Ofício das Leituras da Memória de São João Paulo II, papa

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https://youtu.be/CjeglIe72YE

V. Vinde, ó Deus, em meu auxílio.
R. Socorrei-me sem demora.
Glória ao Pai e ao Filho e ao Espírito Santo. *
Como era no princípio, agora e sempre. Amém. Aleluia.

Hino

Cristo Pastor, modelo dos pastores,
comemorando a festa deste Santo,
a multidão fiel e jubilosa,
vosso louvor celebra neste canto.

Vossas ovelhas, que a São Pedro destes
para guardar, formando um só rebanho,
ele as regeu, por vossa escolha ungido,
e as protegeu contra qualquer rebanho.

Do seu rebanho foi pastor e exemplo,
ao pobre alívio e para os cegos luz,
pai carinhoso, tudo para todos,
seguindo em tudo o Bom Pastor Jesus.

Cristo, que aos santos dais nos céus o prêmio,
com vossa glória os coroando assim,
dai-nos seguir os passos deste mestre
e ter um dia um semelhante fim.

Justo louvor ao Sumo Pai cantemos,
e a vós, Jesus, Eterno Rei, também.
Honra e poder ao vosso Santo Espírito
no mundo inteiro, agora e sempre. Amém.

Salmodia

Ant. 1 A palavra do Senhor é proteção
paraaqueles que a ele se confiam.

Salmo 17(18),31-51

Ação de graças

Se Deus é por nós, quem será contra nós? (Rm 8,31).

IV

–31 São perfeitos os caminhos do Senhor, *
sua palavra é provada pelo fogo;
– nosso Deus é um escudo poderoso *
para aqueles que a ele se confiam.

–32 Quem é deus além de Deus nosso Senhor? *
Quem é Rochedo semelhante ao nosso Deus?
–33 Foi esse Deus que me vestiu de fortaleza *
e que tornou o meu caminho sem pecado.

–34 Tornou ligeiros os meus pés como os da corça *
e colocou-me em segurança em lugar alto;
–35 adestrou as minhas mãos para o combate, *
e os meus braços, para usar arcos de bronze.

Ant. A palavra do Senhor é proteção
paraaqueles que a ele se confiam.

Ant. 2 Com a vossa mão direita me amparastes.

V

=36 Por escudo vós me destes vossa ajuda; †
com a vossa mão direita me amparastes, *
e a vossa proteção me fez crescer.
–37 Alargastes meu caminho ante meus passos, *
e por isso os meus pés não vacilaram.

–38 Persegui meus inimigos e alcancei-os, *
não voltei sem os haver exterminado;
–39 esmaguei-os, já não podem levantar-se, *
e debaixo dos meus pés caíram todos.

–40 Vós me cingistes de coragem para a luta *
e dobrastes os rebeldes a meus pés.
–41 Vós fizestes debandar meus inimigos, *
e aqueles que me odeiam dispersastes.

–42 Eles gritaram, mas ninguém veio salvá-los; *
os seus gritos o Senhor não escutou.
–43 Esmaguei-os como o pó que o vento leva *
e pisei-os como a lama das estradas.

–44 Vós me livrastes da revolta deste povo *
e me pusestes como chefe das nações;
– serviu-me um povo para mim desconhecido, *
45 mal ouviu a minha voz, obedeceu.

= Povos estranhos me prestaram homenagem, †
46 povos estranhos se entregaram, se renderam *
e, tremendo, abandonaram seus redutos.

Ant. Com a vossa mão direita me amparastes.

Ant. 3 Viva o Senhor! Bendito seja o meu Rochedo! †

VI

–47 Viva o Senhor! Bendito seja o meu Rochedo! *
† E louvado seja Deus, meu Salvador!
–48 Porque foi ele, o Senhor, que me vingou *
e os povos submeteu ao meu domínio;

= libertou-me de inimigos furiosos, †
49 me exaltou sobre os rivais que resistiam *
e do homem sanguinário me salvou.
–50 Por isso, entre as nações, vos louvarei, *
cantarei salmos, ó Senhor, ao vosso nome.

=51 Concedeis ao vosso rei grandes vitórias †
e mostrais misericórdia ao vosso Ungido, *
a Davi e à sua casa para sempre.

Ant. Viva o Senhor! Bendito seja o meu Rochedo!

V. Abri meus olhos, e então contemplarei

R. As maravilhas que encerra a vossa lei.

Primeira leitura

Do Livro de Ester                 5,1-5; 7,1-10

O rei e Amã no banquete de Ester. Amã é enforcado

5,1 No terceiro dia, Ester revestiu-se com vestes de rainha e foi colocar-se no vestíbulo interno do palácio real, frente à residência do rei. O rei estava sentado no trono real, na sala do trono, frente à entrada. 2Ao ver a rainha Ester parada no vestíbulo, olhou para ela com agrado e estendeu-lhe o cetro de ouro que tinha na mão, e Ester aproximou-se para tocar a ponta do cetro. 

3 “Que desejas, rainha Ester?”, disse-lhe o rei. “Qual é o teu pedido? Ainda que fosse a metade do meu reino, eu te daria”. 4Ao que ela respondeu: “Se te parecer bem, que o rei venha hoje, com Amã, ao banquete que lhe preparei”. 5E o rei disse: “Que se avise imediatamente Amã, que ele faça o que Ester deseja”. 

7,1 O rei e Amã foram ao banquete da rainha Ester. 2No segundo dia, o rei, ao calor do vinho, disse-lhe de novo: “O que me pedes, Ester; o que queres que eu faça? Ainda que me pedisses a metade do meu reino, ela te seria concedida”. 3Ester respondeu-lhe: “Se ganhei as tuas boas graças, ó rei, e se for de teu agrado, concede-me a vida – eis o meu pedido! – e a vida do meu povo – eis o meu desejo! 4Porque fomos entregues, eu e meu povo, ao extermínio, à matança e ao aniquilamento. Se somente tivéssemos sido entregues como escravos ou servos, eu me teria calado. Mas esta desgraça não compensa o prejuízo que dela resulta para o rei”. 5Assuero tomou a palavra e disse à rainha Ester: “Quem é e onde está o homem que pensa agir assim?” 6Disse Ester: “Nosso perseguidor e nosso inimigo é Amã, este miserável!” À vista do rei e da rainha, Amã ficou aterrorizado. 

7 Furioso, o rei levantou-se e deixou o banquete, indo para o jardim do palácio.Amã levantou-se também para suplicar à rainha Ester que lhe salvasse a vida, pois compreendera que o rei já tinha decidido a sua ruína. 8Quando o rei voltou à sala do banquete e encontrou Amã caído sobre o divã onde Ester se recostava, disse: “Como! Ele ainda quer fazer violência à rainha, na minha presença, na minha casa?” Mal acabara o rei de pronunciar esta palavra, cobriram o rosto de Amã. 9Harbona, um dos eunucos que estavam ao serviço do rei, disse: “Há na casa de Amã uma forca de vinte côvados, que ele fez preparar para Mardoqueu, que falou em defesa do rei”. E o rei exclamou: “Que o suspendam nela!” 10Amã foi, pois, enforcado na forca que ele tinha preparado para Mardoqueu. E aplacou-se a cólera do rei.

Responsório Cf. Est 10,3f; Is 48,20b

R. Clamou Israel ao Senhor e ele salvou o seu povo.
* Libertou-o de todos os males
e fez grandes sinais entre os povos.
V. Anunciai e proclamai exultando:
O Senhor redimiu a Jacó! * Libertou-o.


Segunda leitura

Da homilia de São João Paulo II, papa, no início do seu pontificado

(22 de Outubro de 1978: A.A.S. 70 [1978], pp. 945-947)

Não tenhais medo! Abri as portas a Cristo!

Pedro veio para Roma! E o que foi que o guiou e o conduziu para esta Urbe, o coração do Império Romano, senão a obediência à inspiração recebida do Senhor? Talvez aquele pescador da Galiléia nunca tivesse tido vontade de vir até aqui. Talvez tivesse preferido permanecer, lá onde estava, nas margens do lago da Galiléia, com a sua barca e com as suas redes. Mas, guiado pelo Senhor e obediente à sua inspiração, chegou até aqui!

Segundo uma antiga tradição, durante a perseguição de Nero, Pedro teria tido vontade de deixar Roma. Mas o Senhor interveio: veio ao seu encontro. Pedro, dirigindo-se ao Senhor perguntou: “Quo vadis, Domine?”  (Aonde vais, Senhor?). E o Senhor imediatamente lhe respondeu: “Vou para Roma, para ser crucificado pela segunda vez”. Pedro voltou então para Roma e aí permaneceu até à sua crucifixão.

O nosso tempo convida-nos, impele-nos e obriga-nos a olhar para o Senhor e a imergir-nos numa humilde e devota meditação do mistério do supremo poder do mesmo Cristo.

Aquele que nasceu da Virgem Maria, o filho do carpinteiro – como se considerava –, o Filho de Deus vivo, como confessou Pedro, veio para fazer de todos nós “um reino de sacerdotes” .

O Concílio do Vaticano II recordou-nos o mistério deste poder e o fato de que a missão de Cristo – Sacerdote, Profeta, Mestre e Rei – continua na Igreja. Todos, todo o Povo de Deus participa desta tríplice missão. E talvez que no passado se pusesse sobre a cabeça do Papa o trirregno, aquela tríplice coroa, para exprimir, mediante tal símbolo,  que toda a ordem hierárquica da Igreja de Cristo, todo o seu “sagrado poder” que nela é exercido não é mais do que serviço; serviço que tem uma única finalidade: que todo o Povo de Deus participe desta tríplice missão de Cristo e que permaneça sempre sob a soberania do Senhor, a qual não tem as suas origens nos poderes deste mundo, mas sim no Pai celeste e no mistério da Cruz e da Ressurreição.

O poder absoluto e ao mesmo tempo doce e suave do Senhor corresponde a quanto é o mais profundo do homem, às suas mais elevadas aspirações da inteligência, da vontade e do coração. Esse poder não fala com a linguagem da força, mas exprime-se na caridade e na verdade.

O novo Sucessor de Pedro na Sé de Roma eleva, neste dia, uma prece ardente, humilde e confiante: “Ó Cristo! Fazei com que eu possa tornar-me e ser sempre servidor do teu único poder! Servidor do teu suave poder! Servidor do teu poder que não conhece ocaso! Fazei com que eu possa ser um servo! Mais ainda: servo de todos os teus servos.”

Irmãos e Irmãs! Não tenhais medo de acolher Cristo e de aceitar o Seu poder!

Ajudai o Papa e todos aqueles que querem servir Cristo e, com o poder de Cristo, servir o homem e a humanidade inteira!

Não tenhais medo! Abri antes, ou melhor, escancarai as portas a Cristo! Ao Seu poder salvador abri os confins dos Estados, os sistemas econômicos assim como os políticos, os vastos campos de cultura, de civilização e de progresso! Não tenhais medo! Cristo sabe bem “o que está dentro do homem”. Somente Ele o sabe!

Hoje em dia é frequente o homem não saber o que traz no interior de si mesmo, no mais íntimo da sua alma e do seu coração, Frequentemente não encontra o sentido da sua vida sobre a terra. Deixa-se invadir pela dúvida que se transforma em desespero. Permiti, pois – peço-vos e vo-lo imploro com humildade e com confiança – permiti a Cristo falar ao homem. Somente Ele tem palavras de vida; sim, de vida eterna. 

Responsório

R.  Não tenhais medo:
o Redentor do homem manifestou o poder da cruz
dando a sua vida por nós!
*  Abri, escancarai as portas a Cristo!
V.  Somos chamados na Igreja a participar no seu poder.
* Abri, escancarai as portas a Cristo!

Oração

Ó Deus, rico de misericórdia, que escolhestes São João Paulo II para governar a Vossa Igreja como papa, concedei-nos que, instruídos pelos seus ensinamentos, possamos abrir confiadamente os nossos corações à graça salvífica de Cristo, único Redentor do homem. Ele que convosco vive e reina, na unidade do Espírito Santo, por todos os séculos dos séculos.

Conclusão da Hora

V. Bendigamos ao Senhor.
R. Graças a Deus.


Comments

2 respostas a “Ofício das Leituras da Memória de São João Paulo II, papa”

  1. Avatar de Geraldo Corrêa Filho
    Geraldo Corrêa Filho

    Pode ser que venha a dar fruto

    Clamo por vós, meu Deus, porque me atendestes; inclinai vosso ouvido e escutai-me. Guardai-me como a pupila dos olhos, à sombra das vossas asas abrigai-me (Sl 16,6.8).

    Oração do dia
    Deus eterno e todo-poderoso, dai-nos a graça de estar sempre ao vosso dispor e vos servir de todo o coração. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, Vosso Filho, na unidade do Espírito Santo.

    ‘ Mas, se vós não vos converterdes, ireis morrer todos do mesmo modo. ‘

    https://padrepauloricardo.org/episodios/tragedias-avisos-da-providencia

  2. O Salmo e a primeira leitura estão errados.

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