Ofício das Leituras da Memória de Maria, Mãe da Igreja

0 comentário

V. Vinde, ó Deus, em meu aulio.
R. Socorrei-me sem demora.
Glória ao Pai e ao Filho e ao Esrito Santo. *
Como era no prinpio, agora e sempre. Amém. Aleluia.

V. Vinde, ó Deus, em meu aulio.
R. Socorrei-me sem demora.
Glória ao Pai e ao Filho e ao Esrito Santo. *
Como era no prinpio, agora e sempre. Amém. Aleluia.

Hino

Do vosso Filho, ó filha,
ó Mãe e Virgem pura,
sublime e mais humilde
que toda criatura! 

Em seu conselho eterno,
Deus viu vossa beleza,
ó glória e esplendor
da nossa natureza, 

a qual se fez tão nobre
que o seu supremo Autor,
de modo admirável,
um corpo em vós tomou. 

No seio duma Virgem
revive, em fogo, o Amor.
Na terra a flor celeste
germina ao seu calor. 

Ao Pai louvor, e ao Filho
da vossa virgindade,
que vos vestiu, no Espírito,
de graça e santidade.

Salmodia

Ant. 1 Como Deus é tão bondoso para os justos,
para aqueles que têm puro o coração! †

Salmo 72(73)

O sofrimento do justo

Feliz aquele que não se escandaliza por causa de mim (Mt 11,6).

I

1 Como Deus é tão bondoso para os justos, *
para aqueles que têm puro o coração!

2 † Mas por pouco os meus pés não resvalaram, *
quase escorregaram os meus passos;
3 cheguei a ter inveja dos malvados, *
ao ver o bem-estar dos pecadores.

4 Para eles não existe sofrimento, *
seus corpos são robustos e sadios;
5 não sofrem a dureza do trabalho *
nem conhecem a aflição dos outros homens.

6 Eles fazem do orgulho o seu colar, *
da violência, uma veste que os envolve;
7 transpira a maldade de seu corpo, *
transbordam falsidade suas mentes.

8 Zombam do bem e elogiam o que é mau, *
exaltam com orgulho a opressão;
9 investe sua boca contra o céu, *
e sua língua envenena toda a terra.

10 Por isso vai meu povo procurá-los *
e beber com avidez nas suas fontes;
11 eles dizem: “Por acaso Deus entende, *
e o Altíssimo conhece alguma coisa?”
12 Olhai bem, pois são assim os pecadores, *
que tranqüilos amontoam suas riquezas.

Ant. Como Deus é tão bondoso para os justos,
para aqueles que têm puro o coração!

Ant. 2 Os maus que hoje riem, amanhã hão de chorar.

II

13 Será em vão que guardei puro o coração *
e lavei na inocência minhas mãos?
14 Porque sou chicoteado todo o tempo *
e recebo meus castigos cada dia.
15 Se eu pensasse: “Vou fazer igual a eles”, *
trairia a geração dos vossos filhos.

16 Pus-me então a refletir sobre este enigma, *
mas pareceu-me uma tarefa bem difícil.
17 Até que um dia, penetrando esse mistério, *
compreendi qual é a sorte que os espera,
18 pois colocais os pecadores num declive, *
e vós mesmo os empurrais para a desgraça.

19 Num instante eles caíram na ruína, *
acabaram e morreram de terror!
20 Como um sonho ao despertar, ó Senhor Deus, *
ao levantar-vos, desprezais a sua imagem.

Ant. Os maus que hoje riem, amanhã hão de chorar.

Ant. 3 Haverão de perecer os que vos deixam;
para mim só há um bem: é estar com Deus.

III

21 Quando então se revoltava o meu esrito, *
e dentro em mim o coração se atormentava,
22 eu, estulto, não podia compreender; *
perante vós me comportei como animal.

23 Mas agora eu estarei sempre convosco, *
porque vós me segurastes pela mão;
24 vosso conselho vai guiar-me e conduzir-me, *
para levar-me finalmente à vossa glória!

25 Para mim, o que há no céu fora de vós? *
Se estou convosco, nada mais me atrai na terra!
=26 Mesmo que o corpo e o coração se vão gastando, †
Deus é o apoio e o fundamento da minh’alma, *
é minha parte e minha herança para sempre!

27 Eis que haverão de perecer os que vos deixam, *
exterminais os que sem vós se prostituem.
28 Mas para mim só há um bem: é estar com Deus *
é colocar o meu refúgio no Senhor
– e anunciar todas as vossas maravilhas *
junto às portas da cidade de Sião.

Ant. Haverão de perecer os que vos deixam;
para mim só há um bem: é estar com Deus.

V. Como é doce ao paladar vossa palavra.
R. Muito mais doce do que o mel na minha boca!

Primeira leitura
Do Livro de Jó  2,1-13

Coberto de chagas, Jó é visitado pelos amigos

1Num outro dia em que os filhos de Deus vieram apresentar-se novamente ao Senhor; entre eles veio também Satanás. 2O Senhor perguntou a Satanás: “Donde vens?” Ele respondeu, dizendo: “Venho de dar umas voltas pela terra”.

3O Senhor disse a Satanás: “Reparaste no meu servo Jó? Na terra não há outro igual: é um homem íntegro e correto, que teme a Deus e se afasta do mal; sem motivo algum, tu me instigaste contra ele para aniquilá-lo, mas ele persevera em sua integridade”. 4Satanás respondeu ao Senhor e disse: “Pele por pele! Para salvar a vida o homem dá tudo o que tem. 5Mas estende a mão sobre ele, fere-o na carne e nos ossos e então verás que ele vai lançar maldições no teu próprio rosto”. 6“Pois bem! – disse o Senhor a Satanás – faze o que quiseres com ele, mas poupa-lhe a vida”.

7E Satanás saiu da presença do Senhor. Ele feriu Jó com chagas malignas desde a planta dos pés até ao alto da cabeça. 8Então Jó apanhou um caco de telha para se raspar e sentou-se no meio da cinza. 9Sua mulher disse-lhe:

 “Persistes ainda em tua integridade?

Amaldiçoa a Deus e morre duma vez!”

10Ele respondeu:

“Falas como uma insensata.

Se recebemos de Deus os bens,

não deveríamos receber também os males?”

Apesar de tudo isso, Jó não cometeu pecado com seus lábios. 11Três amigos de Jó, Elifaz de Temã, Baldad de Suás e Sofar de Naamat, ao saberem da desgraça que havia sofrido, partiram de sua terra e se reuniram para compartilhar sua dor e consolá-lo. 12Quando levantaram os olhos, a certa distância, não o reconheceram mais. Levantando a voz, puseram-se a chorar; rasgaram seus mantos e, a seguir, lançaram poeira sobre suas cabeças. 13Sentaram-se no chão ao lado dele, durante sete dias e sete noites, sem dizer-lhe uma palavra, vendo como era atroz seu sofrimento.

Responsório Sl 37(38),2a.3a.4a.12a

R. Repreendei-me, Senhor, mas sem ira:
Vossas flechas em mim penetraram.
* Nada resta de são no meu corpo,
pois com muito rigor me tratastes!
V. Companheiros e amigos se afastam,
fogem longe de minhas feridas. * Nada resta.

Segunda leitura
Do Discurso de São Paulo VI, papa, no encerramento da terceira sessão do Concílio Vaticano II
(21 de novembro de 1964: AAS 56 [1964], 1015-1016) (Séc. XX)


Maria Mãe da Igreja

Considerando as estreitas relações de Maria com a Igreja, para a glória da Santa Virgem e para nosso conforto, proclamamos Maria Santíssima Mãe da Igreja, isto é, de todo o povo de Deus, tanto dos fiéis como dos Pastores, que lhe chamam Mãe amorosíssima; e queremos que, com este título suavíssimo, a Mãe de Deus seja doravante ainda mais honrada e invocada por todo o povo cristão.

 Trata-se de um título que não é novo para a piedade dos cristãos; pois é justamente com este nome de Mãe, de preferência a qualquer outro, que os fiéis e a Igreja toda costumam dirigir-se a Maria. Na verdade, ele pertence à genuína substância da devoção a Maria, achando sua justificação na própria dignidade da Mãe do Verbo Encarnado.

 Efetivamente, assim como a Maternidade divina é o fundamento da especial relação de Maria com Cristo e da sua presença na economia da salvação operada por Cristo Jesus, assim também essa Maternidade constitui o fundamento principal das relações de Maria com a Igreja, sendo ela a Mãe daquele que, desde o primeiro instante da sua Encarnação, no seu seio virginal, uniu a si, como Cabeça, o seu Corpo Místico, que é a Igreja. Maria, pois, como Mãe de Cristo, também é Mãe dos fiéis e de todos os Pastores, isto é, da Igreja.

 Portanto, é com ânimo cheio de confiança e de amor filial que elevamos o olhar para ela, não obstante a nossa indignidade e fraqueza. Ela, que em Jesus nos deu a fonte da graça, não deixará de socorrer a Igreja com seu auxílio materno, sobretudo neste tempo em que a Esposa de Cristo se empenha, com novo alento, na sua missão salvadora.

 A nossa confiança é ainda mais reavivada e corroborada quando consideramos os laços estreitíssimos que prendem esta nossa Mãe celeste ao gênero humano. Embora na riqueza das admiráveis prerrogativas com que Deus a adornou para fazê-la digna Mãe do Verbo Encarnado, ela está, todavia, pertíssimo de nós. Filha de Adão, como nós, e por isto nossa irmã por laços de natureza, ela é, entretanto, a criatura preservada do pecado original em vista dos méritos de Cristo, e que, aos privilégios obtidos junta a virtude pessoal de uma fé total e exemplar, merecendo o elogio evangélico de: Bem-aventurada és tu, porque acreditaste (Lc 1,45).

 Na sua vida terrena, ela realizou a perfeita figura do discípulo de Cristo, espelho de todas as virtudes, e encarnou as bem-aventuranças evangélicas proclamadas por Cristo Jesus. Por isso, toda a Igreja, na sua incomparável variedade de vida e de obras, encontra nela a forma mais autêntica de perfeita imitação de Cristo.

Responsório  Cf. Lc 1,35
R. O Espírito Santo desceu sobre Maria, 
* E o poder do Altíssimo a cobriu com sua sombra.
V. Para que unida à paixão de seu Filho, se tornasse a Mãe dos redimidos. 
* E o poder.


Oração

Deus, Pai de misericórdia, vosso Filho, pregado na cruz, nos deu por mãe a sua Mãe. Pela intercessão amorosa da Virgem Maria, fazei que a vossa Igreja se torne cada vez mais fecunda e se alegre pela santidade de seus filhos e filhas, atraindo para o seu convívio as famílias de todos os povos. Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, na unidade do Espírito Santo

Conclusão da Hora

V. Bendigamos ao Senhor.
R. Graças a Deus.

Categorias

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *