Ofício das Leituras da Memória de Santa Isabel da Hungria


V. Vinde, ó Deus, em meu aulio.
R. Socorrei-me sem demora.
Glória ao Pai e ao Filho e ao Esrito Santo. *
Como era no prinpio, agora e sempre. Amém. Aleluia.

Hino

Esta louvável mulher,
por suas obras honrada,
já com os anjos triunfa
pelas virtudes ornada.

A Deus orava com lágrimas
e com fiel coração,
entre jejuns e vigílias,
fiel à santa oração.

Do mundo a glória pisou,
firmando a mente no bem.
E, na perfeita justiça,
dos céus subiu mais além.

Em sua casa ela fez
brilhar as santas ações.
Seu prêmio agora recebe
de Deus nas altas mansões.

Honra, poder, majestade
ao Uno e Trino Senhor.
Ouvindo as preces da santa,
nos una aos santos no Amor.

Ant. 1 Por vossa bondade, salvai-me, Senhor!

Salmo 6

O homem aflito pede clemência ao Senhor

Agora sinto-me angustiado. Pai, livra-me desta hora (Jo 12,27).

2 Repreendei-me, Senhor, mas sem ira; *

corrigi-me, mas não com furor!

=3 Piedade de mim: estou enfermo †

e curai o meu corpo doente! *

4 Minha alma está muito abatida!

= Até quando, Senhor, até quando.? †

5 Oh! voltai-vos a mim e poupai-me, *

e salvai-me por vossa bondade!

6 Porque, morto, ninguém vos recorda; *

pode alguém vos louvar no sepulcro?

=7 Esgotei-me de tanto gemer, †

banho o leito em meu pranto de noite, *

minha cama inundei com as lágrimas!

–8 Tenho os olhos turvados de mágoa, *

fiquei velho de tanto sofrer!

9 Afastai-vos de mim, malfeitores, *

porque Deus escutou meus soluços!

10 O Senhor escutou meus pedidos; *

o Senhor acolheu minha prece!

11 Apavorem-se os meus inimigos; *

com vergonha, se afastem depressa!

– Glória ao Pai e ao Filho e ao Espírito Santo. *

Como era no princípio, agora e sempre. Amém.

Ant. Por vossa bondade, salvai-me, Senhor!

Ant. 2 O Senhor é o refúgio do oprimido,
seu abrigo nos momentos de aflição.

Salmo 9 A(9)

Ação de graças pela vitória

De novo há de vir em sua glória para julgar os vivos e os mortos

I

2 Senhor, de coração vos darei graças, *

as vossas maravilhas cantarei!

3 Em vós exultarei de alegria, *

cantarei ao vosso nome, Deus Altíssimo!

4 Voltaram para trás meus inimigos, *

perante a vossa face pereceram;

5 defendestes meu direito e minha causa, *

juiz justo assentado em vosso trono.

6 Repreendestes as nações, e os maus perdestes, *

apagastes o seu nome para sempre.

=7 O inimigo se arruinou eternamente, †

suas cidades foram todas destruídas, *

e até sua lembrança exterminastes.

8 Mas Deus sentou-se para sempre no seu trono, *

preparou o tribunal do julgamento;

9 julgará o mundo inteiro com justiça, *

e as nações há de julgar com equidade.

10 O Senhor é o refúgio do oprimido, *

seu abrigo nos momentos de aflição.

11 Quem conhece o vosso nome, em vós espera, *

porque nunca abandonais quem vos procura.

– Glória ao Pai e ao Filho e ao Espírito Santo. *

Como era no princípio, agora e sempre. Amém.

Ant. O Senhor é o refúgio do oprimido,
seu abrigo nos momentos de aflição.

Ant. 3 Anunciarei vossos louvores
junto às portas de Sião.

II

12 Cantai hinos ao Senhor Deus de Sião, *

celebrai seus grandes feitos entre os povos!

 –13 Pois não esquece o clamor dos infelizes, *

deles se lembra e pede conta do seu sangue.

=14 Tende pena e compaixão de mim, Senhor! †

Vede o mal que os inimigos me fizeram! *

E das portas dos abismos retirai-me,

=15 para que eu possa anunciar vossos louvores †

junto às portas da cidade de Sião, *

e exultar por vosso auxílio e salvação!

16 Os maus caíram no buraco que cavaram, *

nos próprios laços foram presos os seus pés.

17 O Senhor manifestou seu julgamento: *

ficou preso o pecador em seu pecado.

18 Que tombem no abismo os pecadores *

e toda gente que se esquece do Senhor!

19 Mas o pobre não será sempre esquecido, *

nem é vã a esperança dos humildes.

20 Senhor, erguei-vos, não se ufanem esses homens! *

Perante vós sejam julgados os soberbos!

21 Lançai, Senhor, em cima deles o terror, *

e saibam todos que não passam de mortais!

– Glória ao Pai e ao Filho e ao Espírito Santo. *
Como era no princípio, agora e sempre. Amém.

Ant. Anunciarei vossos louvores
junto às portas de Sião.

V. Dai-me o saber, e cumprirei a vossa lei.
R. E de todo o coração a guardarei.

Primeira leitura

Do Livro do Profeta Joel             4,1-3.9-21

Juízo final e felicidade eterna

Assim fala o Senhor:
4,1 “Eis que, naqueles dias
e naquele tempo,
quando eu mudar a sorte
de Judá e Jerusalém,
2 reunirei todos os povos
e os conduzirei ao Vale de Josafá,
e ali me baterei com eles
em favor do meu povo e minha herança, Israel,
que eles dispersaram pelas nações,
depois de dividirem minha terra.
3 Puseram em sorteio o meu povo,
fizeram do menino um prostituto,
venderam a menina para comprarem vinho!
9 Gritai isto às nações,
organizai a luta,
arrebanhai os mais fortes;
que todos os guerreiros capazes
se agrupem e ataquem.
10Transformai vossos arados em espadas
e vossas foices em lanças;
que o fraco diga:
‘Eu sou forte’.
11 Vinde, comparecei,
povos todos ao redor,
é hora de lá vos reunirdes.
Envia, Senhor, os teus fortes defensores!
12 Levantem-se e ponham-se em marcha os povos
rumo ao Vale de Josafá;
ali me sentarei como juiz para julgar
todas as nações em redor.
13 Tomai a foice,
pois a colheita está madura;
vinde calcar,
que o lagar está cheio:
as tinas transbordam,
porque grande é a sua malícia.
14 Povos e mais povos
no Vale da Decisão:
o dia do Senhor está próximo
no Vale da Decisão.
15 Escureceram o sol e a lua
e as estrelas perderam o brilho.
16 Desde Sião rugirá o Senhor,
fará ouvir sua voz desde Jerusalém;
tremerão céus e terra,
mas o Senhor será refúgio para o seu povo,
será a fortaleza dos filhos de Israel.
17 Sabereis, então, que eu sou o Senhor, vosso Deus,
que habito em Sião, meu santo monte;
Jerusalém será lugar sagrado,
por onde não mais passarão estranhos.
18 Acontecerá naquele dia
que os montes farão correr vinho,
e as colinas manarão leite;
aos regatos de Judá não há de faltar água,
e da casa do Senhor brotará uma fonte,
que irá alimentar a torrente de Setim.
19 O Egito será devastado,
e a Iduméia, devastada e deserta,
por causa de suas atrocidades
contra os filhos de Judá,
derramando sangue inocente em suas terras.
20 Judá será habitada para sempre,
e Jerusalém, por todos os séculos.
21 Vingarei meu sangue, não o deixarei sem castigo.
O Senhor está habitando em Sião”.

Responsório Jl 3,18; Ap 22,17c.1

R. As montanhas vinho novo manarão
e por todos os regatos de Judá
a água em torrentes correrá
e da casa do Senhor sairá uma fonte.
* Venha, pois, o que tem sede e quem quiser,
venha buscar gratuitamente a água da vida.
V. O anjo me mostrou o rio da água viva
transparente qual cristal,
que saía ao pé do trono de Deus e do Cordeiras palavras
da Escritura da Verdade. * Foram ouvidas.

Segunda leitura

Da Carta escrita por Conrado de Marburgo, diretor espiritual de Santa Isabel

(Ad pontificem anno 1232: A. Wyss, Hessisches Urkunden-buch I, Leipzig 1879,31-35)             (Séc.XIII)

Isabel conheceu e amou Cristo nos pobres

Muito cedo começou Isabel a possuir grandes virtudes. Do mesmo modo como a vida inteira foi a consoladora dos pobres, era também desde então a providência dos famintos. Determinou a construção de um hospital, perto de um castelo de sua propriedade, onde recolheu muitos enfermos e enfraquecidos. A todos que ali iam pedir esmola, distribuiu liberalmente suas dádivas; e não só ali, mas em todo o território sob a jurisdição de seu marido. Destinou para isto a renda de quatro dos principados do esposo, e foi ao ponto de mandar vender seus adornos e vestes preciosas em benefício dos pobres.

Tinha o costume de, duas vezes ao dia, pela manhã e à tarde, visitar pessoalmente seus doentes, e chegava mesmo a tratar com as próprias mãos os mais repelentes. A alguns deles alimentava, a outros preparava o leito, a outros até carregava nos ombros. Assim realizava muitas obras de bondade. Em tudo isto seu marido, de feliz memória, não se mostrava contrariado. Contudo, após a morte deste, tendendo para a máxima perfeição, rogou-me com lágrimas que lhe permitisse ir mendigar de porta em porta.

Numa Sexta-feira Santa, desnudados todos os altares, em uma capela de seu castelo onde acolhera os frades franciscanos, colocou as mãos sobre o altar e, na presença de umas poucas pessoas, renunciou à própria vontade e a todas as pompas mundanas e a tudo quanto o Salvador no evangelho aconselhara abandonar. Feito isto, vendo que poderia deixar-se absorver pelo tumulto do século e glória mundana, naquela terra onde vivera com esplendor em vida do esposo, seguiu-me contra minha vontade a Marburgo. Nesta cidade construiu um hospital para doentes e necessitados, chamando à sua mesa os mais miseráveis e desprezados. Além desta atuação operosa, digo-o diante de Deus, raramente vi mulher mais contemplativa. Algumas pessoas e mesmo religiosos, na hora de sua oração particular, viram muitas vezes seu rosto brilhar maravilhosamente e como que raios de sol jorrarem de seus olhos.

Antes da morte ouvi-a em confissão. Indagando-lhe, então, qual o seu desejo em relação ao que possuía e a seus móveis, respondeu que tudo quanto parecia possuir já pertencia aos pobres e pediu-me distribuir-lhes tudo, reservando apenas a túnica vulgar que vestia e coma qual queria ser sepultada. Depois, recebeu o corpo do Senhor e, em seguida, até à hora de Vésperas falou bastante sobre as ótimas coisas que ouvira no sermão. Finalmente, com toda devoção, recomendando a Deus todos os presentes, expirou como se adormecesse suavemente.

Responsório             Jt 15,11(Vg); At 10,4

R. Agiste com coragem, teu coração não se abalou,
pois amaste a castidade.
* Por isso hás de ser bendita eternamente.
V. Tuas preces e esmolas se elevaram até Deus
como oferta de incenso. * Por isso.

Oração

Ó Deus, que destes a Santa Isabel da Hungria reconhecer e venerar o Cristo nos pobres, concedei-nos, por sua intercessão, servir os pobres e aflitos com incansável caridade. Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, na unidade do Espírito Santo.

Conclusão da Hora

V. Bendigamos ao Senhor.
R. Graças a Deus.


Comments

Uma resposta para “Ofício das Leituras da Memória de Santa Isabel da Hungria”

  1. Avatar de Geraldo Corrêa Filho
    Geraldo Corrêa Filho

    Quem te pode trazer a paz?

    Vinde, benditos de meu Pai, diz o Senhor: eu estava doente e me visitastes. Em verdade vos digo, tudo o que fizestes ao menor dos meus irmãos foi a mim que o fizestes (Mt 25, 34.36.40).

    Oração do dia
    Ó Deus, que destes a santa Isabel da Hungria reconhecer e venerar o Cristo nos pobres, concedei-nos, por sua intercessão, servir aos pobres e aflitos com incansável caridade. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, Vosso Filho, na unidade do Espírito Santo.

    ‘ Porque tu não reconheceste o tempo em que foste visitada”. ‘

    https://padrepauloricardo.org/episodios/uma-mulher-extraordinaria

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