Diário de um Oblato | Dia 1 — Brasília, 29 de outubro de 2026
Teve início nesta quinta-feira, 29 de outubro, em Brasília, o IX Encontro Nacional de Oblatos Beneditinos (IX ENOB), reunindo participantes ligados à tradição beneditina e cisterciense para dias de formação, oração e convivência fraterna.
A abertura oficial foi conduzida por Dom Arquiabade Emanuel d’Able do Amaral, OSB, presidente da Congregação Beneditina do Brasil, que acolheu os participantes e apresentou uma visão geral das atividades previstas para os próximos dias.
Em sua saudação, Dom Emanuel recordou a trajetória dos oito encontros nacionais anteriores, situando esta nona edição na continuidade de um caminho de comunhão e formação dos oblatos no Brasil.
A missão dos oblatos no mundo
Um dos pontos mais significativos da abertura foi a reflexão sobre a vocação própria do oblato beneditino.
Dom Emanuel destacou a importância de levar a cultura e a espiritualidade beneditina ao mundo secular.
Essa missão constitui um aspecto fundamental da oblação: viver os valores da tradição monástica nas circunstâncias concretas da vida cotidiana, nas famílias, no trabalho, nas comunidades e nos diversos ambientes da sociedade.
Para nós, oblatos, trata-se de uma responsabilidade que ultrapassa os momentos de oração e os encontros realizados nos mosteiros. A espiritualidade de São Bento é chamada a iluminar também nossas relações humanas, nossas atividades e nosso testemunho cristão.
A mensagem da abertura oferece, assim, uma perspectiva importante para os dias de encontro: aprofundar a própria vocação para melhor vivê-la e testemunhá-la no mundo.
A caminho de uma importante comemoração beneditina
Outro assunto recordado na abertura foi a comemoração, em 2029, dos 1.500 anos da chegada de São Bento a Monte Cassino, um marco significativo para a tradição beneditina.
A referência a essa celebração convida a olhar para a história de uma espiritualidade que atravessou séculos e continua oferecendo caminhos de oração, vida comunitária, trabalho e busca de Deus.
Para os oblatos, essa memória histórica é também um convite a reconhecer a atualidade da Regra de São Bento e sua contribuição para a vida cristã no mundo contemporâneo.
Acolhida e oração comunitária

A programação de abertura contou ainda com intervenções do diretor espiritual dos oblatos, Dom Paulo, e de membros da Comissão Nacional, que também se dirigiram aos participantes.
Ao final das atividades, celebramos juntos as Vésperas, a oração da tarde da Liturgia das Horas.
Esse momento expressou de maneira concreta um dos elementos centrais da espiritualidade beneditina: a oração litúrgica como fonte de comunhão e louvor a Deus.
Depois das palavras de acolhida e das reflexões sobre a missão dos oblatos, reunir-nos para a oração das Vésperas foi uma maneira especialmente significativa de concluir a abertura do encontro.
Uma missão que continua
Ao acompanhar a abertura deste IX ENOB, chamou-me particularmente a atenção a ênfase na missão dos oblatos de levar a espiritualidade beneditina ao mundo.
Essa perspectiva nos recorda que a oblação não se limita ao vínculo espiritual com um mosteiro, por mais importante que ele seja. É uma vocação que deve produzir frutos na vida cotidiana, por meio da oração, do trabalho, da convivência fraterna e do testemunho cristão.
Começamos, assim, mais uma etapa de formação e partilha, com a oportunidade de aprofundar nossa identidade e renovar o compromisso de viver o espírito da Regra de São Bento nos ambientes onde Deus nos colocou.
Pax!


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