V. Vinde, ó Deus, em meu auxílio.
R. Socorrei-me sem demora.
Glória ao Pai e ao Filho e ao Espírito Santo. *
Como era no princípio, agora e sempre. Amém. Aleluia.
Esta introdução se omite quando o Invitatório precede imediatamente ao Ofício das Leituras.
Hino
Eterno Sol, que envolveis
a criação de esplendor,
a vós, Luz pura das mentes,
dos corações o louvor.
Pelo poder do Espírito,
lâmpadas vivas brilharam.
Da salvação os caminhos
a todo o mundo apontaram.
Por estes servos da graça
fulgiu com novo esplendor
o que a palavra proclama
e que a razão demonstrou.
Tem parte em suas coroas,
pela doutrina mais pura,
este varão que louvamos
e como estrela fulgura.
Por seu auxílio pedimos:
dai-nos, ó Deus, caminhar
na direção da verdade
e assim a vós alcançar.
Ouvi-nos, Pai piedoso,
e vós, ó Filho, também,
com o Espírito Santo,
Rei para sempre. Amém.
Salmodia
Ant. 1 Levantai-vos, ó Senhor, vinde logo em meu socorro!
Salmo 34(35),1-2.3c.9-19.22-23.27.28
O Senhor salva nas perseguições
Reuniram-se… e resolveram prender Jesus por um ardil para o matar (Mt 26,3.4).
I
–1 Acusai os que me acusam, ó Senhor, *
combatei os que combatem contra mim!
=2 Empunhai o vosso escudo e armadura; †
levantai-vos, vinde logo em meu socorro *
3c e dizei-me: “Sou a tua salvação!”
–9 Então minh’alma no Senhor se alegrará *
e exultará de alegria em seu auxílio.
–10 Direi ao meu Senhor com todo o ser: *
“Senhor, quem pode a vós se assemelhar,
– pois livrais o infeliz do prepotente *
e libertais o miserável do opressor?”
–11 Surgiram testemunhas mentirosas, *
acusando-me de coisas que não sei.
–12 Pagaram com o mal o bem que fiz, *
e a minh’alma está agora desolada!
Ant. Levantai-vos, ó Senhor, vinde logo em meu socorro!
Ant. 2 Defendei minha causa, Senhor poderoso!
II
=13 Quando eram eles que sofriam na doença, †
eu me humilhava com cilício e com jejum *
e revolvia minhas preces no meu peito;
–14 eu sofria e caminhava angustiado *
como alguém que chora a morte de sua mãe.
=15 Mas apenas tropecei, eles se riram; †
como feras se juntaram contra mim *
e me morderam, sem que eu saiba seus motivos;
–16 eles me tentam com blasfêmias e sarcasmos *
e se voltam contra mim rangendo os dentes.
Ant. Defendei minha causa, Senhor poderoso!
Ant. 3 Minha língua anunciará vossa justiça eternamente.
III
=17 Até quando, ó Senhor, podeis ver isso? †
Libertai a minha alma destas feras *
e salvai a minha vida dos leões!
–18 Então, em meio à multidão, vos louvarei *
e na grande assembléia darei graças.
–19 Que não possam nunca mais rir-se de mim *
meus inimigos mentirosos e injustos!
– Nem acenem os seus olhos com maldade *
aqueles que me odeiam sem motivo!
–22 Vós bem vistes, ó Senhor, não vos caleis! *
Não fiqueis longe de mim, ó meu Senhor!
–23 Levantai-vos, acordai, fazei justiça! *
Minha causa defendei, Senhor, meu Deus!
–27 Rejubile de alegria todo aquele *
que se faz o defensor da minha causa
– e possa dizer sempre: “Deus é grande, *
ele deseja todo o bem para o seu servo!”
–28 Minha língua anunciará vossa justiça *
e cantarei vosso louvor eternamente!
Ant. Minha língua anunciará vossa justiça eternamente.
V. Meu filho, observa as minhas palavras.
R. Conserva a doutrina e haverás de viver.
Primeira leitura
Da Segunda Carta de São Paulo aos Coríntios 11,30−12,13
O Apóstolo gloria-se da sua fraqueza
Irmãos: 1,30 Se é preciso gloriar-se, é de minhas fraquezas que me gloriarei! 31 O Deus e Pai do Senhor Jesus, ele que é bendito por toda a eternidade, sabe que não estou mentindo. 32Em Damasco, o etnarca do rei Aretas mandou pôr guarda em toda a cidade, para me prender. 33Mas, por uma janela, me desceram num cesto, muralha abaixo. E assim escapei das mãos dele.
12,1 Será que é preciso gloriar-se? Na verdade, não convém. No entanto, passarei a falar das visões e revelações do Senhor. 2Conheço um homem, unido a Cristo, que, há quatorze anos, foi arrebatado até ao terceiro céu.Se ele foi arrebatado com o corpo ou sem o corpo, eu não o sei, só Deus sabe. 3Sei que esse homem – se com o corpo ou sem o corpo, não sei, Deus o sabe– 4foi arrebatado ao paraíso e lá ouviu palavras inefáveis que nenhum homem consegue pronunciar. 5Quanto a esse homem eu me gloriarei, mas, quanto a mim mesmo, eu não me gloriarei, a não ser das minhas fraquezas. 6No entanto, se eu quisesse gloriar-me, não seria insensato, pois só diria a verdade. Mas evito gloriar-me, para que ninguém faça de mim uma ideia superior àquilo que vê em mim ou que ouve de mim. 7E para que a extraordinária grandeza das revelações não me ensoberbecesse, foi espetado na minha carne um espinho, que é como um anjo de Satanás a esbofetear-me, a fim de que eu não me exalte demais. 8A esse propósito, roguei três vezes ao Senhor que o afastasse de mim. 9Mas ele disse-me: “Basta-te a minha graça. Pois é na fraqueza que a força se manifesta”. Por isso, de bom grado, eu me gloriarei das minhas fraquezas, para que a força de Cristo habite em mim. 10Eis por que eu me comprazo nas fraquezas, nas injúrias, nas necessidades, nas perseguições e nas angústias sofridas por amor a Cristo. Pois, quando eu me sinto fraco, é então que sou forte. 11Será que me tornei insensato? Vós me obrigastes a isso. Pois, vós é que deveríeis recomendar-me, já que em nada tenho sido inferior aos superapóstolos, embora na verdade eu não seja nada. 12As credenciais do meu apostolado foram manifestas entre vós: constância e paciência, sinais, prodígios e milagres. 13Com efeito, em que ficastes inferiores às demais Igrejas, a não ser pelo fato de eu próprio não vos ter sido pesado? Perdoai-me essa injustiça!
Responsório 2Cor 12,9ba; 4,7
R. De boa mente me glorio nas fraquezas
para que a força do Senhor habite em mim,
* Pois na fraqueza é que se mostra mais a força.
V. Nós trazemos tal tesouro em vasos de argila,
para que este poder que não tem comparação,
seja de Deus e não de nós. * Pois na fraqueza.
Segunda leitura
Das Obras de Santo Afonso Maria de Ligório, bispo
(Tract. De praxi amandi Iesum Christum, edit. latina, Romae 1909, pp.9-14) (Séc.XVII)
Sobre o amor a Jesus Cristo
Toda santidade e perfeição consiste no amor a Jesus Cristo, nosso Deus, nosso sumo bem e nosso redentor. É a caridade que une e conserva todas as virtudes que tornam o homem perfeito.
Será que Deus não merece todo o nosso amor? Ele nos amou desde toda a eternidade. “Lembra-te, ó homem, – assim nos fala – que fui eu o primeiro a te amar. Tu ainda não estavas no mundo, o mundo nem mesmo existia, e eu já te amava. Desde que sou Deus, eu te amo”.
Deus, sabendo que o homem se deixa cativar com os benefícios, quis atraí-lo ao seu amor por meio de seus dons. Eis por que disse: “Quero atrair os homens ao meu amor com os mesmos laços com que eles se deixam prender, isto é, com os laços do amor”. Tais precisamente têm sido todos os dons feitos por Deus ao homem. Deu-lhe uma alma dotada, à sua imagem, de memória, inteligência e vontade; deu-lhe um corpo provido de sentidos; para ele criou também o céu e a terra com toda a multidão de seres; por amor do homem criou tudo isso, para que todas as criaturas servissem ao homem e o homem, em agradecimento por tantos benefícios, o amasse.
Mas Deus não se contentou em dar-nos tão belas criaturas. Para conquistar todo o nosso amor, foi ao ponto de dar-se a si mesmo totalmente a nós. O Pai eterno chegou ao extremo de nos dar seu único Filho. Vendo-nos a todos mortos pelo pecado e privados de sua graça, que fez ele? Movido pelo imenso, ou melhor – como diz o Apóstolo – pelo seu demasiado amor, enviou seu amado Filho, para nos justificar e nos restituir a vida que havíamos perdido pelo pecado.
Ao dar-nos o Filho, a quem não poupou para nos poupar, deu-nos com ele todos os bens: a graça, a caridade e o paraíso. E porque todos estes bens são certamente menores do que o Filho, Deus, que não poupou a seu próprio Filho, mas o entregou por todos nós, como não nos daria tudo junto com ele? (Rm 8,32).
Responsório Sl 144(145),19-20a; 1Jo 3,9a
R. O Senhor cumpre os desejos dos que o temem, ele escuta seus clamores e os salva.
* O Senhor guarda todo aquele que o ama.
V. Todo aquele que é nascido de Deus, não vive cometendo pecados; pois fica nele a divina
semente.
* O Senhor.
Oração
Ó Deus, que suscitais continuamente em vossa Igreja novos exemplos de virtude, dai-nos seguir de tal modo os passos do bispo Santo Afonso no zelo pela salvação de todos, que alcancemos com ele a recompensa celeste. Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, na unidade do Espírito Santo.
Conclusão da Hora
V.Bendigamos ao Senhor.
R. Graças a Deus.


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