Sexta-feira da 4ª Semana da Páscoa


V. Vinde, ó Deus, em meu aulio.
R. Socorrei-me sem demora.
Glória ao Pai e ao Filho e ao Esrito Santo. *
Como era no prinpio, agora e sempre. Amém. Aleluia.

Hino

Exulte o céu do alto,
aplaudam terra e mar;
o Cristo, ressurgindo,
a vida vem nos dar.

O tempo favorável
à terra já voltou;
felizes, contemplamos
o dia salvador,

no qual o mundo, salvo
no sangue do Cordeiro,
já brilha em meio às trevas
com brilho verdadeiro.

A morte mata a morte,
da culpa nos redime;
a força do vencido,
vencendo, apaga o crime.

É esta a nossa espera,
é este o nosso gozo:
também ressurgiremos,
com Cristo glorioso.

Por isso, celebremos
a Páscoa do Cordeiro,
repletos pela graça
do seu amor primeiro.

Jesus, sede a alegria
perene dos remidos;
uni na vossa glória
da graça os renascidos.

Louvor a vós, Jesus,
da morte vencedor,
reinando com o Pai
e o seu eterno Amor.

Salmodia

Ant. 1 Ó meu Deus, escutai minha prece,
ao clamor do inimigo estremeço!

Salmo 54(55),2-15.17-24

Oração depois da traição de um amigo

Jesus começou a sentir medo e angústia (Mc 14,33)

I

2 Ó meu Deus, escutai minha prece, *
não fujais desta minha oração!
3 Dignai-vos me ouvir, respondei-me: *
a angústia me faz delirar!

4 Ao clamor do inimigo estremeço, *
e ao grito dos ímpios eu tremo.
– Sobre mim muitos males derramam, *
contra mim furiosos investem.

5 Meu coração dentro em mim se angustia, *
e os terrores da morte me abatem;
6 o temor e o tremor me penetram, *
o pavor me envolve e deprime!

=7 É por isso que eu digo na angústia: †
Quem me dera ter asas de pomba *
e voar para achar um descanso!
8 Fugiria, então, para longe, *
e me iria esconder no deserto.

Ant. Ó meu Deus, escutai minha prece,
ao clamor do inimigo estremeço!

Ant. 2 O Senhor have de libertar-nos
da mão do inimigo traiçoeiro.

II

– 9 Acharia depressa um regio *
contra o vento, a procela, o tufão.
=10 Ó Senhor, confundi as más línguas; †
dispersai-as, porque na cidade *
só se  violência e discórdia!

=11 Dia e noite circundam seus muros, †
12 dentro dela há maldades e crimes, *
a injustiça, a opressão moram nela!
– Violência, imposturas e fraudes *
já não deixam suas ruas e praças.

13 Se o inimigo viesse insultar-me, *
poderia aceitar certamente;
– se contra mim investisse o inimigo, *
poderia, talvez, esconder-me.

14 Mas és tu, companheiro e amigo, *
tu, meu íntimo e meu familiar,
15 com quem tive agradável convívio *
com o povo, indo à casa de Deus!

Ant. O Senhor have de libertar-nos
da mão do inimigo traiçoeiro.

Ant. 3 Lança sobre o Senhor teus cuidados,
porque ele há de ser teu sustento.

III

17 Eu, porém, clamo a Deus em meu pranto, *
e o Senhor me haverá de salvar!
18 Desde a tarde, à manhã, ao meio-dia, *
faço ouvir meu lamento e gemido.

19 O Senhor há de ouvir minha voz, *
libertando a minh’alma na paz,
– derrotando os meus agressores, *
porque muitos estão contra mim!

20 Deus me ouve e haverá de humilhá-los, *
porque é Rei e Senhor desde sempre.
– Para os ímpios não há conversão, *
pois não temem a Deus, o Senhor.

21 Erguem a mão contra os próprios amigos, *
violando os seus compromissos;
22 sua boca está cheia de unção, *
mas o seu coração traz a guerra;
– suas palavras mais brandas que o óleo, *
na verdade, porém, são punhais.

23 Lança sobre o Senhor teus cuidados, *
porque ele há de ser teu sustento,
– e jamais ele irá permitir *
que o justo para sempre vacile!

24 Vós, porém, ó Senhor, os lançais *
no abismo e na cova da morte.
– Assassinos e homens de fraude *
não verão a metade da vida.
– Quanto a mim, ó Senhor, ao contrário: *
ponho em vós toda a minha esperança!

Ant. Lança sobre o Senhor teus cuidados,
porque ele há de ser teu sustento.

V. Céus e terra se alegram cantando: aleluia.
R. Pela ressurreição do Senhor. Aleluia.

Primeira leitura

Do Livro do Apocalipse             17,1-18

A grande Babilônia

        Eu, João, continuei a ver. 1Um dos anjos das sete taças convidou-me: “Vem! Vou-te mostrar o julgamento da grande prostituta, que está sentada à beira do grande mar. 2Os reis da terra se prostituíram com ela e os habitantes da terra se embebedaram com o vinho da sua prostituição”. 3E o anjo me levou em espírito a um lugar solitário, e eu vi uma mulher montada numa besta de cor escarlate, e que estava cheia de nomes blasfemos. A besta tinha sete cabeças e dez chifres. 4A mulher estava vestida de púrpura e escarlate, estava toda enfeitada de ouro, pedras preciosas e pérolas. Tinha na mão um cálice de ouro cheio de abominações, que são as imundícies da sua prostituição. 5Na fronte da mulher estava escrito um nome enigmático: “Babilônia, a grande, a mãe das prostitutas e das abominações da terra”.

        6E reparei que a mulher estava embriagada com o sangue dos santos e com o sangue das testemunhas de Jesus. A visão desta mulher deixou-me profundamente admirado. 7Disse-me então o anjo: “Por que estás admirado? Eu vou te explicar o segredo da mulher e da besta com sete cabeças e dez chifres que a carrega. 8A besta que viste existia, mas não existe mais. Ela está para subir do abismo, mas caminha para a perdição. E aqueles habitantes da terra que não têm o seu nome inscrito no livro da vida desde a fundação do mundo, vão notar com admiração a besta que existia, que não existe mais e que tornará a vir. 9Aqui é preciso uma inteligência perspicaz: As sete cabeças são sete montanhas sobre as quais a mulher está sentada. Mas são também sete reis. 10Cinco deles já caíram, o sexto está aí, o sétimo ainda não veio. E quando vier, deve durar pouco tempo. 11A besta que existia e já não existe é o próprio oitavo rei, mas é também um dos sete, e está indo para a perdição. 12E os dez chifres, que viste, são dez reis que ainda não receberam reinado, mas receberão por uma hora o poder de reinar juntamente com a besta. 13Estes reis estão de acordo para dar sua força e poder à besta. 14Eles vão combater contra o Cordeiro, mas o Cordeiro há de vencê-los, pois ele é o Senhor dos Senhores e o Rei dos reis. E serão vencedores também os que foram chamados ao lado dele, os eleitos e fiéis.  

        15O anjo disse-me ainda: “As águas que viste, onde está sentada a prostituta, são os povos, as nações e as línguas. 16E os dez chifres, que viste, como também a besta, vão-se desgostar da prostituta e a deixarão desolada e nua, comerão a sua carne e a queimarão com fogo. 17É que Deus os incitou a executar o plano dele, entregando de comum acordo o seu poder real à besta, até que se realize o que Deus falou. 18E a mulher que viste é a grande cidade, que exerce a realeza sobre os reis da terra”.

Responsório Ap 17,14. 6,2b

R. Os reis de toda a terra lutarão contra o Cordeiro
e o Cordeiro os vencerá.
* Porque ele é o Rei dos reis,
dos senhores é o Senhor. Aleluia.
V. Foi-lhe dada uma coroa e partiu vitorioso
para obter novas vitórias. * Porque ele.

Segunda leitura

Da Carta aos Coríntios, de São Clemente I, papa

(Cap.36,1-2;37-38: Funk 1,107-109)         (Séc.I)

Muitas veredas, um só caminho

        Este é o caminho, caríssimos, onde encontramos nossa salvação: Jesus Cristo, o pontífice de nossas oferendas, nosso defensor e arrimo nas fraquezas.

        Por ele nossos olhos se voltam para as alturas dos céus; por ele contemplamos, como num espelho, o rosto puríssimo e sublime de Deus; por ele abrem-se os olhos de nosso coração; por ele a nossa inteligência, insensata e obscurecida, desabrocha para a luz; por ele quis o Senhor fazer-nos saborear a ciência imortal, pois sendo ele o esplendor da glória de Deus, foi colocado tão acima dos anjos quanto o nome que herdou supera o nome deles (cf. Hb 1,3.4).

        Combatamos, portanto, irmãos, com todas as forças, sob as suas ordens irrepreensíveis.

        Consideremos os soldados, que combatem sob as ordens dos nossos comandantes. Quanta disciplina, quanta obediência, quanta submissão em executar o que se ordena! Nem todos são chefes supremos, ou comandantes de mil, cem ou cinquenta soldados, e assim por diante; mas cada um, em sua ordem e posto, cumpre as ordens do imperador e dos comandantes. Os grandes não podem passar sem os pequenos, nem os pequenos sem os grandes. A eficiência depende da colaboração recíproca.  

        Sirva de exemplo o nosso corpo. A cabeça nada vale sem os pés, nem os pés sem a cabeça. Os membros do corpo, por menores que sejam, são necessários e úteis ao corpo inteiro; mais ainda, todos se harmonizam e se subordinam para salvar todo o corpo.  

        Asseguremos, portanto, a salvação de todo o corpo que formamos em Cristo Jesus, e cada um se submeta ao seu próximo conforme o dom da graça que lhe foi concedido.  

        O forte proteja o fraco e o fraco respeite o forte; o rico seja generoso para com o pobre e o pobre agradeça a Deus por ter dado alguém que o ajude na pobreza. O sábio manifeste sua sabedoria não por palavras, mas por boas obras; o humilde não dê testemunho de si mesmo, mas deixe que outro o faça. Quem é casto de corpo não se vanglorie, sabendo que é Deus quem lhe dá o dom da continência.  

        Consideremos, então, irmãos, de que matéria somos feitos, quem éramos e em que condições entramos no mundo, de que túmulo e trevas nos fez sair aquele que nos plasmou e criou, para nos introduzir no mundo que lhe pertence, onde nos tinha preparado tantos benefícios antes mesmo de termos nascido.  

        Sabendo, pois, que recebemos todas estas coisas de Deus, por tudo lhe demos graças. A ele a glória pelos séculos dos séculos. Amém.

Responsório Cl 1,18; 2,12b.9-10.12a

R. Cristo é a cabeça da Igreja que é seu corpo
é o Princípio, o Primogênito entre os mortos.
* Com ele ressurgistes pela fé
no poder de Deus, que o fez ressuscitar. Aleluia.
V. Nele habita, corporalmente, a divina plenitude
e tendes nele a plenitude porque fostes sepultados
com ele no batismo. * Com ele.

Oração  

Ó Deus, que restaurais a natureza humana dando-lhe uma dignidade ainda maior, considerai o mistério do vosso amor, conservando para sempre os dons da vossa graça naqueles que renovastes pelo sacramento de uma nova vida. Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, na unidade do Espírito Santo.

Conclusão da Hora

V. Bendigamos ao Senhor.
R. Graças a Deus.