Ofício das Leituras
V. Vinde, ó Deus, em meu auxílio.
R. Socorrei-me sem demora.
Glória ao Pai e ao Filho e ao Espírito Santo. *
Como era no princípio, agora e sempre. Amém. Aleluia.
Hino
Eterno Sol, que envolveis
a criação de esplendor,
a vós, Luz pura das mentes,
dos corações o louvor.
Pelo poder do Espírito,
lâmpadas vivas brilharam.
Da salvação os caminhos
a todo o mundo apontaram.
Por estes servos da graça
fulgiu com novo esplendor
o que a palavra proclama
e que a razão demonstrou.
Tem parte em suas coroas,
pela doutrina mais pura,
este varão que louvamos
e como estrela fulgura.
Por seu auxílio pedimos:
dai-nos, ó Deus, caminhar
na direção da verdade
e assim a vós alcançar.
Ouvi-nos, Pai piedoso,
e vós, ó Filho, também,
com o Espírito Santo,
Rei para sempre. Amém.
Salmodia
Ant. 1 O Senhor, somente ele é que fez grandes maravilhas:
porque eterno é seu amor.
Salmo 135(136)
Hino pascal pelas maravilhas
do Deus criador e libertador
Anunciar as maravilhas de Deus é louvá-lo (Cassiodoro).
I
–1 Demos graças ao Senhor, porque ele é bom: *
Porque eterno é seu amor!
–2 Demos graças ao Senhor, Deus dos deuses: *
Porque eterno é seu amor!
–3 Demos graças ao Senhor dos senhores: *
Porque eterno é seu amor!
–4 Somente ele é que fez grandes maravilhas: *
Porque eterno é seu amor!
–5 Ele criou o firmamento com saber: *
Porque eterno é seu amor!
–6 Estendeu a terra firme sobre as águas: *
Porque eterno é seu amor!
–7 Ele criou os luminares mais brilhantes: *
Porque eterno é seu amor!
–8 Criou o sol para o dia presidir: *
Porque eterno é seu amor!
–9 Criou a lua e as estrelas para a noite: *
Porque eterno é seu amor!
Ant. O Senhor, somente ele é que fez grandes maravilhas:
porque eterno é seu amor.
Ant. 2 Tirou do meio deles Israel
com mão forte e com braço estendido.
II
–10 Ele feriu os primogênitos do Egito *
Porque eterno é seu amor!
–11 E tirou do meio deles Israel: *
Porque eterno é seu amor!
–12 Com mão forte e com braço estendido: *
Porque eterno é seu amor!
–13 Ele cortou o mar Vermelho em duas partes: *
Porque eterno é o seu amor!
–14 Fez passar no meio dele Israel: *
Porque eterno é o seu amor!
–15 E afogou o Faraó com suas tropas: *
Porque eterno é seu amor!
Ant. Tirou do meio deles Israel
com mão forte e com braço estendido.
Ant. 3 Demos graças ao Senhor, o Deus dos céus,
pois ele nos salvou dos inimigos.
III
–16 Ele guiou pelo deserto o seu povo: *
Porque eterno é seu amor!
–17 E feriu por causa dele grandes reis: *
Porque eterno é seu amor!
–18 Reis poderosos fez morrer por causa dele: *
Porque eterno é seu amor!
–19 A Seon que fora rei dos amorreus: *
Porque eterno é seu amor!
–20 E a Og, o soberano de Basã: *
Porque eterno é seu amor!
–21 Repartiu a terra deles como herança: *
Porque eterno é seu amor!
–22 Como herança a Israel, seu servidor: *
Porque eterno é seu amor!
–23 De nós, seu povo, humilhado, recordou-se: *
Porque eterno é seu amor!
–24 De nossos inimigos libertou-nos: *
Porque eterno é seu amor!
–25 A todo ser vivente ele alimenta: *
Porque eterno é seu amor!
–26 Demos graças ao Senhor, o Deus dos céus: *
Porque eterno é seu amor!
Ant. Demos graças ao Senhor, o Deus dos céus,
pois ele nos salvou dos inimigos.
V. Mostrai-nos, ó Senhor, vossos caminhos.
R. E fazei conhecer a vossa estrada!
Primeira leitura
Do Livro do Deuteronômio 16,1-17
As festas a serem celebradas
Naqueles dias, Moisés falou ao povo, dizendo:
1“Guarda o mês de Abib, celebrando a Páscoa do Senhor teu Deus. Pois foi precisamente no mês de Abib que o Senhor teu Deus te fez sair do Egito durante a noite. 2Farás o sacrifício pascal ao Senhor teu Deus, imolando alguma cria de ovelha ou vaca, no lugar que o Senhor teu Deus escolher para que nele habite o seu nome. 3Não comerás com ele pão fermentado;durante sete dias comerás sem fermento o pão da aflição, porque saíste às presas do Egito, para que assim, durante a vida toda, te lembres do dia em que saíste do Egito. 4Nesses sete dias, não se verá fermento em toda a extensão do teu território. Da vítima imolada à tarde do primeiro dia, nada ficará para a manhã seguinte. 5Não poderás sacrificar a Páscoa em qualquer de tuas cidades que o Senhor teu Deus te vai dar. 6Somente no lugar que o Senhor teu Deus tiver escolhido para que nele habite o seu nome, é que sacrificarás a Páscoa, à tarde, ao pôr-do-sol, hora da tua partida do Egito. 7Assarás e comerás a vítima no lugar que o Senhor teu Deus tiver escolhido. E, na manhã seguinte, voltarás para as tuas tendas. 8Durante seis dias comerás pães ázimos e no sétimo dia, porque é a assembléia do Senhor teu Deus, não fareis trabalho algum.
9Contarás sete semanas, iniciando a contagem das semanas com o dia em que se começa a meter a foice no trigo. 10Celebrarás então a festa das Semanas em honra do Senhor teu Deus, com ofertas espontâneas que farás na medida em que o Senhor teu Deus te houver abençoado. 11E te alegrarás na presença do Senhor teu Deus, com teu filho e tua filha, teu servo e tua serva e o levita que mora dentro de tua cidade,assim como o estrangeiro, o órfão e a viúva que habitam em teu meio, no lugar que o Senhor teu Deus escolher para nele habitar o seu nome. 12Lembra-te de que foste escravo no Egito e observa e faze as coisas que te são ordenadas.
13Celebrarás a festa dos Tabernáculos durante sete dias, uma vez recolhido o fruto da eira e do lagar. 14E te banquetearás nesta festa, tu, teu filho e tua filha, teu servo e tua serva, assim como o levita, o estrangeiro, o órfão e a viúva que habitam em tua cidade. 15Durante sete dias celebrarás a festa em honra do Senhor teu Deus, no lugar que o Senhor tiver escolhido. É que o Senhor teu Deus te abençoou em todas as tuas colheitas e em todo o trabalho de tuas mãos; por isso, te entregarás completamente à alegria.
16Três vezes ao ano, todos os teus homens deverão apresentar-se perante o Senhor teu Deus, no lugar que ele tiver escolhido: na festa dos Ázimos, na festa das Semanas e na festa dos Tabernáculos. Ninguém aparecerá perante o Senhor de mãos vazias, 17mas cada um oferecerá segundo o que tiver e segundo a bênção que o Senhor teu Deus te houver concedido”.
Responsório Cf. Dt 16,14.15; Na 2,1
R. Tu hás de te alegrar em tua festa,
tu mesmo com teu filho e tua filha,
o levita e também o estrangeiro,
o órfão e igualmente a viúva.
* O Senhor te abençoará e estarás na alegria.
V. Sobre os montes, eis os passos de que
não são difíceis de guardar.
V. É perfeito o amor de Deus, em quem guarda sua
Segunda leitura
Da Introdução à Vida Devota, de São Francisco de Sales, bispo
(Pars 1, cap. 3) (Séc.XVII)
A devoção deve ser praticada de modos diferentes
Na criação, Deus Criador mandou às plantas que cada uma produzisse fruto conforme sua espécie. Do mesmo modo, ele ordenou aos cristãos, plantas vivas de sua Igreja, que produzissem frutos de devoção, cada qual de acordo com sua categoria, estado e vocação.
A devoção deve ser praticada de modos diferentes pelo nobre e pelo operário, pelo servo e pelo príncipe, pela viúva, pela solteira ou pela casada. E isto ainda não basta. A prática da devoção deve adaptar-se às forças, aos trabalhos e aos deveres particulares de cada um.
Dize-me, por favor, Filotéia, se seria conveniente que os bispos quisessem viver na solidão como os cartuxos; que os casados não se preocupassem em aumentar seus ganhos mais que os capuchinhos; que o operário passasse o dia todo na igreja como o religioso; e que o religioso estivesse sempre disponível para todo tipo de encontros a serviço do próximo, como o bispo. Não seria ridícula, confusa e intolerável esta devoção?
Contudo, este erro absurdo acontece muitíssimas vezes. E no entanto, Filotéia, a devoção quando é verdadeira não prejudica a ninguém; pelo contrário, tudo aperfeiçoa e consuma. E quando se torna contrária à legítima ocupação de alguém, é falsa, sem dúvida alguma.
A abelha extrai seu mel das flores sem lhes causar dano algum, deixando-as intactas e frescas como encontrou. Todavia, a verdadeira devoção age melhor ainda, porque não somente não prejudica a qualquer espécie de vocação ou tarefa, mas ainda as engrandece e embeleza.
Toda a variedade de pedras preciosas lançadas no mel, tornam-se mais brilhantes, cada qual conforme sua cor; assim também cada um se torna mais agradável e perfeito em sua vocação quando esta for conjugada com a devoção: o cuidado da família se torna tranquilo, o amor mútuo entre marido e mulher, mais sincero, o serviço que se presta ao príncipe, mais fiel, e mais suave e agradável o desempenho de todas as ocupações.
É um erro, senão até mesmo uma heresia, querer excluir a vida devota dos quartéis de soldados, das oficinas dos operários, dos palácios dos príncipes, do lar das pessoas casadas. Confesso, porém, caríssima Filotéia, que a devoção puramente contemplativa, monástica e religiosa de modo algum pode ser praticada em tais ocupações ou condições. Mas, para além destas três espécies de devoção, existem muitas outras, próprias para o aperfeiçoamento daqueles que vivem no estado secular.
Portanto, onde quer que estejamos, devemos e podemos aspirar à vida perfeita.
Responsório Ef 4,32–5,1; Mt 11,29ab
R. Sede benignos com os outros e misericordiosos,
mutuamente perdoando-vos,
como Deus vos perdoou através de Jesus Cristo.
* Sede, pois, imitadores do Senhor
como convém aos amados filhos seus.
V. Tomai meu jugo sobre vós e aprendei de mim que sou
de coração humilde e manso. * Sede, pois.
Oração
Ó Deus, para a salvação da humanidade, quisestes que São Francisco de Sales se fizesse tudo para todos; concedei que, a seu exemplo, manifestemos sempre a mansidão do vosso amor no serviço a nossos irmãos. Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, na unidade do Espírito Santo.
Conclusão da Hora
V. Bendigamos ao Senhor.
R. Graças a Deus.


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