Ofício das Leituras da Memória de Santa Mônica

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V. Vinde, ó Deus, em meu aulio.
R. Socorrei-me sem demora.
Glória ao Pai e ao Filho e ao Esrito Santo. *
Como era no prinpio, agora e sempre. Amém. Aleluia.

Hino

I. Quando se diz o Ofício das Leituras durante a noite ou de madrugada:

Reinais no mundo inteiro,
Jesus, ó sol divino;
deixamos nossos leitos,
cantando este hino.

Da noite na quietude,
do sono levantamos:
mostrando as nossas chagas,
remédio suplicamos.

Oh! quanto mal fizemos,
por Lúcifer levados:
que a glória da manhã
apague esses pecados!

E assim o vosso povo,
por vós iluminado,
jamais venha a tombar
nos laços do Malvado.

A glória seja ao Pai,
ao Filho seu também;
ao Espírito igualmente,
agora e sempre. Amém.

II. Quando se diz o Ofício das Leituras durante o dia:

Cristo, em nossos corações
infundi a caridade.
Nossos olhos chorem lágrimas
de ternura e piedade.

Para vós, Jesus piedoso,
nossa ardente prece erguemos.
Perdoai-nos, compassivo,
todo o mal que cometemos.

Pelo vosso santo corpo,
pela cruz, vosso sinal,
vosso povo, em toda parte,
defendei de todo o mal.

A vós, Cristo, Rei clemente,
e a Deus Pai, eterno Bem,
com o vosso Santo Espírito
honra e glória sempre. Amém.

Salmodia

Ant. 1 Levantai-vos, ó Senhor, vinde logo em meu socorro!

Salmo 34(35),1-2.3c.9-19.22-23.27.28

O Senhor salva nas perseguições

Reuniram-se… e resolveram prender Jesus por um ardil para o matar (Mt 26,3.4).

I

1 Acusai os que me acusam, ó Senhor, *
combatei os que combatem contra mim!
=2 Empunhai o vosso escudo e armadura; †
levantai-vos, vinde logo em meu socorro *
3c e dizei-me: “Sou a tua salvação!”

9 Então minh’alma no Senhor se alegrará *
e exulta de alegria em seu auxílio.
10 Direi ao meu Senhor com todo o ser: *
“Senhor, quem pode a vós se assemelhar,
– pois livrais o infeliz do prepotente *
e libertais o miserável do opressor?”

11 Surgiram testemunhas mentirosas, *
acusando-me de coisas que não sei.
12 Pagaram com o mal o bem que fiz, *
e a minh’alma está agora desolada!

Ant. Levantai-vos, ó Senhor, vinde logo em meu socorro!

Ant. 2 Defendei minha causa, Senhor poderoso!

II

=13 Quando eram eles que sofriam na doença, †
eu me humilhava com cilício e com jejum *
e revolvia minhas preces no meu peito;
14 eu sofria e caminhava angustiado *
como alguém que chora a morte de sua mãe.

=15 Mas apenas tropecei, eles se riram; †
como feras se juntaram contra mim *
e me morderam, sem que eu saiba seus motivos;
16 eles me tentam com blasfêmias e sarcasmos *
e se voltam contra mim rangendo os dentes.

Ant. Defendei minha causa, Senhor poderoso!

Ant. 3 Minha língua anuncia vossa justiça eternamente.

III

=17 Até quando, ó Senhor, podeis ver isso? †
Libertai a minha alma destas feras *
e salvai a minha vida dos leões!
18 Então, em meio à multidão, vos louvarei *
e na grande assembléia darei graças.

19 Que não possam nunca mais rir-se de mim *
meus inimigos mentirosos e injustos!
– Nem acenem os seus olhos com maldade *
aqueles que me odeiam sem motivo!

22 Vós bem vistes, ó Senhor, não vos caleis! *
Não fiqueis longe de mim, ó meu Senhor!
23 Levantai-vos, acordai, fazei justiça! *
Minha causa defendei, Senhor, meu Deus!

27 Rejubile de alegria todo aquele *
que se faz o defensor da minha causa
– e possa dizer sempre: “Deus é grande, *
ele deseja todo o bem para o seu servo!”
28 Minha língua anunciará vossa justiça *
e cantarei vosso louvor eternamente!

Ant. Minha língua anuncia vossa justiça eternamente.

V. Meu filho, observa as minhas palavras.
R. Conserva a doutrina e haverás de viver.

Primeira leitura

Do Livro do Profeta Jeremias                 4,5-8.13-28

O devastador há de vir do Norte

Assim fala o Senhor:
5 “Anunciai em Judá
e fazei ouvir em Jerusalém,
falai em público e tocai trombeta pelo país,
gritai com força estas palavras:
‘Vamos juntar-nos e entrar em nossos baluartes’.
6 Levantai bandeira para Sião,
ponde-vos a salvo, não fiqueis parados,
pois estou para trazer do Norte o mal,
uma calamidade enorme.
7 Já se levantou do covil o leão,
levantou-se o predador das nações;
saiu de sua terra
para transformar a tua terra em deserto;
as cidades serão devastadas
e ficarão sem habitantes.
8 Por isso, vesti sacos,
chorai e gritai,
pois não se afastou de nós a cólera do Senhor.
13 Eis que ele vem como uma nuvem
e seus carros correm como a tempestade;
seus cavalos são mais velozes que águias.
Pobres de nós, estamos arrasados!
14 Lava a maldade do teu coração
para salvar-te, Jerusalém;
até quando abrigarás em ti
pensamentos malvados?
15 Vem de Dã uma voz que anuncia
e revela, desde o monte Efraim, a calamidade.
16 Anunciai aos povos. Eles acorrem ao apelo!
Fazei ouvir tudo isto a Jerusalém:
“Estão chegando de terras distantes
tropas de vanguarda
e começaram a dar ordens à cidade de Judá;
17 agem como cães de guarda ao redor dela
– ela que tanto se obstinava contra mim”,
diz o Senhor.
18 Tua conduta e tuas obras
atraíram estes males sobre ti;
é este o fruto amargo de tua maldade
e que se faz sentir no teu coração.
19 Ai as minhas vísceras, as minhas vísceras!
De dor me contorço!
E o íntimo do meu coração?
Treme o coração dentro de mim:
não poso calar,
minh’alma ouviu a voz da trombeta
e o fragor da batalha.
20 Sucede um desastre a outro desastre,
toda a terra foi devastada,
minhas barracas e minhas tendas
foram derrubadas num momento.
21 Até quando verei ainda a nossa bandeira
e ouvirei o som das trombetas?
22 “Meu povo, porque é estulto,
não me conheceu;
seus filhos são insensatos e maus;
são espertos para fazer o mal,
mas não sabem praticar o bem”.
23 Olhei para a terra, achei-a vazia e deserta;
para os céus, estavam sem luz.
24 Olhei para os montes, e eles se moviam
e todas as colinas estremeciam.
25 Olhei, e notei que não havia seres humanos
e as aves do céu tinham fugido.
26 Olhei, e vi o jardim feito deserto
e todas as cidades que foram destruídas
na presença do Senhor, diante de sua ira.
27 Isto diz o Senhor:
“O país ficará deserto,
mas não lhe darei 20fim.
28 A terra há de chorar esse destino
e lá em cima os céus se enlutarão,
porque falei,
decretei e não me arrependo
nem voltarei atrás”.

Responsório                 Cf. Jr 4,24.26.27; Sl 84(85),5

R. Ante o furor de vossa ira, toda a terra se abalou.

* Mas, Senhor, tende piedade

e não chegueis ao extermínio.

V. Renovai-nos, nosso Deus e Salvador,

esquecei a vossa mágoa contra nós! * Mas, Senhor.

Segunda leitura

Dos Livros das Confissões, de Santo Agostinho, bispo

(Lib. 9,10-11: CSEL 33,215-219)                 (Séc.V)

Procuremos alcançar a sabedoria eterna

Estando bem perto o dia em que ela deixaria esta vida – dia que conhecias e que ignorávamos – aconteceu por oculta disposição tua, como penso, que eu e ela estivéssemos sentados sozinhos perto da janela que dava para o jardim da casa onde nos tínhamos hospedado, lá junto de Óstia Tiberina. Ali, longe do povo, antes de embarcarmos, nos refazíamos da longa viagem.Falávamos a sós, com muita doçura e, esquecendo-nos do passado, com os olhos no futuro, indagávamos entre nós sobre a verdade presente, quem és tu, como seria a futura vida eterna dos santos, que olhos não viram, nem ouvidos ouviram nem subiu ao coração do homem (cf. 1Cor 2,9). Mas ansiávamos com os lábios do coração pelas águas celestes de tua fonte, fonte da vida que está junto de ti. 

Eu dizia estas coisas, não deste modo nem com estas palavras. No entanto, Senhor, tu sabes que naquele dia, enquanto falávamos, este mundo foi perdendo o valor, junto com todos os seus deleites. Então disse ela: “Filho, quanto a mim, nada mais me agrada nesta vida. Que faço ainda e por que ainda aqui estou, não sei. Toda a esperança terrena já desapareceu. Uma só coisa fazia-me desejar permanecer por algum tempo nesta vida: ver-te cristão católico, antes de morrer. Deus me atendeu com a maior generosidade, porque te vejo até como seu servo, desprezando a felicidade terrena. Que faço aqui?” 

O que lhe respondi, não me lembro bem. Cinco dias depois, talvez, ou não muito mais, caiu com febre. Doente, um dia desmaiou, sem conhecer os presentes. Corremos para junto dela, mas recobrando logo os sentidos, viu-me a mim e a meu irmão e disse-nos, como que procurando algo semelhante: “Onde estava eu?” 

Em seguida, olhando-nos, opressos pela tristeza, disse: “Sepultai vossa mãe”. Eu me calava e retinha as lágrimas. Mas meu irmão falou qualquer coisa assim que seria melhor não morrer em terra estranha, mas na pátria. Ouvindo isto, ansiosa, censurando-o com o olhar por pensar assim, voltou-se para mim: “Vê o que diz”. Depois falou a ambos: “Ponde este corpo em qualquer lugar. Não vos preocupeis com ele. Só vos peço que vos lembreis de mim no altar de Deus, onde quer que estiverdes”. Terminando como pôde de falar, calou-se e continuou a sofrer com o agravamento da doença. Finalmente, no nono dia da sua doença, aos cinquenta e seis anos de idade e no trigésimo terceiro da minha vida, aquela alma piedosa e santa libertou-se do corpo.

Responsório 1Cor 7,29a.30b.31; 2,12a

R. Meus irmãos, o tempo é breve.
Os que se alegram sejam, pois,
como se não se alegrassem;
os que usam deste mundo,
como se dele não usassem,
* Porque passa a aparência perecível deste mundo.
V. Nós, porém, não recebemos o espírito do mundo.
* Porque passa.

Oração

Ó Deus, consolação dos que choram, que acolhestes misericordioso as lágrimas de santa Mônica pela conversão de seu filho Agostinho, dai-nos, pela intercessão de ambos, chorar os nossos pecados e alcançar o vosso perdão. Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, na unidade do Espírito Santo.

Conclusão da Hora

V. Bendigamos ao Senhor.
R. Graças a Deus.

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