V. Vinde, ó Deus, em meu auxílio.
R. Socorrei-me sem demora.
Glória ao Pai e ao Filho e ao Espírito Santo. *
Como era no princípio, agora e sempre. Amém. Aleluia.
Hino
Eterno Sol, que envolveis
a criação de esplendor,
a vós, Luz pura das mentes,
dos corações o louvor.
Pelo poder do Espírito,
lâmpadas vivas brilharam.
Da salvação os caminhos
a todo o mundo apontaram.
Por estes servos da graça
fulgiu com novo esplendor
o que a palavra proclama
e que a razão demonstrou.
Tem parte em suas coroas,
pela doutrina mais pura,
este varão que louvamos
e como estrela fulgura.
Por seu auxílio pedimos:
dai-nos, ó Deus, caminhar
na direção da verdade
e assim a vós alcançar.
Ouvi-nos, Pai piedoso,
e vós, ó Filho, também,
com o Espírito Santo,
Rei para sempre. Amém.
Salmodia
Ant. 1 Repreendei-me, Senhor, mas sem ira! †
Salmo 37(38)
Súplica de um pecador em extremo perigo
Todos os conhecidos de Jesus ficaram à distância (Lc 23,49).
I
–2 Repreendei-me, Senhor, mas sem ira; *
† corrigi-me, mas não com furor!
–3 Vossas flechas em mim penetraram; *
vossa mão se abateu sobre mim.
–4 Nada resta de são no meu corpo, *
pois com muito rigor me tratastes!
– Não há parte sadia em meus ossos, *
pois pequei contra vós, ó Senhor!
–5 Meus pecados me afogam e esmagam, *
como um fardo pesado me oprimem.
Ant. Repreendei-me, Senhor, mas sem ira!
Ant. 2 Conheceis meu desejo, Senhor.
II
–6 Cheiram mal e supuram minhas chagas *
por motivo de minhas loucuras.
–7 Ando triste, abatido, encurvado, *
todo o dia afogado em tristeza.
–8 As entranhas me ardem de febre, *
já não há parte sã no meu corpo.
–9 Meu coração grita e geme de dor, *
esmagado e humilhado demais.
–10 Conheceis meu desejo, Senhor, *
meus gemidos vos são manifestos;
=11 bate rápido o meu coração, †
minhas forças estão me deixando, *
e sem luz os meus olhos se apagam.
=12 Companheiros e amigos se afastam, †
fogem longe das minhas feridas; *
meus parentes mantêm-se à distância.
–13 Armam laços os meus inimigos, *
que procuram tirar minha vida;
– os que buscam matar-me ameaçam *
e maquinam traições todo o dia.
Ant. Conheceis meu desejo, Senhor.
Ant. 3 Confesso, Senhor, minha culpa:
salvai-me, e jamais me deixeis!
III
–14 Eu me faço de surdo e não ouço, *
eu me faço de mudo e não falo;
–15 semelhante a alguém que não ouve *
e não tem a resposta em sua boca.
–16 Mas, em vós, ó Senhor, eu confio, *
e ouvireis meu lamento, ó meu Deus!
–17 Pois rezei: “Que não zombem de mim, *
nem se riam, se os pés me vacilam!”
–18 Ó Senhor, estou quase caindo, *
minha dor não me larga um momento!
–19 Sim, confesso, Senhor, minha culpa: *
meu pecado me aflige e atormenta.
=20 São bem fortes os meus adversários †
que me vêm atacar sem razão; *
quantos há que sem causa me odeiam!
–21 Eles pagam o bem com o mal, *
porque busco o bem, me perseguem.
–22 Não deixeis vosso servo sozinho, *
ó meu Deus, ficai perto de mim!
–23 Vinde logo trazer-me socorro, *
porque sois para mim Salvação!
Ant. Confesso, Senhor, minha culpa:
salvai-me, e jamais me deixeis!
V. Os meus olhos se gastaram de esperar-vos
R. E de aguardar vossa justiça e salvação.
Primeira leitura
Do Livro de Josué 10,1-14; 11,15-17
O povo de Deus toma posse da terra
10,1 Adonisedec, rei de Jerusalém, ouvindo dizer que Josué tinha tomado Hai e a tinha arrasado – pois tratara Hai e seu rei como havia tratado Jericó e seu rei – e que os gabaonitas tinham feito a paz com Israel e viviam com os israelitas, 2encheu-se de medo. Porque Gabaon era uma cidade tão importante quanto as cidades reais, maior do que a cidade de Hai, e todos os seus guerreiros eram muito valentes. 3Adonisedec enviou então esta mensagem a Oam, rei de Hebron, a Faran, rei de Jarmut, a Jáfia, rei de Laquis, e a Dabir, rei de Eglon, dizendo: 4“Vinde ter comigo e ajudai-me a atacar Gabaon, porque fez a paz com Josué e com os filhos de Israel”. 5Tendo-se unido, os cinco reis amorreus – o rei de Jerusalém, o rei de Hebron, o rei de Jarmut, o rei de Laquis e o rei de Eglon – subiram com seus exércitos, acamparam junto a Gabaon e atacaram-na.
6Então os habitantes de Gabaon mandaram dizer a Josué, que estava acampado em Guilgal: “Não abandones os teus servidores. Vem depressa salvar-nos e socorrer-nos, porque se coligaram contra nós todos os reis amorreus que habitam na montanha”. 7E Josué subiu de Guilgal, tendo consigo todo o seu exército de homens valentíssimos. 8O Senhor disse a Josué: “Não os temas! Porque os entreguei em tuas mãos; nenhum deles te poderá resistir”. 9Josué marchou toda a noite desde Guilgal e caiu de improviso sobre eles. 10E o Senhor os desbaratou diante de Israel, que lhes infligiu uma grande derrota perto de Gabaon e os perseguiu pelo caminho que sobe de Bet-Horon, batendo-os até Azeca e Maceda. 11Quando eles fugiam dos filhos de Israel e estavam na descida de Bet-Horon, o Senhor fez cair do céu grandes pedras em cima deles até Azeca, e foram mais numerosos os que morreram com a chuva de pedras, do que os mortos à espada pelos filhos de Israel.
12Então Josué falou ao Senhor, no dia em que ele entregou os amorreus nas mãos dos filhos de Israel, e disse, na presença deles:
“Sol, para sobre Gabaon.
E tu, lua, sobre o vale de Aialon!”
13E o sol deteve-se e a lua parou, até que o povo se vingasse de seus inimigos.
Não é o que está escrito no Livro do Justo? Parou pois o sol no meio do céu e não se apressou a se pôr pelo espaço de quase um dia. 14Nem houve nem antes nem depois dia como aquele, em que o Senhor obedeceu à voz de um homem, pois o Senhor lutava por Israel.
1,15 Conforme o Senhor tinha ordenado a Moisés, seu servo, também Moisés ordenou a Josué, e ele assim o fez: não deixou de cumprir uma só palavra de tudo o que o Senhor tinha ordenado a Moisés.
16Foi assim que Josué tomou esta terra: a região montanhosa, o Negueb, toda a terra de Gósen, a planície, a Arabá, o monte de Israel e suas campinas, 17desde o monte Calvo, que se ergue para o lado de Seir, até Baal-Gad, no vale do Líbano, ao pé do monte Hermon. Tomou também todos os seus reis, feriu-os e os matou.
Responsório Ez 34,13.15
R. Eu hei de congregar minhas ovelhas dentre os povos
e as reconduzirei ao país de sua origem.
* Nos montes de Israel, eu as apascentarei,
junto aos rios e às correntes
e em todos os lugares habitados desta terra.
Segunda leitura
Dos Sermões de Santo Antônio de Pádua, presbítero
(I.226) (Séc.XII)
A palavra é viva quando são as obras que falam
Quem está repleto do Espírito Santo fala várias línguas. As várias línguas são os vários testemunhos sobre Cristo, a saber: a humildade, a pobreza, a paciência e a obediência; falamos estas línguas quando os outros as veem em nós mesmos. A palavra é viva quando são as obras que falam. Cessem, portanto, os discursos e falem as obras. Estamos saturados de palavras, mas vazios de obras. Por este motivo o Senhor nos amaldiçoa, como amaldiçoou a figueira em que não encontrara frutos, mas apenas folhas. Diz São Gregório: “Há uma lei para o pregador: que faça o que prega”. Em vão pregará o conhecimento da lei quem destrói a doutrina por suas obras.
Os apóstolos, entretanto, falavam conforme o Espírito Santo os inspirava (cf. At 2,4). Feliz de quem fala conforme o Espírito Santo lhe inspira e não conforme suas ideias! Pois há alguns que falam movidos pelo próprio espírito e, usando as palavras dos outros, apresentam-nas como suas, atribuindo-as a si mesmos. Destes e de outros semelhantes, diz o Senhor por meio do profeta Jeremias: Terão de se haver comigo os profetas que roubam um do outro as minhas palavras. Terão de se haver comigo os profetas, diz o Senhor, que usam suas línguas para proferir oráculos. Eis que terão de haver-se comigo os profetas que profetizam sonhos mentirosos, diz o Senhor, que os contam, e seduzem o meu povo com suas mentiras e seus enganos. Mas eu não os enviei, não lhes dei ordens, e não são de nenhuma utilidade para este povo – oráculo do Senhor (Jr 23,30-32).
Falemos, portanto, conforme a linguagem que o Espírito Santo nos conceder; e peçamos-lhe humilde e devotamente que derrame sobre nós a sua graça, a fim de podermos celebrar o dia de Pentecostes com a perfeição dos cinco sentidos e na observância do decálogo. Que sejamos repletos de um profundo espírito de contrição e nos inflamemos com essas línguas de fogo que são os louvores divinos. Desse modo, ardentes e iluminados pelos esplendores da santidade, mereceremos ver o Deus Uno e Trino.
Responsório Cf. Os 14,6b; Sl 91(92),13; Eclo 24,4a
R. O justo como o lírio brotará
* E florirá ante o Senhor, eternamente.
V. Será louvado na assembleia dos eleitos.
* E florirá.
Oração
Deus eterno e todo-poderoso, que destes Santo Antônio ao vosso povo como insigne pregador e intercessor em todas as necessidades, fazei-nos, por seu auxílio, seguir os ensinamentos da vida cristã, e sentir a vossa ajuda em todas as provações. Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, na unidade do Espírito Santo.
Conclusão da Hora
V. Bendigamos ao Senhor.
R. Graças a Deus.


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