Ofício das Leituras da Memória de São Domingos, presbítero

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Invitatório

V. Abri os meus bios, ó Senhor.
R. E minha boca anuncia vosso louvor.


Ant.: A Jesus Cristo, o Bom Pastor,
oh! vinde, todos, adoremos.

Salmo 94(95)

Convite ao louvor de Deus

Animai-vos uns aos outros, dia após dia, enquanto ainda se disser ‘hoje’ (Hb 3,13).

Um solista canta ou reza a antífona, e a assembléia a repete.

1 Vinde, exultemos de alegria no Senhor, *
aclamemos o Rochedo que nos salva!
2 Ao seu encontro caminhemos com louvores, *
e com cantos de alegria o celebremos!

Repete-se a antífona.

3 Na verdade, o Senhor é o grande Deus, *
o grande Rei, muito maior que os deuses todos.
4 Tem nas mãos as profundezas dos abismos, *
e as alturas das montanhas lhe pertencem;
5 o mar é dele, pois foi ele quem o fez, *
e a terra firme suas mãos a modelaram.

Repete-se a antífona.

6 Vinde adoremos e prostremo-nos por terra, *
e ajoelhemos ante o Deus que nos criou!
=7 Porque ele é o nosso Deus, nosso Pastor, †
e nós somos o seu povo e seu rebanho, *
as ovelhas que conduz com sua mão.

Repete-se a antífona.

=8 Oxa ouvísseis hoje a sua voz: †
“Não fecheis os corações como em Meriba, *
9 como em Massa, no deserto, aquele dia,
– em que outrora vossos pais me provocaram, *
apesar de terem visto as minhas obras”.

Repete-se antífona.

=10Quarenta anos desgostou-me aquela raça †
e eu disse: “Eis um povo transviado, *
11 seu coração não conheceu os meus caminhos!”
– E por isso lhes jurei na minha ira: *
“Não entrarão no meu repouso prometido!”

Repete-se a antífona.

– Glória ao Pai e ao Filho e ao Esrito Santo. *
Como era no prinpio, agora e sempre. Amém.

(Ou):

Demos glória a Deus Pai onipotente
e a seu Filho, Jesus Cristo, Senhor nosso, †
e ao Esrito que habita em nosso peito *
pelos culos dos culos. Amém.

Repete-se a antífona.

V. Vinde, ó Deus, em meu aulio.
R. Socorrei-me sem demora.
Glória ao Pai e ao Filho e ao Esrito Santo. *
Como era no prinpio, agora e sempre. Amém. Aleluia.
Esta introdução se omite quando o Invitatório precede imediatamente ao Ofício das Leituras.

Hino

Cristo Pastor, modelo dos pastores,
comemorando a festa deste Santo,
a multidão fiel e jubilosa,
vosso louvor celebra neste canto.

Feito por Deus ministro e sacerdote,
associado ao vosso dom perfeito,
bom despenseiro, foi por vós chamado
a presidir o vosso povo eleito.

Do seu rebanho foi pastor e exemplo,
ao pobre alívio e para os cegos luz,
pai carinhoso, tudo para todos,
seguindo em tudo o Bom Pastor Jesus.

Cristo, que aos santos dais nos céus o prêmio,
com vossa glória os coroando assim,
dai-nos seguir os passos deste mestre
e ter um dia um semelhante fim.

Justo louvor ao Sumo Pai cantemos,
e a vós, Jesus, Eterno Rei, também.
Honra e poder ao vosso Santo Espírito
no mundo inteiro, agora e sempre. Amém.

Salmodia

Ant. 1 O Senhor, somente ele é que fez grandes maravilhas:
porque eterno é seu amor.

Salmo 135(136)

Hino pascal pelas maravilhas
do Deus criador e libertador

Anunciar as maravilhas de Deus é louvá-lo (Cassiodoro).

I

1 Demos graças ao Senhor, porque ele é bom: *
Porque eterno é seu amor!
2 Demos graças ao Senhor, Deus dos deuses: *
Porque eterno é seu amor!
3 Demos graças ao Senhor dos senhores: *
Porque eterno é seu amor!

4 Somente ele é que fez grandes maravilhas: *
Porque eterno é seu amor!
5 Ele criou o firmamento com saber: *
Porque eterno é seu amor!
6 Estendeu a terra firme sobre as águas: *
Porque eterno é seu amor!

7 Ele criou os luminares mais brilhantes: *
Porque eterno é seu amor!
8 Criou o sol para o dia presidir: *
Porque eterno é seu amor!
9 Criou a lua e as estrelas para a noite: *
Porque eterno é seu amor!

Ant. O Senhor, somente ele é que fez grandes maravilhas:
porque eterno é seu amor.


Ant. 2 Tirou do meio deles Israel
com mão forte e com braço estendido.

II

10 Ele feriu os primonitos do Egito *
Porque eterno é seu amor!
11 E tirou do meio deles Israel: *
Porque eterno é seu amor!
12 Com mão forte e com braço estendido: *
Porque eterno é seu amor!

13 Ele cortou o mar Vermelho em duas partes: *
Porque eterno é o seu amor!
14 Fez passar no meio dele Israel: *
Porque eterno é o seu amor!
15 E afogou o Faraó com suas tropas: *
Porque eterno é seu amor!

Ant. Tirou do meio deles Israel
com mão forte e com braço estendido.


Ant. 3 Demos graças ao Senhor, o Deus dos céus,
pois ele nos salvou dos inimigos.

III

16 Ele guiou pelo deserto o seu povo: *
Porque eterno é seu amor!
17 E feriu por causa dele grandes reis: *
Porque eterno é seu amor!
18 Reis poderosos fez morrer por causa dele: *
Porque eterno é seu amor!

19 A Seon que fora rei dos amorreus: *
Porque eterno é seu amor!
20 E a Og, o soberano de Basã: *
Porque eterno é seu amor!

21 Repartiu a terra deles como herança: *
Porque eterno é seu amor!
22 Como herança a Israel, seu servidor: *
Porque eterno é seu amor!
23 De nós, seu povo, humilhado, recordou-se: *
Porque eterno é seu amor!

24 De nossos inimigos libertou-nos: *
Porque eterno é seu amor!
25 A todo ser vivente ele alimenta: *
Porque eterno é seu amor!
26 Demos graças ao Senhor, o Deus dos céus: *
Porque eterno é seu amor!

Ant. Demos graças ao Senhor, o Deus dos céus,
pois ele nos salvou dos inimigos.



V. Mostrai-nos, ó Senhor, vossos caminhos.
R. E fazei conhecer a vossa estrada!

Primeira leitura

Do Livro do Profeta Oséias 5,14—7,2

Inutilidade da falsa conversão

Eis o que diz o Senhor:
5,14 “Pois eu serei como leoa para Efraim,
como filhote de leão para a casa de Judá;
eu, eu mesmo farei a presa, irei e agarrá-la-ei,
e ninguém a tomará.
15 Irei de volta para o meu lugar
até que tenham cumprido as penas,
e queiram encontrar-se comigo,
procurando-me em suas aflições.”
6,1 ‘Vinde, voltemos para o Senhor,
ele nos feriu e há de tratar-nos,
ele nos machucou e há de curar-nos.
2 Em dois dias, nos dará vida,
e, ao terceiro dia, há de restaurar-nos,
e viveremos em sua presença.
3 É preciso saber segui-lo
para reconhecer o Senhor.
Certa como a aurora é a sua vinda,
ele virá até nós como as primeiras chuvas,
como as chuvas tardias que regam o solo’.
4 Como vou tratar-te, Efraim?
Como vou tratar-te, Judá?
O vosso amor é como nuvem pela manhã,
como orvalho que cedo se desfaz.
5 Eu os desbastei por meio dos profetas,
arrasei-os com as palavras de minha boca,
mas, como luz, expandem-se meus juízos;
6 quero amor, e não sacrifícios,
conhecimento de Deus, mais do que holocaustos”.
7 Mas eles violaram o pacto em Adam,
e nesse lugar transgrediram a minha lei.
8 Galaad é cidade de malfeitores,
manchada de sangue.
9 O grupo de sacerdotes
é como uma quadrilha de salteadores;
eles matam, na estrada, os que viajam a Siquém,
e entregam-se ao crime teimosamente.
10 Na casa de Israel vi algo horrível:
as obscenidades de Efraim,
de que Israel se contaminou.
11 Mas para ti também, Judá, está reservada
uma colheita de sofrimentos,
quando eu fizer mudar a sorte do meu povo.
7,1 Quando eu quis curar Israel,
manifestou-se a maldade de Efraim
e a perversidade da Samaria,
pois praticavam a mentira;
um ladrão ataca por dentro
e o bando assalta por fora.
2 E não dizem para si mesmos
que eu lembro toda a sua maldade.
Agora, estão cercados por suas obras,
consumadas diante de mim.

Responsório Mt 9,13a; Os 6,6b.4c

R. Ide vós, e aprendei o que quer dizer:
* Eu não quero oferenda e sacrifício;
quero amor e a ciência do Senhor.
V. Vosso amor é como a nuvem da manhã,
como o orvalho que depressa se dissipa. * Eu não.

Segunda leitura

De escritos diversos da História da Ordem dos Pregadores

(Libelus de principis O.P.: Acta canonizationis sancti Dominici: Monumenta O. P. Mist. 16, Romae 1935, pp. 30s.,146-147)            (Séc.XIII)

Falava com Deus ou de Deus

Domingos possuía tão grande nobreza de comportamento, e o ímpeto do divino fervor tanto o arrebatava que, sem dificuldade, era reconhecido como vaso de honra e de graça. Possuía serenidade de espírito extremamente constante,a não ser que a compaixão e a misericórdia a turbassem; e visto que o coração jubiloso alegra o semblante, revelava exteriormente a placidez do homem interior pela benignidade visível e alegria do rosto. 

Em toda parte, mostrava-se homem evangélico por palavras e atos. Durante o dia, com os irmãos e companheiros, ninguém mais simples, ninguém mais agradável. À noite, ninguém mais vigilante, nem mais insistente de todos os modos na oração. Falava raramente; vivia com Deus na oração, e sobre isto exortava seus irmãos. 

Havia um pedido a Deus que lhe era frequente e especial: que lhe concedesse a verdadeira caridade, eficaz em atender e em favorecer a salvação dos homens. Assim fazia porque julgava que só seria verdadeiramente um bom membro de Cristo, quando se entregasse totalmente à salvação dos homens, como o Salvador de todos, o Senhor Jesus, que se ofereceu todo para nossa salvação. Para este fim, após madura e demorada deliberação, fundou a Ordem dos Frades Pregadores. 

Exortava constantemente por palavras e por escrito os irmãos desta Ordem a que sempre se aplicassem ao Novo e ao Antigo Testamento. Trazia sempre consigo o evangelho de Mateus e as epístolas de São Paulo; lia-os tanto, a ponto de sabê-los quase de cor. 

Por duas ou três vezes, eleito bispo, recusou sempre, preferindo viver na pobreza com os irmãos a possuir um episcopado. Guardou ilibada até o fim a limpidez de sua virgindade. Desejava ser flagelado, ser cortado em pedaços e morrer pela fé cristã. Dele afirmou Gregório IX: “Conheci um homem, que seguiu em tudo o modo de vida dos apóstolos; não há dúvida de que esteja unido nos céus à glória dos mesmos apóstolos”.

Responsório Cf. Eclo 48,1; Ml 1,6a

R. Levantou-se como um fogo o pregador da salvação.
* Sua palavra era ardente, como um facho incandescente.
V. A doutrina da verdade estava em sua boca
e não se encontrou falsidade nos seus lábios.
* Sua palavra.

Oração

Ó Deus, que os méritos e ensinamentos de São Domingos venham em socorro da vossa Igreja, para que o grande pregador da vossa verdade seja agora nosso fiel intercessor. Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, na unidade do Espírito Santo.

Conclusão da Hora

V. Bendigamos ao Senhor.
R. Graças a Deus.

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Helber Clayton é leigo católico, servidor público, escritor, casado, formado em Letras, com licenciatura em Língua Portuguesa, Língua Inglesa e respectivas literaturas, Especialista em Língua Latina e Filologia Românica.
Mora em Teixeira de Freitas na Bahia

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