fostes vós que nos livrastes do inimigo, *
e cobristes de vergonha o opressor.
9 Em vós, ó Deus, nos gloriamos todo dia, *
celebrando o vosso nome sem cessar.

Ant. Foi vossa mão e a luz de vossa face,
que no passado salvaram nossos pais.

Ant. 2 O Senhor não afasta de vós a sua face,
se a ele voltardes de todo coração.

II

10 Porém, agora nos deixastes e humilhastes, *
já não saís com nossas tropas para a guerra!
11 Vós nos fizestes recuar ante o inimigo, *
os adverrios nos pilharam à vontade.

12 Como ovelhas nos levastes para o corte, *
e no meio das nações nos dispersastes.
13 Vendestes vosso povo a preço baixo, *
e não lucrastes muita coisa com a venda!

14 De nós fizestes o escárnio dos vizinhos, *
zombaria e gozação dos que nos cercam;
15 para os pagãos somos motivo de anedotas, *
zombam de nós a sacudir sua cabeça.

16 À minha frente trago sempre esta desonra, *
e a vergonha se espalha no meu rosto,
17 ante os gritos de insultos e blasfêmias *
do inimigo sequioso de vingança.

Ant. O Senhor não afasta de vós a sua face,
se a ele voltardes de todo coração.

Ant. 3 Levantai-vos, ó Senhor,
não nos deixeis eternamente!

III

18 E tudo isso, sem vos termos esquecido *
e sem termos violado a Aliança;
19 sem que o nosso coração voltasse atrás, *
nem se afastassem nossos pés de vossa estrada!
20 Mas à cova dos chacais nos entregastes *
e com trevas pavorosas nos cobristes!

21 Se tivéssemos esquecido o nosso Deus *
e estendido nossas mãos a um Deus estranho,
22 Deus não teria, por acaso, percebido, *
ele que  o interior dos corações?
23 Por vossa causa nos massacram cada dia *
e nos levam como ovelha ao matadouro!

24 Levantai-vos, ó Senhor, por que dormis? *
Despertai! Não nos deixeis eternamente!
25 Por que nos escondeis a vossa face *
e esqueceis nossa opressão, nossa miséria?

26 Pois arrasada até o pó está noss’alma *
e ao chão está colado o nosso ventre.
– Levantai-vos, vinde logo em nosso auxílio, *
libertai-nos pela vossa compaixão!

Ant. Levantai-vos, ó Senhor, não nos deixeis eternamente!

V. Fazei brilhar vosso semblante ao vosso servo.

R. E ensinai-me vossas leis e mandamentos!
 

Primeira leitura

Do Livro do Profeta Daniel             9,1-4a.18-27

Oração e visão de Daniel

1 No primeiro ano de Dario, filho de Xerxes – o qual era medo e tinha sido feito rei sobre o reino dos caldeus – 2no primeiro anodo seu reinado, eu, Daniel, procurei clareza nas Escrituras a respeito do número de setenta anos que, de acordo com a palavra dirigida pelo Senhor ao profeta Jeremias, deveriam transcorrer sobre as ruínas de Jerusalém. 3Então voltei o rosto para o Senhor Deus, procurando dirigir-lhe preces e súplicas como convém, observando jejum, vestido de saco e sentado nas cinzas. 4Rezei portanto ao Senhor meu Deus, fazendo a seguinte confissão:

18 “Meu Deus, presta ouvidos e escuta, abre teus olhos e repara em nossas devastações e na cidade que tem teu nome,pois não é confiados nas nossas obras justas que apresentamos em tua presença as nossas humildes súplicas, mas sim confiados nas múltiplas provas de tua misericórdia. 19Senhor, escuta! Senhor, perdoa! Senhor, atende e passa à ação sem tardar, em atenção a ti, meu Deus! Pois tua cidade e teu povo são chamados por teu nome.”

20 Eu ainda estava proferindo minha oração e confessando o meu pecado e o pecado de meu povo de Israel, estava propondo minha humilde súplica ao Senhor meu Deus em prol da montanha santa de meu Deus; 21sim, eu ainda estava recitando minha prece, quando Gabriel, o homem que eu tinha visto na visão, veio para junto de mim em voo veloz, à hora do sacrifício da tarde. 22Quando chegou, falou comigo nestes termos: “Daniel, eu vim para te esclarecer. 23Quando começavas a rezar, foi proclamada uma palavra, e eu estou aqui para comunicá-la, porque és um predileto. Portanto, presta atenção à palavra e procura compreender a visão:

24 Setenta semanas estão fixadas

sobre teu povo e tua santa cidade,

para pôr termo à impiedade,

selar os pecados e expiar a iniquidade,

para trazer justiça eterna,

selar visão e profeta e ungir algo de sacrossanto.

25 Fica sabendo e procura entender:

Desde que foi proclamada a palavra

a respeito da restauração e reconstrução de Jerusalém

até um ungido-chefe, vão sete semanas;

durante sessenta e duas semanas

será reconstruída a praça e o fosso da cidade,

mas em tempos de angústia.

26 Ao cabo destas sessenta e duas semanas

será eliminado um ungido,

e nada lhe substituirá.

A cidade e o santuário serão destruídos

pelo povo de um chefe que há de vir.

Seu fim se dará por inundação

e até o fim reinará guerra

com devastações decretadas.

27 Ele concluirá uma aliança firme com muitos

durante uma semana,

e na metade da semana

fará cessar sacrifícios e oferendas;

sobre a asa das abominações estará um devastador,

até que o extermínio decretado

se despeje sobre o devastador”.

Responsório             Br 2,16a; Dn 9,18a; Sl 79(80),20

R. De vossa santa habitação olhai do alto
e lembrai-vos de nós todos, Senhor Deus.
Inclinai o vosso ouvido e escutai-nos;
* Abri os olhos, vede a nossa aflição!
V. Convertei-nos, ó Senhor, Deus do universo
e sobre nós iluminai a vossa face!
Se voltardes para nós seremos salvos. * Abri.

Segunda leitura

Das Cartas de Sulpício Severo

(Epist.3,6.9-10.11.14-17.21: SCh 133,336-344)            (Séc.V)

Martinho, pobre e humilde

Martinho soube com muita antecedência o dia da sua morte e comunicou aos irmãos estar iminente a dissolução de seu corpo. Entretanto, surgiu a necessidade de ir à diocese de Candax, pois os eclesiásticos desta Igreja estavam em discórdia. Desejando restabelecer a paz, embora não ignorasse o fim de seus dias, não recusou partir, julgando que seria um excelente fecho de suas obras deixar a Igreja em paz.

Demorou-se por algum tempo na aldeia e na Igreja aonde fora, e a paz voltou para os clérigos. Quando já pensava em regressar ao mosteiro, começaram de repente a faltar-lhe as forças e, chamando os irmãos, disse-lhes que ia morrer. Diante disto todos se entristeceram grandemente, chorando e dizendo, a uma só voz: “Por que, pai, nos abandonas? A quem nos entregas, desolados? Lobos vorazes invadem teu rebanho; quem, ferido o pastor, nos livrará de seus dentes? Sabemos que desejas a Cristo, mas teus prêmios já estão seguros e não diminuirão com o adiamento! Tem compaixão de nós, a quem desamparas!” 

Comovido com estas lágrimas, ele que sempre possuíra entranhas de misericórdia, também chorou, segundo contam. Voltando-se então para o Senhor, respondeu aos queixosos somente com estas palavras: “Senhor, se ainda sou necessário a teu povo, não recuso o trabalho. Que se faça tua vontade”.

Que homem incomparável! O trabalho não o vence, a morte não o vencerá! Ele, que não se inclinava para nenhum dos lados, não temeria morrer e nem recusaria viver! No entanto, olhos e mãos sempre erguidos para o céu, não abandonava a oração o espírito invicto; e quando os presbíteros, que se haviam reunido junto dele, lhe pediram aliviar o frágil corpo, virando-o para o lado, disse: “Deixai-me, deixai-me, irmãos, olhar para o céu de preferência à terra, para que o espírito já se dirija ao caminho que o levará ao Senhor”. Dito isto, viu o demônio ali perto. “Por que estás aqui, fera nefasta? Nada em mim, ó cruel, encontrarás! O seio de Abraão me acolhe”.

Com estas palavras entregou o espírito ao céu. Martinho, feliz, é recebido no seio de Abraão; Martinho, pobre e humilde, entra rico no céu.

Responsório

R. Ó bispo São Martinho, realmente homem feliz!
Jamais foi encontrada, em seus lábios, a mentira;
a ninguém ele julgava e nunca condenava.
* Não havia em sua boca outra coisa a não ser
Jesus Cristo, a paz, o amor.
V. Homem digno de louvor!
Nem trabalho o derrotou, nem a morte o venceria,
nem morrer o apavorou e a viver não recusou.
* Não havia.


Oração

Ó Deus, que fostes glorificado pela vida e a morte do bispo São Martinho, renovai em nossos corações as maravilhas da vossa graça, de modo que nem a morte nem a vida nos possam separar do vosso amor. Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, na unidade do Espírito Santo.

Conclusão da Hora

V. Bendigamos ao Senhor.
R. Graças a Deus.

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Comments

  1. CARLOS JOSE CARNEIRO MURY disse:

    Parabens pelo trabalho

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