Ofício das Leituras da Memória de São José de Anchieta, presbítero

https://youtu.be/8gw9dFYLXYc

V. Vinde, ó Deus, em meu aulio.
R. Socorrei-me sem demora.
Glória ao Pai e ao Filho e ao Esrito Santo. *
Como era no prinpio, agora e sempre. Amém. Aleluia.

Hino

I. Quando se diz o Ofício das Leituras durante a noite ou de madrugada:

Despertados no meio da noite,
meditando, em vigília e louvor,
entoemos com todas as forças
nosso canto vibrante ao Senhor,

para que celebrando em conjunto
deste Rei glorioso os louvores,
mereçamos viver, com seus santos,
vida plena nos seus esplendores.

Esse dom nos conceda a Trindade,
Pai e Filho e Amor, Sumo Bem,
cuja glória ressoa na terra
e no céu pelos séculos. Amém.

II. Quando se diz o Ofício das Leituras durante o dia:

Deus bondoso, inclinai o vosso ouvido,
por piedade, acolhei a nossa prece.
Escutai a oração dos vossos servos,
como Pai que dos seus filhos não se esquece.

Para nós volvei, sereno, a vossa face,
pois a vós nos confiamos sem reserva;
conservai as nossas lâmpadas acesas,
afastai do coração todas as trevas.

Compassivo, absolvei os nossos crimes,
libertai-nos, e as algemas nos quebrai;
os que jazem abatidos sobre a terra
com a vossa mão direita levantai.

Glória a Deus, fonte e raiz de todo ser,
glória a vós, do Pai nascido, Sumo Bem,
sempre unidos pelo Amor do mesmo Espírito,
Deus que reina pelos séculos. Amém.

Salmodia

Ant. 1 Confia ao Senhor o teu destino;
confia nele e com certeza ele agi.

Salmo 36(37)

O destino dos maus e dos bons

Bem-aventurados os mansos, porque possuirão a terra (Mt 5,5).

I

1 Não te irrites com as obras dos malvados *
nem invejes as pessoas desonestas;
2 eles murcham tão depressa como a grama, *
como a erva verdejante secarão.

3 Confia no Senhor e faze o bem, *
e sobre a terra habitarás em segurança.
4 Coloca no Senhor tua alegria, *
e ele da o que pedir teu coração.

5 Deixa aos cuidados do Senhor o teu destino; *
confia nele, e com certeza ele agirá.
6 Fará brilhar tua inocência como a luz, *
e o teu direito, como o sol do meio-dia.

7 Repousa no Senhor e espera nele! *
Não cobices a fortuna desonesta,
– nem invejes quem vai bem na sua vida *
mas oprime os pequeninos e os humildes.

8 Acalma a ira e depõe o teu furor! *
Não te irrites, pois seria um mal a mais!
9 Porque serão exterminados os perversos, *
e os que esperam no Senhor terão a terra.

10 Mais um pouco e já os ímpios não existem; *
se procuras seu lugar, não o acharás.
11 Mas os mansos herdarão a nova terra, *
nela gozarão de imensa paz.

Ant. Confia ao Senhor o teu destino;
confia nele e com certeza ele agi.

Ant. 2 Afasta-te do mal e faze o bem,
pois a força do homem justo é o Senhor.

II

12 O pecador arma ciladas contra o justo *
e, ameaçando, range os dentes contra ele;
13 mas o Senhor zomba do ímpio e ri-se dele, *
porque sabe que o seu dia vai chegar.

14 Os ímpios já retesam os seus arcos *
tiram sua espada da bainha,
– para abater os infelizes e os pequenos *
e matar os que estão no bom caminho;
15 mas sua espada há de ferir seus corações, *
e os seus arcos hão de ser despedaçados.

16 Os poucos bens do homem justo valem mais *
do que a fortuna fabulosa dos iníquos.
17 Pois os braços dos malvados vão quebrar-se, *
mas aos justos é o Senhor que os sustenta.

18 O Senhor cuida da vida dos honestos, *
e sua herança permanece eternamente.
19 Não serão envergonhados nos maus dias, *
mas nos tempos de penúria, saciados.

20 Mas os ímpios com certeza morrerão, *
perecerão os inimigos do Senhor;
– como as flores das campinas secarão, *
e sumirão como a fumaça pelos ares.

21 O ímpio pede emprestado e não devolve, *
mas o justo é generoso e dá esmola.
22 Os que Deus abençoar, terão a terra; *
os que amaldiçoar, se perderão.

23 É o Senhor quem firma os passos dos mortais *
e dirige o caminhar dos que lhe agradam;
24 mesmo se caem, não irão ficar prostrados, *
pois é o Senhor quem os sustenta pela mão.

=25 Já fui jovem e sou hoje um ancião, †
mas nunca vi um homem justo abandonado, *
nem seus filhos mendigando o próprio pão.
26 Pode sempre emprestar e ter piedade; *
seus descendentes hão de ser abençoados.

27 Afasta-te do mal e faze o bem, *
e terás tua morada para sempre.
28 Porque o Senhor Deus ama a justiça, *
e jamais ele abandona os seus amigos.

– Os malfeitores hão de ser exterminados, *
e a descendência dos malvados destruída;
29 mas os justos herdarão a nova terra *
nela habitarão eternamente.

Ant. Afasta-te do mal e faze o bem,
pois a força do homem justo é o Senhor.

Ant. 3 Confia em Deus e segue sempre seus caminhos!

III

30 O justo tem nos bios o que é bio, *
sua língua tem palavras de justiça;
31 traz a Aliança do seu Deus no coração, *
e seus passos não vacilam no caminho.

32 O ímpio fica à espreita do homem justo, *
estudando de que modo o matará;
33 mas o Senhor não o entrega em suas mãos, *
nem o condena quando vai a julgamento.

34 Confia em Deus e segue sempre seus caminhos; *
ele have de te exaltar e engrandecer;
– possuirás a nova terra por herança, *
e assistirás à perdição dos malfeitores.

35 Eu vi o ímpio levantar-se com soberba, *
elevar-se como um cedro exuberante;
36 depois passei por lá e já não era, *
procurei o seu lugar e não o achei.

37 Observa bem o homem justo e o honesto: *
quem ama a paz terá bendita descendência.
38 Mas os ímpios serão todos destruídos, *
e a sua descendência exterminada.

39 A salvação dos piedosos vem de Deus; *
ele os protege nos momentos de aflição.
=40 O Senhor lhes dá ajuda e os liberta, †
defende-os e protege-os contra os ímpios, *
e os guarda porque nele confiaram.

Ant. Confia em Deus e segue sempre seus caminhos!

V. Dai-me bom senso, retidão, sabedoria,
R. Pois tenho  nos vossos santos mandamentos.

Primeira leitura

Do Livro de Josué             2,1-24

Pela fé, a prostituta Raab
acolhe pacificamente os espiões

Naqueles dias: 1Josué, filho de Nun, enviou secretamente de Setim dois espiões, dizendo: “Ide reconhecer a terra e a cidade de Jericó”. Eles foram e entraram na casa de uma prostituta chamada Raab, e lá se hospedaram. 2Então foram avisar o rei de Jericó: “Eis que esta noite vieram aqui alguns filhos de Israel para espionar a terra”. 3O rei de Jericó mandou dizer a Raab: “Faze sair os homens que vieram a ti e entraram em tua casa, pois são espiões e vieram reconhecer todo o país”. 4A mulher, porém, tomou os dois homens e os escondeu. Depois disse: “Os homens de fato vieram a mim, mas eu não sabia de onde eram. 5Quando as portas da cidade iam ser fechadas, ao escurecer, os homens saíram e não sei para onde foram. Persegui-os depressa, e os alcançareis”. 6Ela, porém, os fizera subir ao terraço de sua casa e os escondera entre os feixes de linho que ali estavam. 7Os homens os perseguiram pelo caminho que dá para os vaus do Jordão e, logo que os perseguidores saíram, as portas da cidade foram fechadas.

8Antes que os espias se deitassem, a mulher subiu até eles, no terraço, e disse: 9“Eu sei que o Senhor vos entregou este país, que o terror se apoderou de nós e que todos os habitantes do país tremeram diante de vós. 10Pois ouvimos dizer que o Senhor fez secar as águas do mar Vermelho à vossa frente, quando saístes do Egito, e o que fizestes aos dois reis dos amorreus que estavam do outro lado do Jordão, Seon e Og, que vós exterminastes. 11Quando ouvimos isto, tivemos grande medo, o nosso coração desfaleceu, e nenhum de nós tem ânimo diante de vossa presença; porque o Senhor vosso Deus é Deus lá em cima no céu, e aqui embaixo na terra. 12Agora, jurai-me pelo Senhor que, assim como eu usei de misericórdia convosco, assim vós atuareis com a casa de meu pai; e que me dareis um sinal seguro 13de que salvareis meu pai, minha mãe, meus irmãos e minhas irmãs, e todos os seus, e de que nos livrareis da morte”. 14Os homens disseram-lhe: “Nossa vida em troca da tua, contanto que não denuncies a nossa missão. Quando o Senhor nos entregar este país, agiremos contigo com misericórdia e lealdade”. 15Ela, então, os fez descer com uma corda pela janela, pois a casa onde morava se encontrava sobre a muralha. 16E disse-lhes: “Ide para a montanha, para que os perseguidores não caiam sobre vós; ficai lá escondidos três dias, até que os perseguidores voltem; depois continuareis o vosso caminho”.

17Os homens disseram-lhe: “Eis como iremos manter este juramento a que nos obrigaste: 18quando entrarmos no país, amararás este cordão de fio escarlate na janela por onde nos fizeste descer, e reunirás em tua casa teu pai, tua mãe, teus irmãos e toda a família de teu pai. 19Se alguém sair para fora da porta de tua casa, o seu sangue lhe cairá sobre a cabeça, e nós seremos inocentes; mas o sangue de todo aquele que estiver contigo em tua casa caia sobre a nossa cabeça, se alguém nele puser a mão. 20Contudo, se traíres esta palavra, se denunciares a nossa missão, estaremos livres do juramento a que nos obrigaste”. 21Ela respondeu: “Seja conforme as vossas palavras”. E, deixando-os partir, amarou o cordão de fio escarlate na janela.

22Eles partiram, então, para a montanha, lá permanecendo três dias, até que os perseguidores voltassem. Estes procuraram-nos por todo o caminho, mas nada encontraram. 23Os dois homens desceram então da montanha e, atravessando o Jordão, vieram até Josué, filho de Nun, e contaram-lhe tudo o que lhes havia acontecido. 24E disseram-lhe: “O Senhor entregou toda esta terra em nossas mãos, e todos os seus habitantes estão tremendo de medo por nossa causa”.

Responsório             Tg 2,24-26; Hb 11,31

R. Justificada é a pessoa pelas obras
e não unicamente pela fé.
Não foi por suas obras que Raab
tornou-se justa ao acolher os espiões,
fazendo-os voltar por outra via?
* Como o corpo sem espírito é morto,
assim também é morta a fé sem obras.
V. Raab, a meretriz, por sua fé,
não pereceu com os que haviam resistido
porque escondeu os espiões em sua casa.
* Como o corpo.

Segunda leitura

Das Cartas de São José de Anchieta ao Prepósito-Geral Diego Láyñez

(Carta de 1º de junho de 1560; cf. Serafim da Silva Leite SJ, Cartas dos primeiros jesuítas do Brasil, vol. 3 (1558- 1563),São Paulo 1954, p.253-255)

(Séc.XVI)

Nada é árduo aos que têm por fim somente a honra de Deus e a salvação das almas

De outros muitos poderia contar, máxime escravos, dos quais uns morrem batizados de pouco, outros já há dias que o foram; acabando sua confissão vão para o Senhor. Pelo que, quase sem cessar, andamos visitando várias povoações, assim de Índios como de Portugueses, sem fazer caso das calmas, chuvas ou grandes enchentes de rios,e muitas vezes de noite por bosques mui escuros a socorrermos aos enfermos, não sem grande trabalho, assim pela aspereza dos caminhos, como pela incomodidade do tempo, máxime sendo tantas estas povoações e tão longe umas das outras, que não somos bastantes a acudir tão várias necessidades, como ocorrem, nem mesmo que fôramos muito mais, não poderíamos bastar. Ajunta-se a isto, que nós outros que socorremos as necessidades dos outros, muitas vezes estamos mal dispostos e, fatigados de dores, desfalecemos no caminho, de maneira que apenas o podemos acabar; assim que não menos parecem ter necessidade de ajuda os médicos que os mesmos enfermos. Mas nada é árduo aos que têm por fim somente a honra de Deus e a salvação das almas, pelas quais não duvidarão dar a vida. Muitas vezes nos levantamos do sono, ora para os enfermos, ora para os que morrem.

Hei me detido em contar os que morrem, porque aquele se há de julgar verdadeiro fruto que permanece até o fim; porque dos vivos não ousarei contar nada, por ser tanta a inconstância em muitos, que não se pode nem se deve prometer deles coisa que haja muito de durar. Mas bem-aventurados aqueles que morrem no Senhor (Ap 14,13), os quais livres das perigosas águas deste mudável mar, abraçada a fé e os mandamentos do Senhor, são transladados à vida, soltos das prisões da morte, e assim os bem-aventurados êxitos destes nos dão tanta consolação, que pode mitigar a dor que recebemos da malícia dos vivos. E contudo trabalhamos com muita diligência em a sua doutrina, os admoestamos em públicas predicações e particulares práticas, que perseverem no que têm aprendido. Confessam-se e comungam muitos cada domingo; vêm também de outros lugares onde estão dispersados a ouvir as Missas e confessar-se.

Responsório             Cf. 1Cor 9,19; 1Ts 2,9; 1Cor 4,15

R. De todos fiz-me servo, a fim de conquistar
o maior número possível de seguidores de Jesus.
* Labutamos noite e dia, a fim de proclamarmos
o Evangelho do Senhor. Aleluia.
V. Ainda que tivésseis educadores numerosos,
não teríeis muitos pais, pois, eu, pelo Evangelho,
vos gerei em Jesus Cristo. * Labutamos.

Oração

Derramai, Senhor, sobre nós a vossa graça, a fim de que, a exemplo de São José de Anchieta, apóstolo do Brasil, sirvamos fielmente ao Evangelho, tornando-nos tudo para todos, e nos esforcemos em ganhar para vós nossos irmãos no amor de Cristo. Que convosco vive e reina, na unidade do Espírito Santo.

Conclusão da Hora

V. Bendigamos ao Senhor.
R. Graças a Deus.


Comments

One response to “Ofício das Leituras da Memória de São José de Anchieta, presbítero”

  1. Avatar de Geraldo Corrêa Filho
    Geraldo Corrêa Filho

    Deixa tua oferta

    Estes são homens santos que se tornaram amigos de Deus, gloriosos arautos de sua mensagem.

    Oração do dia
    Derramai, Senhor, sobre nós a vossa graça, a fim de que, a exemplo do são José de Anchieta, apóstolo do Brasil, sirvamos fielmente ao Evangelho, tornando-nos tudo para todos, e nos esforcemos em ganhar para vós nossos irmãos no amor de Cristo. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, Vosso Filho, na unidade do Espírito Santo.

    ‘ …e vai primeiro reconciliar-te com o teu irmão. ‘

    https://padrepauloricardo.org/episodios/sempre-e-pecado-sentir-raiva

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