Ofício das Leituras da Memória de Santo Atanásio, bispo e doutor da Igreja


https://youtu.be/QVkQiD64BGc

V. Vinde, ó Deus, em meu aulio.
R. Socorrei-me sem demora.
Glória ao Pai e ao Filho e ao Esrito Santo. *
Como era no prinpio, agora e sempre. Amém. Aleluia.

Hino

Exulte o céu do alto,
aplaudam terra e mar;
o Cristo, ressurgindo,
a vida vem nos dar. 

O tempo favorável
à terra já voltou;
felizes, contemplamos
o dia salvador, 

no qual o mundo, salvo
no sangue do Cordeiro,
já brilha em meio às trevas
com brilho verdadeiro. 

A morte mata a morte,
da culpa nos redime;
a força do vencido,
vencendo, apaga o crime. 

É esta a nossa espera,
é este o nosso gozo:
também ressurgiremos,
com Cristo glorioso. 

Por isso, celebremos
a Páscoa do Cordeiro,
repletos pela graça
do seu amor primeiro. 

Jesus, sede a alegria
perene dos remidos;
uni na vossa glória
da graça os renascidos. 

Louvor a vós, Jesus,
da morte vencedor,
reinando com o Pai
e o seu eterno Amor.

Salmodia

Ant. 1 O Senhor nos libertou do poder do opressor.

Salmo 77(78),40-72

Bondade de Deus e infidelidade do povo
ao longo da história da salvação

Esses fatos aconteceram para serem exemplos para nós (1Cor 10,6).

IV

40 Quantas vezes o tentaram no deserto *
e provocaram seu furor na solidão!
41 Eles tentavam o Senhor sempre de novo, *
e irritavam o Deus Santo de Israel;
42 não se lembravam do poder de sua mão *
nem do dia em que os livrou do opressor;

43 quando fez tantos milagres no Egito, *
seus prodígios no lugar chamado Tânis;
44 em sangue fez mudarem os seus rios, *
para que deles não pudessem mais beber.

45 Mandou-lhes moscas como fim de devorá-los, *
e também rãs que infestaram toda a terra;
46 pragas vorazes devoraram suas colheitas, *
e gafanhotos, o produto de seus campos.

47 Arrasou as suas vinhas com granizo *
e com geada destruiu suas figueiras;
48 a saraiva acabou com o seu gado *
e a peste exterminou o seu rebanho.

49 Descarregou todo o ardor de sua ira, *
a angústia e o terror em cima deles;
– com multidões de mensageiros da desgraça, *
50 deu livre curso à vazão de seu furor.

– Da morte não poupou as suas almas, *
e à peste entregou as suas vidas;
51 feriu os primogênitos do Egito, *
as primícias dos varões de suas tendas.

Ant. O Senhor nos libertou do poder do opressor.

Ant. 2 O Senhor nos conduziu para a Terra Prometida.

V

52 Fez sair seu povo eleito como ovelhas, *
conduziu-os qual rebanho no deserto;
53 Ele os guiou com segurança e sem temor, *
mas encobriu seus inimigos com o mar.

54 Conduziu-os para a Terra Prometida, *
para o Monte que seu braço conquistou;
55 expulsou diante deles outros povos *
e repartiu-lhes suas terras como herança.

– Nas tendas de outros povos fez morar *
todas as tribos e as famílias de Israel.
56 Mesmo assim, eles tentaram o Altíssimo, *
recusando-se a guardar os seus preceitos.

57 Como seus pais, se transviaram, e o traíram *
como um arco enganador que volta atrás;
58 irritaram-no com seus lugares altos, *
provocaram-lhe o ciúme com seus ídolos.

59 Deus ouviu e enfureceu-se contra eles, *
e repeliu com violência a Israel;
60 abandonou o tabernáculo de Silo *
e a tenda em que morava em meio aos homens.

61 Entregou a sua arca ao cativeiro, *
e às mãos do inimigo a sua glória;
62 fez perecer seu povo eleito pela espada, *
e contra a sua herança enfureceu-se.

63 O fogo devorou seus filhos jovens, *
as suas virgens não puderam mais casar;
64 seus sacerdotes pereceram pela espada, *
suas viúvas não puderam mais chorar.

Ant. O Senhor nos conduziu para a Terra Prometida.

Ant. 3 Escolheu a Davi, seu servidor,
para guiar o seu povo preferido.

VI

65 Mas o Senhor se despertou, como de um sono, *
como um guerreiro dominado pelo vinho;
66 feriu seus inimigos pelas costas *
e entregou-os à vergonha sempiterna.

67 Rejeitou então a tenda de José, *
e a tribo de Efraim não escolheu;
68 preferiu, porém, a tribo de Judá *
e o monte de Sião que sempre amou.

69 E construiu seu santuário como um céu, *
como a terra que firmou eternamente.
70 A Davi, seu servidor, ele escolheu *
e tirou-o do aprisco das ovelhas;

=71 ovelhas e cordeiros fez deixar, †
para seu povo de Jacó pastorear, *
e a Israel que escolheu por sua herança;
72 com reto coração apascentou-os *
e com mão habilidosa os conduziu.

Ant. Escolheu a Davi, seu servidor,
para guiar o seu povo preferido.

V. Deus nos fez renascer para a viva esperança, aleluia,
R. Pela ressurreição do Senhor dentre os mortos. Aleluia. 

Primeira leitura

Do Livro do Apocalipse    18,1-20 

A ruína da Babilônia

        Eu, João 1vi outro anjo descendo do céu. Tinha grande poder, e a terra ficou toda iluminada com a sua glória. 2Ele gritou com voz poderosa: “Caiu! Caiu Babilônia, a grande! Tornou-se morada de demônios, abrigo de todos os espíritos maus, abrigo de aves impuras e nojentas. 3Pois ela embebedou as nações com o vinho do furor da sua prostituição. Com ela se prostituíram os reis da terra, e os comerciantes da terra se enriqueceram com seu luxo desenfreado”.

        4Ouvi uma outra voz do céu, que dizia: “Sai dela, ó meu povo, para que não sejas cúmplice dos pecados dela, nem atingido por suas pragas. 5Seus pecados se amontoaram até o céu e Deus se lembrou das suas iniquidades. 6Pagai-lhe com a mesma moeda, restituí-lhe em dobro o que ela fez. Na taça que ela serviu, servi o dobro para ela. 7Quanto ela se enchia de glória e de luxo, devolvei-lhe agora em dor e luto. Pois dizia para si mesma: “Estou num trono como rainha, não sou viúva, nunca conhecerei luto”. 8Por isso, num só dia, as pragas a surpreenderão: morte, luto e fome. Ela será devorada pelo fogo, pois o Senhor Deus, que a julgou, é forte.

        9Os reis da terra, que se prostituíram com ela, aqueles que participavam do seu luxo, ao enxergar a fumaça do Incêndio vão chorar e bater no peito.10 Vão ficar longe dela, tom medo dos seus sofrimentos, e dirão: “Ai! Ai, ó Grande Cidade! Babilônia, cidade poderosa, uma hora bastou para o teu julgamento!”

        11 Os comerciantes de toda a terra também hão de chorar e por causa dela ficarão de luto, porque ninguém mais vai comprar as suas mercadorias: 12carregamentos de ouro e prata, pedras preciosas e pérolas, linho e púrpura, seda e escarlate, madeiras perfumadas de todo tipo, objetos de marfim e de madeira preciosa, de bronze, de ferro e de mármore, 13canela, temperos, perfumes, mirra e incenso, vinho e azeite, flor de farinha e trigo, bois e ovelhas, cavalos e carros, escravos e vidas humanas. 14″O fruto que almejavas afastou-se de ti. A opulência e o esplendor terminaram para ti, e nunca mais alguém os há de encontrar”.

        15Os comerciantes dessas coisas, que se enriqueceram às custas dela, vão lhe ficar longe com medo dos seus sofrimentos; e, chorando e vestindo luto, 16dirão: “Ai! Ai, ó Grande Cidade, vestida com linho fino, púrpura e escarlate, enfeitada com ouro e pedras preciosas e pérolas, 17uma hora bastou para destruir toda essa riqueza”.

        E todos os pilotos e navegantes, marinheiros e quantos trabalham no mar, ficaram longe, 18e ao ver o lugar do incêndio, gritaram: “Onde há igual à Grande Cidade?” 19E deitaram cinza na cabeça, choraram, ficaram de luto e grita­vam: “Ai! Ai, ó Grande Cidade! Com tua grandeza se enriqueceram todos os armadores. Bastou uma hora para ficares arruinada”. 20Alegra-te por causa dela, ó Céu, e também vós, santos, apóstolos e profetas, pois Deus julgou a vossa causa contra ela”. 

Responsório Is 52,1 Ib. 12b; Jr 51,45 (cf. Ap 18,4)

R. Deixai a Babilônia e purificai-vos,
ó vós, que levais os vasos de Deus!
Diante de vós irá o Senhor,
* E o Deus de Israel vos reunirá. Aleluia.
V. Deixai Babilônia, meu povo,
para que cada um se preserve da fúria e da ira de Deus.
* E o Deus. 
Santo, santo, santo, Senhor Deus onipotente!
* Toda a terra.
e hão de honrar-te os povos todos.

Segunda leitura

Dos Sermões de Santo Atanásio, bispo
(Oratio de incarnatione Verbi, 8-9:PG 25,110-111)        (Séc. IV) 

A encarnação do Verbo

        O Verbo de Deus, incorpóreo, incorruptível e imaterial, veio habitar no meio de nós, se bem que antes não estivesse ausente. De fato, nenhuma região do mundo jamais esteve privada de sua presença, porque, pela união com seu Pai, ele estava em todas as coisas e em todo lugar.

        Por amor de nós, veio a este mundo, isto é, mostrou-se a nós de modo sensível. Compadecido da fraqueza do gênero humano, comovido pelo nosso estado de corrupção, não suportando ver-nos dominados pela morte, tomou um corpo semelhante ao nosso. Assim fez para que não perecesse o que fora criado nem se tornasse inútil a obra de seu Pai e sua ao criar o homem. Ele não quis apenas habitar num corpo ou somente tornar-se visível. Se quisesse apenas tornar-se visível, teria certamente assumido um corpo mais excelente; mas assumiu o nosso corpo.

        Construiu no seio da Virgem um templo para si, isto é, um corpo; habitando nele, fê-lo instrumento mediante o qual se daria a conhecer. Assim, pois, assumindo um corpo semelhante ao nosso, e porque toda a humanidade estava sujeita à corrupção da morte, ele, no seu imenso amor por nós, ofereceu-o ao Pai, aceitando morrer por todos os homens. Deste modo, a lei da morte, promulgada contra a humanidade inteira, ficou anulada para aqueles que morrem em comunhão com ele. Tendo ferido o corpo do Senhor, a morte perdeu a possibilidade de fazer mal aos outros homens, seus semelhantes. Além disso, reconduziu o gênero humano da corrupção para a incorruptibilidade, da morte para a vida, fazendo desaparecer a morte – como a palha é consumida pelo fogo – por meio do corpo que assumira e pelo poder da ressurreição. Assumiu, portanto, um corpo mortal, para que esse corpo, unido ao Verbo que está acima de tudo, pudesse morrer por todos. E porque era habitação do Verbo, o corpo assumido tornou-se imortal e, pelo poder da ressurreição, remédio de imortalidade para toda a humanidade.

        Entregando à morte o corpo que tinha assumido, ele o ofereceu como sacrifício e vítima puríssima, libertando assim da morte todos os seus semelhantes; pois o ofereceu em sacrifício por todos.

        O Verbo de Deus, que é superior a todas as coisas, entregando e oferecendo em sacrifício o seu corpo, templo e instrumento da divindade, pagou com a sua morte a dívida que todos tínhamos contraído. Deste modo, o Filho incorruptível de Deus, tornando-se solidário com todos os homens por um corpo semelhante ao seu, tornou a todos participantes da sua imortalidade, a título de justiça com a promessa da imortalidade.

        Por conseguinte, a corrupção da morte já não tem poder algum sobre os homens, por causa do Verbo que por meio do seu corpo habita neles. 

Responsório                 Jr 15,19.29; 2Pd 2,1 

R. Tu serás a minha boca e farei de ti um muro
resistente como bronze, diante deste povo.
* Farão guerra contra ti, mas não te vencerão,
porque eu estou contigo. Aleluia.
V. Surgirão em vosso meio falsos mestres,
que trarão perniciosas heresias,
negando o Senhor que os resgatou. * Farão guerra. 

Oração

Deus eterno e todo-poderoso, que nos destes em Santo Atanásio um exímio defensor da divindade de vosso Filho, concedei-nos, por sua doutrina e proteção, crescer continuamente no vosso conhecimento e no vosso amor. Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, na unidade do Espírito Santo.

Conclusão da Hora

V. Bendigamos ao Senhor.
R. Graças a Deus.


Comments

One response to “Ofício das Leituras da Memória de Santo Atanásio, bispo e doutor da Igreja”

  1. Avatar de Maria Vanda Andrade da Silva
    Maria Vanda Andrade da Silva

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