Ofício das Leituras da Memória de Santo André Kim Taégon, presbítero, e Paulo Chóng Hasang, e seus companheiros, mártires

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V. Vinde, ó Deus, em meu aulio.
R. Socorrei-me sem demora.
Glória ao Pai e ao Filho e ao Esrito Santo. *
Como era no prinpio, agora e sempre. Amém. Aleluia.

Hino

Rei glorioso do mártir,
sois a coroa e o troféu,
pois desprezando esta terra,
procura apenas o céu.

Que o coração inclinando,
possais ouvir nossa voz;
vossos heróis celebrando,
supliquem eles por nós!

Se pela morte venceram,
mostrando tão grande amor,
vençamos nós pela vida
de santidade e louvor.

A vós, Deus uno, Deus trino,
sobe hoje nosso louvor,
pelos heróis que imitaram
a própria cruz do Senhor.

Salmodia

Ant. 1 Por vossa bondade, salvai-me, Senhor!

Salmo 6

O homem aflito pede clemência ao Senhor

Agora sinto-me angustiado. Pai, livra-me desta hora (Jo 12,27).

2 Repreendei-me, Senhor, mas sem ira; *
corrigi-me, mas não com furor!
=3 Piedade de mim: estou enfermo †
e curai o meu corpo doente! *
4 Minha alma está muito abatida!

= Até quando, Senhor, até quando.? †
5 Oh! voltai-vos a mim e poupai-me, *
e salvai-me por vossa bondade!

6 Porque, morto, ninguém vos recorda; *
pode alguém vos louvar no sepulcro?

=7 Esgotei-me de tanto gemer, †
banho o leito em meu pranto de noite, *
minha cama inundei com as lágrimas!
–8 Tenho os olhos turvados de mágoa, *
fiquei velho de tanto sofrer!

9 Afastai-vos de mim, malfeitores, *
porque Deus escutou meus soluços!
10 O Senhor escutou meus pedidos; *
o Senhor acolheu minha prece!
11 Apavorem-se os meus inimigos; *
com vergonha, se afastem depressa!

– Glória ao Pai e ao Filho e ao Espírito Santo. *
Como era no princípio, agora e sempre. Amém.

Ant. Por vossa bondade, salvai-me, Senhor!

Ant. 2 O Senhor é o refúgio do oprimido,
seu abrigo nos momentos de aflição.

Salmo 9 A(9)

Ação de graças pela vitória

De novo há de vir em sua glória para julgar os vivos e os mortos

I

2 Senhor, de coração vos darei graças, *
as vossas maravilhas cantarei!
3 Em vós exultarei de alegria, *
cantarei ao vosso nome, Deus Altíssimo!

4 Voltaram para trás meus inimigos, *
perante a vossa face pereceram;
5 defendestes meu direito e minha causa, *
juiz justo assentado em vosso trono.

6 Repreendestes as nações, e os maus perdestes, *
apagastes o seu nome para sempre.
=7 O inimigo se arruinou eternamente, †
suas cidades foram todas destruídas, *
e até sua lembrança exterminastes.

8 Mas Deus sentou-se para sempre no seu trono, *
preparou o tribunal do julgamento;
9 julgará o mundo inteiro com justiça, *
e as nações há de julgar com equidade.

10 O Senhor é o refúgio do oprimido, *
seu abrigo nos momentos de aflição.
11 Quem conhece o vosso nome, em vós espera, *
porque nunca abandonais quem vos procura.

– Glória ao Pai e ao Filho e ao Espírito Santo. *
Como era no princípio, agora e sempre. Amém.

Ant. O Senhor é o refúgio do oprimido,
seu abrigo nos momentos de aflição.

Ant. 3 Anunciarei vossos louvores
junto às portas de Sião.

II

12 Cantai hinos ao Senhor Deus de Sião, *
celebrai seus grandes feitos entre os povos!
 –13 Pois não esquece o clamor dos infelizes, *
deles se lembra e pede conta do seu sangue.

=14 Tende pena e compaixão de mim, Senhor! †
Vede o mal que os inimigos me fizeram! *
E das portas dos abismos retirai-me,
=15 para que eu possa anunciar vossos louvores †
junto às portas da cidade de Sião, *
e exultar por vosso auxílio e salvação!

16 Os maus caíram no buraco que cavaram, *
nos próprios laços foram presos os seus pés.
17 O Senhor manifestou seu julgamento: *
ficou preso o pecador em seu pecado.

18 Que tombem no abismo os pecadores *
e toda gente que se esquece do Senhor!
19 Mas o pobre não será sempre esquecido, *
nem é vã a esperança dos humildes.

20 Senhor, erguei-vos, não se ufanem esses homens! *
Perante vós sejam julgados os soberbos!
21 Lançai, Senhor, em cima deles o terror, *
e saibam todos que não passam de mortais!

– Glória ao Pai e ao Filho e ao Espírito Santo. *
Como era no princípio, agora e sempre. Amém.

Ant. Anunciarei vossos louvores
junto às portas de Sião.

V. Dai-me o saber, e cumprirei a vossa lei.
R. E de todo o coração a guardarei.

Primeira leitura

Do Livro do Profeta Ezequiel 34,1-6.11-16.23-31

Israel, rebanho do Senhor

1A palavra do Senhor foi-me dirigida nestes termos: 2”Filho do homem, profetiza contra os pastores de Israel!  Profetiza, dizendo-lhes: Assim fala o Senhor Deus aos pastores: Ai dos pastores de Israel, que se apascentam a si mesmos!  Não são os pastores que devem apascentar as ovelhas?  3Vós vos alimentais com o seu leite, vestis a sua lã e matais os animais gordos, mas não apascentais as ovelhas. 4Não fortalecesses a ovelha fraca, não curastes a ovelha doente, nem enfaixastes a ovelha ferida.  Não trouxesses de volta a ovelha extraviada, não procurasses a ovelha perdida; ao contrário, dominasses sobre elas com dureza e brutalidade. 5As ovelhas dispersaram-se por falta de pastor; tomando-se presa de todos os animais selvagens.  6minhas ovelhas vaguearam sem rumo por todos os montes e colinas elevadas.  Dispersaram-se minhas ovelhas por toda a extensão do país, e ninguém perguntou por elas, nem as procurou.

11Assim diz o Senhor Deus: Vede!  Eu mesmo vou procurar minhas ovelhas e tomar conta delas.  12Como o pastor toma conta do rebanho, de dia, quando se encontra no meio das ovelhas dispersas, assim vou cuidar de minhas ovelhas e vou resgatá-las de todos os lugares em que forem dispersadas num dia de nuvens e escuridão.  13Vou retirar minhas ovelhas do meio dos povos e recolhê-las do meio dos países para as conduzir à sua terra.  Vou apascentar as ovelhas sobre os montes de Israel, nos vales dós riachos e em todas as regiões habitáveis do país.  14Vou apascentá-las em boas pastagens e nos altos montes de Israel estará o seu abrigo.  Ali repousarão em prados verdejantes e pastarão em férteis pastagens sobre os montes de Israel.  15Eu mesmo vou apascentar as minhas ovelhas e fazê-las repousar – oráculo do Senhor Deus.  16Vou procurar a ovelha perdida, reconduzir a extraviada, enfaixar a da perna quebrada, fortalecer a doente, e vigiar a ovelha gorda e forte.  Vou apascentá-las conforme o direito.

23Para apascentá-las farei surgir sobre elas um único pastor, o meu servo Davi: ele as apascentará e lhes servirá de pastor. 24Eu, o Senhor, serei o seu Deus e o meu servo Davi será príncipe entre eles.  Eu, o Senhor, falei.  25Farei com eles uma aliança de paz, farei desaparecer do país os animais ferozes, de modo que poderão morar em segurança no deserto e dormir nos bosques.  26Farei deles e dos arredores da minha colina uma bênção; farei cair chuva a seu tempo, chuva que será uma bênção.  27As árvores do campo produzirão fruto e a terra dará suas colheitas, e eles estarão em segurança no seu país.  Saberão que eu sou o Senhor, quando eu lhes quebrar as barras do jugo e os libertar da mão dos que os escravizam.  28Não mais servirão de pilhagem para as nações, e os animais selvagens não tomarão a devorá-los.  Morarão em segurança sem que ninguém os aterrorize.  29Farei germinar para eles plantações tão fabulosas que não haverá mais vítimas de fome no país, nem terão de suportar a injúria das nações.  30Assim saberão que eu, o Senhor, sou O Deus-com-eles, e eles o meu povo, a casa de Israel oráculo do Senhor Deus.  31E quanto a vós, minhas ovelhas, sois as ovelhas de minha pastagem, e eu sou o vosso Deus” oráculo do Senhor Deus.

Responsório Ez 34,12b. 13.14b

R. Buscarei minhas ovelhas de todos os lugares, pelos quais foram dispersas, no dia de nuvens e de trevas, e as reconduzirei para a sua própria terra,
*Em pastagens abundantes eu as pastorearei. 
V. Eu vim para que tenham a vida em abundância. *Em pastagens.

Segunda leitura

Do Sermão sobre os pastores, de Santo Agostinho, bispo

(Sermo, 46,14-15: CCI, 41,541-542) (Sec.  V)

Insiste a tempo e fora de tempo

A desgarrada não reconduzistes e a que se perdia não fostes procurar (Ez 34,4).  Aqui às vezes caímos em mãos dos ladrões e nos dentes dos lobos vorazes.  Rogamos, pois, que oreis por estes nossos perigos.  Também as ovelhas são rebeldes.  Quando procuramos as erradias, declaram não ser nossas, para seu erro e perdição: “Que quereis de nós?  Por que nos procurais?” Como se não fosse o mesmo motivo que nos faz querê-las e procurá-las; porque se desviam e se perdem.  “Se estou no erro, diz, se na morte, que queres de mim?  Por que me procuras?” Justamente porque estás no erro, quero reconduzir-te; porque te perdeste quero encontrar-te.  “Quero assim errar, quero assim me perder”.

Queres vaguear assim, queres perder-te assim?  Muito bem, mas eu não quero.  Ouso dizer isto mesmo: sou importuno.  Escuto o Apóstolo que diz: Prega a palavra, insiste a tempo e fora de tempo (2Tm 4,2).  Com quem, a tempo?  Com quem, fora de tempo?  A tempo com os desejosos, fora de tempo com os que não querem ouvir.  Sou inteiramente

importuno, ouso dizer: “Tu queres errar, tu queres perecer; eu não quero”.  E afinal não o quer Aquele que me faz tremer.  Se eu quiser o erro, vê o que me dirá, vê como me repreenderá: Ao desgarrado não reconduzistes, ao que se perdera nãofostes procurar.  Temerei mais a ti do que a Ele?  Teremos todos de nos apresentar ao tribunal de Cristo (2Cor 5, 10).

Reconduzirei a desgarrada, procurarei a perdida.  Quer queiras quer não, assim farei.  E se, em minha busca, os espinhos dos bosques me rasgarem, eu me obrigarei a ir por todos os atalhos difíceis. Baterei todos os cercados; enquanto me der forças o Senhor que me ameaça, percorrerei tudo sem descanso.  Reconduzirei a desgarrada, procurarei a perdida.  Se não queres que eu sofra, não te desgarres, não te percas.  E pouco dizer que tenho pena de ti, desgarrada e perdida. Tenho medo de que, se te abandonar, venha a matar o que é forte. Escuta o que se segue. E ao que era forte, matastes (Ez 34,3).  Se eu abandonar a desgarrada e perdida, o que é forte terá gosto em desgarrar-se e perder-se.

Responsório Eclo 4,28-29; 2Tm 4,2

R. Não deixes de falar no tempo oportuno,
nem queiras esconder a tua sabedoria
por modéstia enganosa.
*Pela fala se conhece a real sabedoria;
e o saber, pela palavra, que profere o homem sábio. 
V. Proclama, em todo o tempo, a Palavra do Senhor, persuade, repreende e exorta com coragem, com saber e paciência.
* Pela fala.

Oração

Ó Pai, que resumisses toda a lei no amor a Deus e ao próximo, fazei que, observando o vosso mandamento, consigamos chegar um dia à vida eterna.  Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, na unidade do Espírito Santo.

Conclusão da Hora

V. Bendigamos ao Senhor.
R. Graças a Deus.

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Comments

  1. Monte Alverne disse:

    Por quê não usam os salmos definidos para a memória dos santos? Hoje mesmo salmos e leituras podiam ser os do comum dos mártires. Tem também a leitura própria do mártir de hoje, mas puseram as do tempo comum…

    1. Olá,
      Os Salmos nas Memórias dos Santos são do dia corrente e não do Comum. A antífona do Invitatório, o hino, a leitura breve, as antífonas de Benedictus e Magnificat é facultativo usar o do Comum ou do dia de semana corrente, quando não for indicado no Próprio. Apenas a Oração Final é obrigatoriamente do Santo. Leia sobre isto na Instrução Geral, n. 235.
      https://liturgiadashoras.online/instrucao-geral-sobre-a-liturgia-das-horas/

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